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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Natalina

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Além da decoração de Natal, em todos os meus blogs, eu estou bem natalina.
Não posso me privar, nesta época do ano, de tentar me interiorizar para sentir em mim as forças de Cristo.
Então eu fico só postando coisa de Natal, também por que gosto dessa história toda. Gosto de fazer a árvore, que é a mesma há 18 anos, gosto dos antigos enfeites, feitos pelo Dani, pela Catharina, pela Carolina. Os enfeitinhos que eu fiz quando o Daniel estava na Escola Micael.... fico lembrando do Tiago e da Priscila, dos amigos todos da Escola - em que convivemos tantos anos.
Lembro da Livia querida, que me trouxe um mini-presépio do goetheanum, que montamos todo ano. O menino Jesus é tão pequenino, que teve uma vez, que quase foi pro lixo junto com os gravetinhos do presépio.

Outro ano, eu fiz uma gif animada do Daniel montando o presépio, e mandei pra algumas amigas do peito. Ele ficou muito bravo mesmo, mas depois tudo bem, as pessoas que receberam eram como que parte da nossa vida. Mas até hoje não posso mostrar pra ninguém a gif. Quem sabe ano que vem eu a publique....brincadeira Dani!

Esse ano as meninas já não estão aqui, faz tempo, e o Daniel, além de ter saído da Waldorf, faz faculdade e trabalha. Eu pensei que talvez toda essa simbologia que iluminava nossa casa, tivesse que ficar mesmo por minha conta. Ufa, conseguimos montar a árvore, com hora marcada, mas foi lindo, pudemos fazer nossas orações, pudemos nos olhar nos olhos e nos sabermos uma família, uma sagrada família.

Houve um tempo em que Natal não significava quase nada para mim. Achava comercial, achava chato ter que aguentar meus pais, minhas irmãs e agregados em geral. Eu sempre vou a alguns lugares no Natal, casa de pais de amigos antigos, de gente que eu também considerava minha família. Na casa da dona Mirian De Macedo, mãe da Mary, do Luiz, da Bia, do André e da Helô, amigos há muitos anos, e do Antonio Carlos, o mais velho, não tão próximo, mas igualmente querido. Dia de Natal na tia Virgínia, mãe da Vera Dória, minha amiga tão adorada. Mas era tudo apenas por amizade, nem percebia como eu era abençoada de ter família e amigos.

Mas há algum tempo já, Natal é muito importante para mim. Não só pelo seu significado cristão e antroposófico, de uma das festas de mudança de estação no planeta, mas também por que hoje eu sei - no fundo do meu coração - o valor da família.

Pais, irmãos, avós, primos, tios, filhos, são as pessoas que povoam nosso imaginário através dessa jornada na Terra. Se não aprendermos a entendê-los, a aceitá-los, não vai ter espaço para amor nenhum.
Não há outra maneira, sinto muito.

Olhar nossos familiares com o olhar amoroso, com olhar de perdão e perdoado, liberta a gente pra viver. Liberta a gente para amar, pra conviver, pra extinguir todo e qualquer carma que a gente tenha. Não é à toa que Rudolf Steiner diz que ao perdoarmos alguém, não só nos libertamos, como também, libertamos essa pessoa.
Pode haver maior amor do que aquele que dá e tem liberdade?
Bem, estou pensando assim nessa tarde de terça-feira, dia de Marte.

Desejo liberdade a todas as pessoas dessa Terra.


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