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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

De onde vieram nossos costumes de Natal?

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A Árvore de Natal
Muito antes da Era Cristã, era costume, no Norte da Europa, afastar os maus espíritos das árvores para que mesmo no inverno elas permanecessem verdes. Os ramos das coníferas eram ainda símbolo da esperança de regressarem à primavera e ao verão estações em que o Sol daria nova força ao homem e à natureza.
Quando São Vilfrido (634-710), monge anglo-saxão, começou a pregar o Cristianismo na Europa Central, encontrou crenças pagãs arraigadas entre esses povos, uma das quais a do espírito que habitava no carvalho. Para destruí-la, resolveu cortar um velho carvalho existente em frente à sua pequena igreja... Segundo a lenda, nesse momento irrompeu o pinheirinho existente na Europa, passou a ser colocada junto ao presépio como símbolo cristão, pois Jesus é o tronco e nós somos os ramos; Jesus é a Árvore da Vida e dela é que colhemos os frutos da vida eterna.
No decorrer dos tempos as árvores foram sendo enfeitadas com mechas de algodão (lembrando neve), iluminadas para significar que Jesus é Vida e Luz do mundo e cada vez mais enfeitadas. Hoje, ela é um dos símbolos mais expressivos do Natal, com suas bolas coloridas e luzes multicolores, como sendo estes frutos por ela produzidos. São os frutos das nossas boas ações e seus variados tamanhos indicam as medidas de nossa generosidade e caridade.
Colocadas nos lugares mais nobres das igrejas, capelas, lares, escritórios e lojas, representam a alegria e a fé que renasce a cada ano no coração dos homens, guiados por Jesus, esperança, vida e salvação!
A ceia de Natal
A palavra ceia (do latim coena) tem como significado a refeição que se toma à noite, sendo geralmente a última de cada dia. Havia apenas duas refeições por dia na vida de um oriental. A primeira era ao meio-dia, pouco mais ou menos. A segunda, chamada ceia, constituía a principal refeição e era a determinada hora da tarde.
Já a Ceia de Natal é uma festa de família, onde todos compartilham da mesma refeição com alegria, prazer e vida. E essencialmente um meio de união nos lares das famílias cristãs, a festejar a data do nascimento de Jesus.
Muito bem colocado é o adágio popular italiano que diz: La Pasqua con chi vuol; il Natale con i suoi! (“A Páscoa com quem você quiser; o Natal sempre com os seus!”). Ou seja, a Ceia de Natal é realmente um motivo de reunião dos familiares, pais, filhos, netos, enfim, todos juntos num verdadeiro congraçamento cristão!
Para o cristão a Ceia de Natal apenas recorda a Ceia (Do Senhor, instituída por Cristo na noite de Quinta-Feira Santa. Esta cerimônia ocorreu na véspera da morte de Jesus Cristo, com a presença dos discípulos mais intimamente a Ele ligados.
Justamente por isso tem validade o adágio italiano, pois é nessa ocasião que se reúnem os familiares mais achegados, irmanados pelos laços de parentesco e imbuídos dos mesmos sentimentos religiosos. E com razão, no Natal, o momento mais sagrado e, indiscutivelmente, o momento da participação na Ceia de Cristo, na alegria do encontro com o Menino Jesus.
À meia-noite fazem-se orações, cantam-se músicas natalinas e, quase sempre, dentre elas a mais célebre e conhecida Noite Feliz. Entre emoções, recordam-se os ausentes e os que se foram para sempre, Os pensamentos voam distantes, relembrando nossos entes mais queridos. A amizade e o lado bom do ser humano é exaltado em palavras carinhosas e cheias de virtudes, entremeadas de abraços, sorrisos e beijos, quando também não faltam lágrimas de emoção ou de evocação...
E o espírito de Natal, tornando os corações mais sensíveis e humanos, doces e suaves, compreensíveis e generosos, amigos e solidários, tolerantes e amorosos! Parece que nesses preciosos instantes o Cristo está mais junto de todos, mostrando seu magnífico exemplo de caridade, humildade, sacrifício e amor ao próximo.
Como seria maravilhoso se o comportamento humano fosse, durante o ano todo, igual ao do Natal, revivendo a paz, a harmonia, a compreensão, o amor e a profusão de bons sentimentos!

