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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tudo que é bom, é bom

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Santo Agostinho - Confissões

Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas:
não se poderiam, corromper se fossem sumamente boas,
nem se poderiam corromper se não fossem boas.

Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis,
e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse.

De fato, a corrupção é nociva e,
se não diminuísse o bem, não seria nociva.
Portanto, ou a corrupção nada prejudica – o que não é aceitável –
ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem.
Isso não admite dúvida.

Se, porém, fossem privadas de todo o bem,
deixariam inteiramente de existir (...)
Logo, enquanto existirem são boas.
Portanto, todas as coisas são boas,
e aquele mal que eu procurava não é uma substância,
pois, se fosse substância
seria um bem.

2 comentários:

betina moraes disse...

wal...

seus post's programados estão um abafo!!!!

espero que você esteja curtindo tudo o que é bom!!!

adorei o texto do agostinho. sou fã dele.

um beijo.

Jéssyca Carvalho disse...

Quanta, quanta verdade há nisso!
E nos trás certa esperança, não é mesmo?
Todas as coisas são boas e o mal não é uma substância...

Como é bom pensar nisso!

Teu blog engrandece, querida!
Um beijo grande!


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