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segunda-feira, 2 de março de 2009

Rebobine, por favor

O ex-diretor de videoclipes Michel Gondry, que fez um dos mais lindos filmes que já vi, ”Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, se superou, gente. “Rebobine, Por Favor” com Jack Black, Mos Def, Mia Farrow e Dany Glover, pega a gente de surpresa.

Eu e o Dani começamos a ver o filme, e depois de uns 15 minutos nos cutucamos " nossa, tá cansando". E tava mesmo. Parecia um filme meio trash, meio intencional, meio escuro, meio inteiro e completamente ... cansativo.

Bom, de repente, do nada, a gente é capturado pelo espírito da coisa, entende a crítica, porque cai numa espécie de pegadinha. Daí pra frente o filme é todo novidade, e a gente fica com vontade de ver de novo, apenas prá se deliciar com o começo, que antes, achamos sem importância.

O que é interessante de perceber é a contraposição entre DVD e VHS, tecnologia e criatividade, passado e futuro e .... será que precisa tanto efeito especial?

Me fez lembrar da vídeo-locadora que existia aqui no meu bairro, e em todo e qualquer bairro de São Paulo. O dono sabia tudo, adorava cinema, sugeria o filme de acordo com o gosto do cliente, mas sempre expondo suas opiniões sobre as obras. Um belo dia surge a Blockbuster, engole as vídeos-locadoras pequenas, e inaugura a era onde um atendente pode estar vendendo sabonete ou refrigerante, dá no mesmo, porque eles não entendem de nada, não existe mais atendimento especializado.

É inegável a popularizãção do cinema depois do VHS "Video Home System" e o cineasta presta sua homenagem a essa época, época em que Hollywood esbanjava criatividade buscando soluções - pra lá de inventivas - para levar às telas os efeitos que queriam criar. Não que eu seja contra a computação gráfica e tudo o mais.... mas sei lá, ao ver esse filme senti uma saudade dessa época, inclusive da preguiça de rebobinar, e da raiva de alugar um filme que estava parado no meio, ou pior ainda, no final.

Bom, sei dizer que a gente é levado mesmo, uma emoção toma conta do cinema, dá pra sentir no ar. Não é um filme que você morra de rir, nem gaste uma caixa de lenço de papel. Não exatamente. Mas você acha graça o tempo todo, e sente muita emoção. Olha, se bobear dá até pra chorar.

Outra coisa bacana, é o termo "suecar", que já é um clássico. Significa fazer uma refilmagem, ou uma recriada em algum filme, absolutamente sem recursos.

Refrescante também, é a fala final da Mia Farrow. Vale alguma reflexão.
Trailer
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Entrevista com Michel Gondry

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