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terça-feira, 19 de maio de 2009

Segunda-feira braba


Segunda-feira não é meu dia predileto, aliás segunda-feira , dia da lua, não dá outra: sou empurrada dia afora vencendo obstáculos dos mais estapafúrdios.

Para manter meu estilo de vida, tempo para escrever no blog, cuidar da casa, da família, dos amigos e da torcida do Corinthiãns, eu tenho três empregos. Nas segundas-feiras eu trabalho, ao longo do dia, em dois deles.

Vai daí que comecei essa segunda dia 18 com irregularidades na planta de um terreno que tem, nada mais nada menos, que 35 anos de registro imobiliário. Ah, faça-me o favor! É hora de aparecer um embaço desses? - É sim - segunda-feira responde alegrinha.

Fiscal, arquiteto, grana, barreiras burocráticas e éticas a serem vencidas.... às 11 horas eu já estava cheia da humanidade em geral e de uns sujeitos em particular.

Mas o dia prosegue e tenho que terminar um trabalho gráfico, já atravancado o bastante por conta da editora que me mandou o texto com 5 dias de atraso. Tudo bem, pensei, resolvo quando? Na segunda-feira.

Então, com o auxílio luxuoso da telefonica, fiquei sem conexão o dia todo e, assim, não pude nem enviar nem receber o restante do trabalho que tinha ontem como prazo final. Até descobrir que a pane era geral, fiquei elencando todos as pessoas que eu conhecia que possuíam conexão banda-larga, mais os programas gráficos necessários, mais umas dez coisas que nem quero me lembrar.

Claro que desisti, mesmo porque, no final da tarde eu tinha uma consulta num psiquiatra - não para mim, ainda - para pegar o laudo necessário para um processo - embaço do outro trabalho.

Coisa vem, coisa vai, tudo certo, então tá, saio e pergunto pra enfermeira quanto devo pagar pela visita. Ela sorri e diz que ele, o doutor, vai cobrar como se fosse uma consulta; apenas R$ 750,00. A sorte é que na saída do consultório havia apenas um corredor que desembocava no elevador, pois, caso contrário, eu teria me perdido, tamanha a desnorteação em que me encontrava. Ao sair do estacionamento, saí mesmo, com tudo, e passei por cima - ou seria ao meio? - daquela espécie de cancela, porteirinha, ah, vocês entenderam.

Hoje, ao voltar do interior de sampa, - onde trabalho duas vezes por semana - presa e imobilizada no trânsito da Marginal Tietê pensei, que a única coisa que me mantinha viva era que, quando chegasse em casa, comeria meio pote de Nutella.

Mas isso não aconteceu. Comi o pote todo mesmo.
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