A Mesa Natalina
A mesa, geralmente é farta, com iguarias raras. As frutas secas, de origem européia, dão um sabor diferente à ceia. São nozes, castanhas, amêndoas, avelãs, figos secos, sem falar dos bons vinhos...Os costumes e hábitos europeus, atravessando distâncias chegaram aos trópicos, e estes vivem momentos diferentes que são repetidos, invariavelmente, todos os anos.
As iguanas cheias de sabor, parece que só possuem aquele prazer nas festas natalinas...
No centro da mesa são colocadas velas e enfeites natalinos. No mesmo ambiente vê-se também a arvore de Natal, com bolas multicolores e lâmpadas em forma de velas que, iluminadas, dão um ar festivo e aconchegante.
As velas simbolizam a luz, a chama viva, iluminando a existência, o caminho, eliminando as trevas, dando a claridade e o calor...Luz que é vida; Luz verdadeira que, vinda este mundo ilumina todo homem; Deus é Luz e Jesus Cristo é esta Luz. Jesus Cristo é Luz:, Sol e Esplendor.Assim, acendendo a vela de Natal, simboliza-se Jesus, Luz do mundo e Luz dos povos, Luz: das próprias vidas. Cristo disse: “Vós sois a luz do mundo... que vossa luz brilhe diante dos homens, para que vendo vossas boas obras glorifiquem o Pai que está nos Céus” (Mateus 5. 14-16).
A Música - Noite Feliz (Stille Nacht!)
Em meio a essas canções compostas e cantadas através dos séculos entre os povos cristãos, destacou-se Noite Feliz (em alemão Stille Nacht!), a qual merece ser conhecida mais profundamente em sua emocionante história. Ela é, sem dúvida, a mais popular e difundida canção de Natal.
Em 24 de dezembro de 1818, sozinho em seu escritório, o padre Joseph Franz Mohr (1792-1848), vigário cooperador da pequena paróquia de São Nicolau na aldeia de Oberndorf, na província austríaca de Salzburg, lia a Bíblia.
O jovem vigário estava preparando seu sermão para a missa da meia-noite. Concentrava toda sua atenção nos textos bíblicos, repassando as páginas que continham a palavra de Deus. Já no Novo Testamento, leu a história dos pastores aos quais um Anjo disse:”Não vos amedronteis, porque vos trago uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo. Na cidade de Davi nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. Eis o sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e colocado em um presépio”
Justamente nesse momento, alguém bateu à porta. Interrompido na sua leitura, o Padre Mohr levantou-se e abriu-a. Deparou-se com uma jovem camponesa envolta em um humilde e grosseiro xale. Reconhecendo-a, recebeu dela a seguinte saudação:”Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, seguida do pedido ao padre para abençoar o nascimento de uma criança, filha de um lenhador.

Padre Mohr, cumprindo o dever cristão, vestiu seu casaco, luvas e sapatos de neve. E acompanhou a mulher pela floresta de pinheiros cobertos de neve, mas seu pensamento estava voltado para o sermão da meia-noite. Finalmente, chegaram a uma choupana, baixa, mal iluminada e enfumaçada. Um homenzarrão recebeu-o e num rústico leito, a mãe segurava nos braços a criança recém-nascida, que suave e docemente dormia. Estendendo a mão, padre Mohr abençoou a ambos.Regressando sozinho sentiu-se bastante comovido ao recordar aquela cena, pela semelhança com o nascimento de Jesus na manjedoura. Seu pensamento voava para o texto bíblico, parecendo ter à sua frente toda a cena do milagre divino.


Aqueles momentos ficaram profundamente gravados em seu coração, não conseguindo apagá-los. Parecia que fora testemunha viva e presente do nascimento de Jesus!Ao realizar a Missa do Galo voltou para casa, mas não conseguiu dormir. A cena vivida horas antes enchia-o de emoção.
Sentou-se frente à escrivaninha tentando rabiscar o que sentia e as palavras foram suavemente tomando a feição de versos...Ao amanhecer, o padre Joseph Mohr viu que havia escrito um poema, “Noite Feliz!”, que começava com as seguintes palavras em alemão: “Stille Nacht! Heihge Stille Nacht!"

