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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Causus, causuismos e casuísmo

Quando eu era pequena, causuismo significava que, na minha casa quem mandava era meu pai - o bonitão na foto ao lado. Todas as regras, leis e normas que ele criava, ele podia mudar assim, num piscar de olhos. Não havia discussão, afinal, quem fazia as regras era o papis, nada mais justo (na opinião dele) que ele mesmo se encarregasse de mudá-las a seu bel prazer. Também sou do tempo em que a melhor parte do frango era dos mais velhos, o que sobrava era dividido entre a criançada, lógico que seguindo a hierarquia. Eu, a mais velha da família dos pequenos, recebia a melhor parte da segunda leva, e assim por diante.


Isto posto, cresci com a imagem causuística do casuísmo, ou seja, o mais forte muda as regras quando assim lhe convém.

Mas depois de muita água rolante ladeira abaixo, diretas, queda do AI2, liberdade partidária, Constituinte, e o escambau, pensei que finalmente poderia viver num mundo onde o casuísmo fosse, no mínimo, declarado como tal.


Ok, o que quero dizer é que foi apresentado um projeto pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com tramitação urgentíssima, reduzindo de 1 ano para apenas 6 meses o prazo mínimo de filiação partidária. Isso aprovado - olha o casuísmo minha gente - os bacanas podem mudar de partido passando o frigir dos ovos e concorrer, já com nova legenda, às eleições de 2010. Podem esperar as mais frutíferas e promissoras ofertas, ou os partidos podem exigir benesses de seus filiados. Em outras palavras, a barganha corre solta, linda e loira.

Bom, isso já deixou de ser casuísmo para virar um "causu".
Ou um cáos?
Seja o que for, afinal, quem se importa com partidos? Quem sabe a plataforma do partido em que votou? Quem tem uma ideologia, teoria, patifaria, e outras "ias" na hora de votar?

Deixa eu reformular então. Que partido tem isso claro para apresentar àqueles que nem sabem que isso deveria ser apresentado e, deveria ter peso na hora da escolha de um candidato, que representasse um partido, que por sua vez teria um plataforma e coisa e tal?!.... ai cansei.
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2 comentários:

Tiago Fernandes Tavares disse...

Oi, Wall!! Gostei do comentário, a gente se perde mesmo discutindo fidelidade partidária e se esquece um pouco que, na prática, pouca gente vota "no partido" e bastante gente vota "no candidato".

Bjocas
T

Walkyria Suleiman disse...

Então, e aí eu pergunto: e o corpo único? rsrsrs...vc me entendeu né? Que pode um homem só, que não poderia muito melhor em união?


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