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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quem decide a minha vida?


Quem tem decidido a minha vida? 
 Que voz é essa
que, quando acordo pela manhã
me conta os sonhos
de algum sono profundo?

De que lugar vêm
as respostas
que saem da minha boca
em palavras tão surradas
que se olhadas de frente
são apenas
repetições perpétuas
atestando as vibrações de outras bocas?

Quem tem decidido
a minha vida?
A que está cordada,
a que está dormindo
ou aquela que sonha?
E quem observa tudo isso?

Dentro de mim existe uma caixa preta
inacessível nessa dimensão do viver.
Terei que me despedaçar
em algum solo sagrado
ou quem sabe,
mergulhar em oceanos dantescos,
pra acessar seu conteúdo?

Só então, invisíveis mãos abririam a caixa.
E, aí sim, eu descobriria
as verdadeiras intenções da minha vida?

Terei mesmo que passar por essas provas
por esses acidentes de percurso?

Como posso aceitar a monotonia desse jogo
de cartas extraviadas, mandadas para ninguém?

Não deve ser à toa
que a maioria dos mortais apressa seu fim,
ao mesmo tempo que lamenta a falta de tempo.
Esse tempo sui generis....
Simultaneamente longo e tão efêmero.
Viu.... já passou,
Cada e todo instante...
Intermitentes.
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15 comentários:

armalu disse...

Vim agradecer a visita, e conhecer seu blog, que acho super simpatico.
Este foi por engano. por favor pode encontra-lo em http://armalu.blogspot.com estarei a sua espera. bj

Noé disse...

Que pergunta fantástica...quem tem decidido a minha vida? Não tenho uma resposta sincera.

Carol Morais disse...

Deu um no naminha cabeca. Eu tambem me pergunto muito sobre essas coisas todas. E nunca encontro respostas plausiveis, pois sempre divago e o assunto acaba em outras praias.

Eu nao sei quem eh minha alma, ou se eu mesma, essa que habita meu corpo eh a mesma da minha alma. Eu nao sei de onde vem o meu odio por azeitonas ou o meu medo ridiculo de grilos e gafanhotos.

Eu tambem nao sei de onde vem tanta ideia maluca e caraminholas na minha cabeca. Quem decide por mim? Quem fala por mim? Quem diz o sim e o nao?


Eu nao sei. E eu nao sei se realmente sou eu que digo isso que nao sei.

Achei fantastico. Adoro refletir sobre um bocado de coisa e no fundo, quero ter certeza se sou eu mesma que reflito sobre tudo isso.

Que dificil eh mergulhar no subconsciente. Que dificil deve ser voltar de la depois de um belo mergulho.

Um beijo, Wal

b disse...

Decidir ou definir é coisa para os deuses - não se perturbe .
Até porque, através da postagem, provas o quanto estais viva e vívida, mesmo sem saberes de tudo...
(seria imperioso saber?)

Gerana Damulakis disse...

A última parte foi para mim, fixada na questão do tempo.

Blog do Mensageiro disse...

Inspiradíssima, hein? Que belo registro. O final me lembrou isso:"Tempo... O eterno desafio de a ele se opôr como se seu esgotamento fosse imediato. Transferimos a ele o poder que nos torna senhores e escravos de sua natureza: quanto mais o temos, mais o ignoramos. E quando ele parece nem existir, imerso em sua condição ilusória, abre-se o atalho que recria a condição da vida". Bjos, otimo final!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Noé
acho que assim, de chofre, a resposta mais sincera e corajosa, foi a que vc deu! Tô com vc e não abro.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Carol
eu e vc adoramos encher a cabeça com esse tipo de divagação. Teve um tempo que eu achava que era loucura, perda de tempo. Agora acho o máximo.

Só tenho divagações assim, quando estou no domínio. Porque enche minha cabeça, ela fica tomada, trabalha, faz links, vai pra praia memso, rsrsrs.

Caso contrário, ela fica atada em problemas, perturbações...

Deisa te dizer que adoro azeitona, grilos e gafanhotos. Mas detesto panela de presão, furadeira e aranha.

Adoro vc tbm!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Bárabara

me pergunto se algum dia discordarei FEIO de vc, pq vc é sempre muito centrada, esperta e doce, tudo junto, nessa mistura que me encanta e agrada tanto. Ai nem me lembro mais de nada....mas sei que o que importa mesmo, é saber aguentar uma dúvida...não carecer de resposta!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana my love

a questão do tempo é uma maldição pra qualquer mortal. A simples pecha de mortal, já faz o carinha ficar com a pulga atrás da orelha. Pulga, igualmente mortal.

Mas alguns se prendem mais, outros menos. Eu me prendo bem, pq às vezes, e vc sabe disso, fico apegada ao tempo e ele passa, levando a vida....

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

André
que linda e pertinente lembrança. è mesmo né.... todo vivente sabe disso. Mas insiste em teimar com o tempo...que na verdade tá lá, nem tchum pra gente.

André....adoro teu pensamento e agradeço muito vc ter vindo me visitar.

betina moraes disse...

wal... eu escrevi um comentário aqui... cadê?

sabe que ele veio acompanhado de uma PV que eu salvei aqui... vou mandar para você por e-mail e ver se você acha meu comentári perdido por aí...

aluisio martins disse...

receita perfeita de vida a tua poesia...
sigo que o tempo pede..
abs

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
eu vi querida, o mail, mas o comment, verifiquei nas altas esferas da PV, que é assim ó, com o Google, e ela disse que gostaram tanto, mas tanto de seu comment, que guardaram só pra eles, para se deliciarem com vc.

Como eu sou meio que protegida da Pv, porque a trouxe à tona, corporifiquei a coitadinha sem corpo, bem, eles deixaram vc salvar umas linhas pra mim...

Bom, imagino o resto, pq só aquilo já me fez chorar de emoção.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Aluisio
o tempo sempre está disponível para nós, como um senhor am,ável e sábio. Mas a gente tem que seguir, siga, te vejo numa curva qqr.
bjão


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