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sábado, 30 de maio de 2009

My fair lady

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O primeiro filme que me lembro ter assistido com minha mãe e avó no cine Majestic, foi "O Vento Levou". Fiquei apaixonada pelo Clark Gable e por cinema. Logo em seguida fomos assistir My Fair Lady. Esse filme marcou as gerações aqui da minha família. Todos os meus filhos, cada um a seu tempo, se encantou com o filme. A trilha sonora roda aqui em casa desde os anos 80, quando uma amiga me mandou a fita, lá das europas, pelo correio.

Quando chegou a vez do Daniel assistir ao filme-chefe aqui de casa, não é que o menino se apaixona pela Audrey Hepburn? As roupas, o figurino, a graça desse filme foi notada por muitos além de mim. Haja visto que em 1964, ano em que aqui comia o maior pau, ele faturava 8 Óscars.

Os bastidores da filmagem são bem tumultuados. A protagonista, a mocinha gente, deveria ser a Julie Andrews. Mas vai daqui vem dali, acharam que ela não era tão bonita nem tão experiente no cinema quanto a Audrey, que ganhou o papel.

A Julie ficou muito triste, muito mesmo, do jeito que ficam as pessoas que são preteridas pela forma física. Mas não é que, como dizia minha avó, Deus escreve certo por linhas tortas? Ao ser recusada em My Fair lady, ela foi convidada a fazer uma filminho água com açúcar, cercada de umas 200 crianças gritando e, na falta do que fazer, aceitou. Era nada mais nada menos do que a Noviça Rebelde. Não deu outra, ela ganhou o Óscar de melhor atriz e, nunca, nunca mais mesmo ela deixou de ser uma Diva, ainda que não tão bonita como uma Diva tem que ser...ô boca!

Mas então, do outro lado rodavam as filmagens de My Fair Lady. Tudo bem, tudo em cima, quando o copião ficou pronto, os produtores, diretores e a torcida do Flamengo, não gostou da voz da Audrey. Ai gente, que mico! Um musical, todos cantando de própria voz, e o povo não curte a coitada, isso depois de ter sido escolhida ao invés da cantora Julie? Pois é, ela então foi dublada por Marni Nixon. Isso foi decisivo para que, dentre os 8 Óscars, não estivesse o de melhor atriz. As cenas de Hepburn cantando sem dublagem, podem ser vistas no DVD do filme.

Mas a Audrey não deixou a peteca cair e, nem reclamou de nada. Seguiu sua carreira, que foi muito linda, e sua vida, rodeada dos filhos e do marido. Teve um trabalho humanitário bem expressivo, e morreu cedo, afastada das luzes e da fama, que ela nunca reverenciou.

Mas seguem dois vídeos. Um de uma música incrível, The Street Where You Live, onde o cara entra numa espécie de transe, por estar na rua onde mora a sua amada. Assim, tudo lhe aprece mais lindo, mais brilhante e poético pela presença indelével da preferida, afetando mesmo a geografia da vida!

O outro, na minha opinião, é a cena mais doce e querida do cinema. Ela, voltando do baile, onde se apaixonou pelo Professor Henry Higgins, em estado de profunda alegria, sentindo que poderia ficar com aquele sentimento a vida toda.

E quem, diz a verdade, já não voltou assim de um lugar? A paixão, a magia que uma pessoa coloca de repente na vida da gente... e sentimos que aquele instante mágico é pra sempre? Ah....o amor. Pra quê comer? Beber? Dormir?

Eu sei que o filme é tão misterioso que, apesar de ser um dos filmes mais românticos da hitória do cinema, de ser uma história de amor inesquecível, imaginem, não rola uma cena ao menos de amor explícito. Nem um beijinho sequer. Hum.... curioso.




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