E como nasceu a música desta letra?
Franz Xavier Gruber (1787-1863), também austríaco e católico romano, Músico, organista e mestre-escola em Oberndorf, foi o compositor da maravilhosa melodia. Durante muitos anos a canção ficou circunscrita à família Gruber, cantada por Franz, Maria, sua mulher, e filhos. Lentamente foi ela sendo divulgada, até chegar na corte da Prússia.E graças ao inspetor do coro da Abadia de São Pedro (onde hoje se ergue a cidade de Salzburg), Ambrosius Prennsteiner, o compositor da melodia ficou conhecido.Por intermédio do filho de Gruber, Félix, de apenas nove anos, Prennsteiner soube casualmente que Gruber era o autor.Juntamente com Félix, foi até a casa dos Gruber e convidado para jantar entrou diretamente no assunto, dizendo que um mestre de concertos prussianos, Ludwíg Erk, viera especialmente de Berlim até a Abadia de São Pedro para localizar o compositor dessa linda canção de Natal, “Noite Feliz”.Ah! respondeu Gruber, eu escrevi essa melodia há trinta e cinco anos, quando era professor nesta aldeia. A letra não é minha e sim do falecido Padre Joseph Mohr, que Deus o tenha em bom lugar. A propósito. o Padre também estudou em São Pedro.
Gruber, mesmo com seus sessenta e seis anos, entusiasmado e ao som da guitarra, cantou por inteiro “Noite Feliz” ao fascinado Prennsteiner..Rapidamente a canção espalhou-se por toda a Europa e atualmente “Noite Feliz” está traduzida em mais de oitenta idiomas, sendo, sem dúvida, o melhor presente que a Áustria deu ao mundo cristão!
Assim lembramos o sagrado Nascimento
O presépio é talvez a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje. A idéia surgiu enquanto lia, numa de suas longas noites, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de Cristo. Resolveu então montá-lo em tamanho natural, numa gruta de sua cidade. O que restou desse presépio encontra-se atualmente na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Presépio ( em hebraico ebus e urvã em latim praesepium) significa em hebraico “a manjedoura dos animais”, mas também o termo é usado frequentemente para indicar o próprio estábulo.Segundo o evangelista Lucas, Jesus ao nascer foi reclinado em um presépio que provavelmente seria urna manjedoura das que existiam nas grutas naturais da Palestina, utilizadas para recolher animais. Já São Jerônimo diz que o presépio de Jesus era feito de barro, aproveitando-se uma saliência da rocha e adaptando-a para tal finalidade.Esta é, sem dúvida, a versão mais aceita sobre o presépio. Outras hipóteses admitidas posteriormente na antiga Roma não merecem boa acolhida.
A partir de São Francisco de Assis os presépios tornaram-se frequentes, apresentando Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, os pastores e também os Magos. Naturalmente, deve-se levar em conta a inspiração e a imaginação dos artistas da época na diversidade das cenas do nascimento do Salvador.
O certo é que a reconstituição da cena do nascimento de Jesus tem origem remota, pois São Francisco de Assis montou um presépio com figuras esculpidas na noite de 24 para 25 de dezembro de 1223, na aldeia de Greccio. Era uma manjedoura cheia de feno e colocados perto dela um boi e um jumento. Acima da manjedoura foi improvisado um altar e nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou solenemente o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou comovente sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.Um dos presentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança e de que São Francisco de Assis aproximou-se dela, acordando-a. Estava, pois, reconstituída ao vivo a histórica cena, então denominada presépio. Assim, de maneira inédita, todos os presentes - religiosos, convidados e as pessoas humildes do povoado festejaram com sentimento e alegria a festa de Natal do Salvador.
