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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Poeminha enfeitado de cor - 2009

Começou assim, cores bem discretas
tudo menina bem-comportada
aquarela manchada de cinza
sombreada por construções silenciosas.

Cimento, com inveja do Céu,
se tingiu de cor e refletiu a tarde
com toda força de seu coração
cara de pedra ofendida.

Cada detalhe exalava Céu, Sol, Firmamento,
Banhando de luz a pele da cidade.

Lua, dama quieta, mas atenta,
apareceu para conferir tanta brincadeira
E observou - de rabo de olho –
Tanto acontecimento efêmero.
Quem tem olhos pôde ver,
Quem tem coração pôde sentir.

E Lua - engraçado -
Que não é de ninguém,
Estava lá pra todo mundo.

Ah virgem santa!
Que chegou Vermelho esbaforido,
Apressado e potente, como que esquecido de algo,
Andando de um lado pro outro,
Fazendo festa na palheta do céu.

Tudo que é cor ficou emprestada de Vermelho.

E devagarzinho
- num segundo que só Terra sabe girar-
Vermelho foi ficando sonolento, preguiçoso
....quase dormindo

Então,
Céu descansou dessa bagunça toda
de tanta cor pra-lá-e-pra-cá,
chamou Azul e calou a cor

E o dia acabou Azul, melancolia de Flor.

Mas não desespera não,
que amanhã, começa tudo de novo,
Só que diferente.
Por que o que Céu sabe de cor,
A gente pensa saber de cor.
Mas sabe nada não, nem precisa.
Quem tem olhos pode ver.
Quem tem coração pode sentir.

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