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sábado, 30 de janeiro de 2010

História para boi dormir

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Era uma vez um tempo
Era uma vez um verbo
E eles viviam felizes da vida
Sem cabeça nem coração
Nem justificativa, nem perdão.

Um dia,
O verbo se fez carne
Mas como todo mundo sabe,
Menos o pobre do verbo
A carne é fraca
Vive de buscar explicação para tudo
Então, o que era bom, virou uma devastação.

Pra encurtar a história
O tempo, coitado
ficou doente
E o verbo
Pura paranóia.

Dizem que eles andam por ai às cegas
O verbo angustiado sem o tempo
E o tempo condenado, sem escapatória
Mas essa é outra história.

foto: A frame of mind by Dechobek
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4 comentários:

Sylvio de Alencar. disse...

Só espero que os dois se encontrem e, com tempo, coloquem o papo em dia!

JUAN JES disse...

Poeta! Un gusto! Recuerdo a Joao Cabral, la educacao por la pedra

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sylvio
é o que a humanidade está esperando há SÉCULOS.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Juan
obrigada pela admirável comparação.


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