Esta cena foi narrada em 1229 por Tommaso da Celano, biógrafo de São Francisco de Assis, na Vita Prima.Passados mais de 30 anos a cena foi também descrita por São Boaventura. Posteriormente, outros autores, ampliando a descrição, mencionam que eram esculpidas as figuras do Menino, da Virgem e de São José. O certo é que a descrição de Tommaso da Celano deu origem a inúmeras representações esculpidas na Itália e no sul da França, passando depois para outras regiões.
Sabe-se que em Portugal existia um presépio do século XVII no Convento do Salvador, em Lisboa. No século XVIII, vindo de Nápoles, difundiu-se por toda a Espanha o hábito de manter o presépio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira.Esse hábito fez renascer a tradição de São Francisco de Assis, dando origem a numerosos presépios, desde os mais modestos até aos suntuosos com centenas de figuras.
De Portugal, o hábito veio ao Brasil. E, hoje, nas igrejas e nos lares cristãos de todo o mundo são montados presépios recordando o nascimento do Menino Jesus, com lindas imagens, de madeira, barro ou plástico, em tamanhos diversos.
Assim, o presépio, decorridos tantos séculos, continua sendo uma das mais preciosas e comoventes tradições da festa do Natal, reunindo pela fé cristã homens, mulheres e crianças!Cada um dos elementos que circunda este nascimento tão simples de quase 2.000 anos atrás, tem um papel muito importante. A Sagrada Família, os reis magos, os pastores, as ovelhas e a vaca, são símbolos desta noite de alegria, e também da humildade e dos futuros sofrimentos de Cristo.
Os anjos aparecem aos pastores de Belém contando que Jesus havia nascido e louvado a Deus. Estas figuras são, geralmente, representadas com instrumentos musicais, na suposição de que estejam cantando preces em louvor a Jesus.
Os pastores foram os primeiros adoradores de Cristo. Ligados a eles, estão os carneiros, mansas criaturas muitas vezes usadas para simbolizar a humildade de Cristo como o Divino Pastor.
Nessa mesma noite sagrada, uma estrela andou pelo céu e se localizou em cima da manjedoura, transformando-se no símbolo do divino guia. Dirigiu por intermédio quem quis acreditar no nascimento de seu filho. O boi e vaca sempre presentes no presépio, ilustram a humildade de todas as criaturas do mundo, reconhecendo e homenageando Cristo como filho de Deus.
Três reis também foram saudar o recém-nascido. Os homens sábios, os Magos visitaram a manjedoura depois do nasciment, levados pelo divino guia. Sua visita foi profetizada na Bíblia no Salmo 71 e em Isaías 60,como reis levando presentes de incenso, ouro e mirra para o Salvador.
Maria e o menino Jesus simbolizam a encarnação desde o início da arte cristã. A maçã, presente em muitos trabalhos pictóricos e de escultura, simboliza a fraqueza do homem e a redenção vinda de Cristo. As auréolas circundando as cabeças de Maria e Jesus indicam glória e santidade e a radiante luz com a qual Deus presenteou a Terra.Tudo aconteceu num lugar simples e pobre. A grande importância do acontecimento impôs-se por si mesma, sem festa ou alarde. E é isto que tentamos conservar até hoje. Não importa que alguns costumes tenham sofrido alterações. O que conta é relembrar sempre que este símbolo do Natal, o presépio, é a comemoração da maior festa cristã: a do nascimento do seu Salvador.


