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Hoje eu estava escrevendo pra um amigo e consegui pontuar bem meu antigo estado de espírito, o de um dia atrás. Por que minha gente, nesse mundo globalizado, rápido e rasteiro, um bode tem que durar no máximo 3 dias. Ou não?
Já foi o tempo que eu passava meses engastalhada numa coisa. Agora é pá-pum, e acabou. Bom, também tem outra né? Tá certo que é difícil mudar, que tem coisas arraigadas, que a gente pensa-que-sabe-e-não-sabe-de-nada, mas quer queira quer não, a gente caminha. Como disse Hermann Hesse-Não há caminho para trás- e não há mesmo.
Quando a gente descobre um lance, um sentimento, uma interface lá dentro do disco rígido, não adianta fingir que nada aconteceu. A gente vê o lance e a gente tem que mudar de comportamento ou aguentar represálias do sub-consciente. E depois, no meu caso, neurótica, melancólica, ansiosa, linda e loira, poxa, tenho milhões de coisas pra descobrir e mudar. Haja tempo de vida viu! Não é à toa que os Suleimans têm alta longevidade. Meu avô morreu com 94 anos, e o bisavô com 104. Resumindo, acaba uma crise, vem outra, e assim estou em crise há 54 anos. E, no meio delas, desfruto desse fazer nada interior, a não ser, ser feliz!
Viche! essa história tá indo longe demais.
Voltando então à vaca fria - esse ditado deve querer dizer que o cara falou tanto que esfriou o jantar...será?- então, eu andei meio, mais pra inteira na verdade, pra baixo.
Pra baixo de mim mesma até, tipo fora de mim, deu pra entender né? tenho disso, são os pratos da minha balança.
Gosto de colocar a culpa no meu signo, afinal pra que serve um signo senão pra levar a culpa de tudo?
Mas óia, tô feliz demais agora. Tudo de bom, belo e bonito, eu quero compartilhar com aqueles que amo.
Às vezes, os filhos, ficam de fora, não estão a fim de compartilhar com a gente nadica-de-nada.
E esta semana, meu filho vai compartilhar, ele e outras pessoas que nem conheço- mas que já gosto- de um curso lá na Vila Yamaguishi, o Tokkou.
E eu estou muito feliz com isso. (Tipo que é a terceira vez que digo essa fala...)
Acredito naquela fala do filme Na Natureza Selvagem: a verdadeira felicidade só existe se compartilhada.
Ai, ai, às vezes é simpático viver né?
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