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terça-feira, 23 de junho de 2009

Tem Príncipe nessa parada


" Na última vez que avistei Manvendra Singh Gohil, ele acenava para a multidão do alto de um carro de som, na Avenida Paulista. O 33º príncipe de Rajpipla, herdeiro de uma linhagem indiana de 600 anos, estava trajado dos pés à cabeça como marajá e suas joias brilhavam ao sol. Tímido, ele sorria para os travestis e repórteres que o cercavam e parecia paralisado pela música eletrônica e pela multidão, estimada em 3 milhões de pessoas. Muito magro, moreno e comprido, uma espécie de Dom Quixote oriental, o príncipe havia se convertido em atração da 13ª Parada Gay de São Paulo, realizada no domingo 14 de junho.

O convite para vir ao Brasil partiu de Douglas Drumond, um empresário brasileiro da hotelaria e ativista gay. “Ele tem um trabalho social com aidéticos que se parece ao meu. Eu quis mostrar a ele como eram as coisas por aqui”, diz Drumond. Ele coordena uma ONG chamada Casarão Brasil, que assiste homossexuais pobres do centro de São Paulo. Drumond procurou o príncipe na Índia porque ele já era uma celebridade na comunidade gay globalizada. No início deste ano, Gohil participou de um reality show da BBC britânica – The undercover princes, os príncipes disfarçados – no qual se passava por plebeu e tinha de arrumar namorado. Antes disso, fora entrevistado no programa de Oprah Winfrey, em outubro de 2007, por conta de sua homossexualidade. Ela tornou-se pública – e o príncipe notório – em 2005, quando saiu do armário em entrevista a uma repórter do jornal de sua cidade.

“Foi a primeira vez que alguém da nobreza indiana declarou-se publicamente homossexual”, diz o príncipe, num inglês carregado de sotaque indiano. O caso repercutiu em todo o país. Embaraçados, seus súditos (por tradição, uma vez que os direitos da realeza foram abolidos na Índia em 1971) queimaram bonecos com seu nome pelas ruas de Rajpipla, uma cidade de 40 mil habitantes no Estado de Gujarat, na fronteira com o Paquistão. Os parentes tentaram cassar seu título de príncipe herdeiro e deserdá-lo. Não funcionou. Ao final, diz Gohil, com gestos tranquilos, tiveram de aceitá-lo. “Em meu país é crime dois homens praticarem sexo, mas a lei não diz nada sobre ser homossexual”, afirma."( revista época)

Gente, na real, a única coisa que me chamou atenção na parada Gay foi este príncipe. Dizem as más línguas, que ele não arrumou namorado por não ter procurado no lugar certo. Ele foi visto, algumas vezes na Sauna 269, lugar nada romântico.

Penso que ele achou que se a Madonna arrumou namorado brasileiro, ela uma plebeia que nem filho consegue adotar, por que ele, um nobre, não arranjaria? É príncipe, cada um tem que achar o seu Jesus... tá pensando o quê?

Na verdade ele pensa em adotar uma criança para dar continuidade à linhagem de Rajpipla.

Sei não...será que muito velha pra ser adotada? Será que ele levava um filho meu, ou minha neta? Taí um lance do destino...

- Você tem visto a Walll? - pergunta a amiga.

- Antes ou depois que ela foi adotada e mudou-se para a India?

Hare baba! Hare baba!

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