O Papai Noel
Muitas vezes já se anunciou a morte do bom velhinho; entretanto, sua figura continua mais viva do que nunca, aos 1.705 anos de idade. Ao longo dos seus dezessete séculos de existência, mudou de nome várias vezes, trocou de roupa, de rosto, de idioma e de hábitos, mas permaneceu a mesma pessoa caridosa, sempre disposta a prestar auxílio a quem necessita.
Mas como surgiu a figura de Papai Noel nas festas natalinas? Existe muita controvérsia sobre sua origem, porém a mais fidedigna das versões é que Papai Noel é a figura estilizada de São Nicolau, Santa Claus (corruptela de Sanctus Nicolaus) entre os ingleses e norte-americanos e, no resto da Europa, transformou-se em Papai Noel (Père Noel, em francês; Sinter Klaas, em holandês).
São Nicolau nasceu numa cidade da Asia Me-nor, no ano 271 da era cristã. Filho de pais ricos, desfez-se da herança, distribuindo dinheiro aos pobres e presenteando crianças que não tinham com o que se alegrar. Chegou a bispo e, depois da sua morte, foi considerado santo. Os marinheiros, dos quais era tão amigo como das crianças, escolheram-no como patrono celestial e espalharam sua lenda pelo mundo inteiro.Segundo a lenda, conta-se que o pai de Nicolau era muito rico, deixando para o filho enorme fortuna. O futuro santo, sempre generoso soube que um vizinho estava em dificuldades para dar um casamento digno à sua filha. Nicolau, durante à noite, às escondidas, encheu uma pequena bolsa de moedas de ouro, jogando-a na janela do vizinho. E, Com isso, aconteceu a festa. Mais tarde. repetiu o gesto com a segunda filha. Na terceira vez, o pai. na espreita, descobriu Nicolau, espalhando a notícia. Esta a razão porque em algumas imagens de São Nicolau podemos ver as três bolsas de ouro.Sempre distribuindo seus bens aos pobres, principalmente às crianças, que foram o grande amor de sua vida. Justamente por isso tornou-se um costume, durante muito tempo, os pais presentearem seus filhos no dia 6 de dezembro, data da sua festa litúrgica. Diziam às crianças que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu.
São Nicolau passou a ser representado com longas barbas brancas, montando um burrinho e carregando um grande saco, cheio de presentes. Ele entrava pelas chaminés das lareiras das casas. Na Suécia e Noruega, falava-se que o próprio santo era quem distribuía os presentes, colocando-os nas lareiras das casas, nos sapatos e nas meias das crianças.
Esta tradição de presentear as crianças no dia da festa, 6 de dezembro, lentamente foi sendo transferida para o dia 25 de Dezembro.São Nicolau veio a falecer em 342, cercado de respeito por todos os cristãos.Pelo fim da Idade Média, São Nicolau transformou-se em Santa Claus, para os povos da Europa setentrional. Descoberto o Novo Mundo, viajou com os holandeses para a América do Norte e foi ate a Groenlândia, onde adotou o trenó puxado a renas como seu veículo preferido. Isso não impede que para se adaptar ao ritmo do século XX, ande cada vez mais de helicóptero e de avião a jato.Há quatro ou cinco séculos, mudou seu nome pela segunda vez, passou a chamar-se Papai Noel e associou-se definitivamente ao Natal.A imagem que conhecemos, o simpático velhinho de barbas brancas, roupas vermelhas e sorriso nos lábios. Nasceu de um quadro do pintor norte-americano Thomas Nast, em pleno século XIX.
Apesar de a figura atual de Papai Noel representar mais um veículo de vendas comerciais do que um dos símbolos ligados diretamente ao nascimento de Jesu, é preciso reconhecer que ele ainda encerra certos valores que despertam, reavivam e fortalecem os sentimentos humanos e cristãos. A figura bondosa e simpática do velhinho de barbas é uma fantasia sadia, pitoresca e de pureza em meio a um mundo cada vez mais materializado e disposto a destruir a essência do homem, que é o seu próprio coração!
Presentes: um costume antigo
A primeira loja especializada em presentes de Natal e Ano Novo foi fundada em Paris, no ano de 1785. Mas a troca de presentes já era um costume popular desde a Roma antiga.
Durante as festas da Saturnália, os romanos ofereciam estatuetas de deuses, em argila, pedra-mármore, ouro ou prata, de acordo com suas posses.
Durante as calendas ou festividades do Ano Novo romano, também era costume colocar ramos de pinheiro na porta das casas de pessoas amigas. A medida que o Império progredia, a troca de presentes foi se tornando cada vez mais difundida e simbólica.
Os presentes de Natal, entretanto, foram idéia do papa Bonifácio, no século VII. No dia 25 de dezembro, terminada a missa, os sacerdotes benziam pães e os distribuíam ao povo. Este, no dia 6 de janeiro, dia dos Reis Magos, retribuía com presentes.Mas incenso, mirra e ouro, simbolizando a fé, o sofrimento e a realeza, foram os primeiros presentes de Natal, ofertados pelos Reis Magos: Baltasar, Belchior e Gaspar ao menino Jesus.
O Nascimento de Jesus , Jesus é o Emanuel
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor, manifestou-se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados.”


Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta:Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel...
José aceitou Maria e ampliou sua fé.
E nasceu então a sagrada família.



obs: tenho estas colagens há muitos anos,
colhidas em sites natalinos, os mais diversos.

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