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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Educação



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Me ensinaram as leis 

Me mostraram os códigos
Me falaram dos preconceitos
Me ordenaram as instituições.


Me contaram das guerras
Me lavaram de dor
Me lacraram a cor
Me selaram a posse.

Me mataram sabendo
E eu morri sem saber.

24 comentários:

betina moraes disse...

wal!


maravilhoso!


um verso que se debate,
uma sociedade que nos bate.

ficou muito bom, muito bom!

Gerana Damulakis disse...

Simplesmente genial!!!
Tirei o chapéu.

Elefante de Costas disse...

Incrível! Concordo com Gerana, acima, pelo genial e por causa do chapéu!

O Elefante de Costas.

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente....
Cumprimentos

sam rock disse...

El saber ocupa mucho lugar. A veces es mejor ser ignorante.

Buen fin de semana.
Un abrazo

Manuel disse...

A Wal consegue, de forma um pouco desconcertante, deixar uma bela mensagem.
Seu escrito é magnifico pelo sentido, pela estética e pelo ensinamento que está subjacente.
Obrigado Princesa.

b disse...

Desconcertei.
De verdade.
Tás grande, mulher!

Squilibrato disse...

Ci prendono sin da bambini per inculcarci il concetto di realtà. Troppo spesso si muore senza sapere. Ma con la morte sopraggiunge il significato, bisogna prenderne coscienza.

Squilibrato disse...

Grazie per il collegamento!!! Abrazos

Rachel Flegler disse...

Walkyria,
impregnada estou (estamos) com todo esse aroma da 'Educação'.Certeiro aroma.
Grande beijo

Sylvio de Alencar. disse...

Só não me vestiram com esta indumentária da foto. O resto fizeram...
A alguns anos me indentificaria com o poema..., hoje, já tenho respostas.
Graças a Deus!

Carol Morais disse...

Que profundo, Wal. Simples e profundo.
A gente é submetido a tanta coisa e acaba nem sabendo a quê estamos sendo submetidos.

É um poema de fritar a cuca!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
sempre me lembro de vc dizer que não queria ter filhos. Não é fácil mesmo, ensinar alguém é domesticá-lo. Mas vc tem que me explicar melhor o lance, tá?

Obrigada minha irmã, pelo apoio às minhas mal traçadas linhas.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
vc sabe o quanto me interessa a tua opinião, e o teu chapéu então....rsrsrs.
Poxa, obrigada por estar perto de mim, pelo valor que vc à amizade.

Gerana, quantas coisas temos dentro de nós que foram herdadas.... quanta observação da gente mesmo temos que fazer pra sabermos quem somos...

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Elefante
de chapéu agora!
Que bom vc vir aqui dar o ar da tua força, graça e alegria.
Obrigada!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ô Frenando
obrigada pela visita, pela leitura.... e por estar aqui!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Roque
é isso,toda essa cicilização que tivemos que aprender na marra, toma espaço das coisas que, ao longo da vida, vamos querendo conhecer: o amor, a amizade, a alegria....

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Manuel
eu sou uma tagarela. Quando consigo com pouco, dizer algo, me alegro. E vc viu isso, e ainda me elogia, poxa Manuel, eu sou muito sortuda de ter vc como amigo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Bárbara
admitir certas verdades, deixa a gente desconcertada mesmo, mas nos aproxima de nossas verdades. Isso, não é novidade pra vc, minha linda e louca amiga.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Squilibrato...
olha que esta figura peguei do teu maravilhoso blog.
Que pena que a gente tenha que esperar a morte pra saber das coisas. Ai, não quero, quero ter a consciência em vida.
Adorei te ver aqui.

Squilibrato ...
Guardi questa foto ho preso del tuo blog meraviglioso.
Peccato che dobbiamo aspettare la morte di conoscere le cose. Ah, io voglio avere la coscienza a vita.
Amo vederlo qui.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Raquel
seja bem vinda, vc, sua poesia e seu aroma de sinceridade.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sylvio
eu sempre tenho respostas. O problema é que basta eu tê-las pra fazer novas perguntas. Sou uma atormentada mesmo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Carol
leva a cuca pra fritar na festa da fogueira, aí nos states.... hehehe.

A gente nem sabe o que pensa.... mas a gente continua, e tem momentos de grandes certezas. Assim, ingênuas, pequeninas, singelas.
Como a nossa amizade.

Sylvio de Alencar. disse...

Respostas são como lados de uma moeda: sempre vêm acompanhadas de uma pergunta - ou vice-versa. Vendo-se a 'moeda', tem-se uma, e outra.

'Atormentada'`? Ô Wall, não exagera né?
:)

Bjus, minha atormentadinha preferida!


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