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sábado, 7 de agosto de 2010

Violentos Anjos

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proCelsoVidal
E os ventos que sopraram
Me fizeram lânguida de ternura.

Os ciclones levaram minhas
bicicletas da infância.

E eu não tenho nem céu­
E eu não tenho nem jeito
E eu não tenho nem saudades

Eu me esfolo em joelhos alheios
E fico por aí sem reclamar­....

Violentos anjos em seus aviões.
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20 comentários:

Furfle Upsidedown disse...

pronfundo, eu gostei...!

parabéns, (:

Kotta1947 disse...

Poema com muito significado.Que me deixou a pensar. Bjo.

Sylvio de Alencar. disse...

Também gostei. Até sacarmos que 'não ter nada' é o que nos faz ricos... em alguns causos, 'ter' é não ter.
Posso pensar o seguinte: pra tê-la, se já sou seu? (uia!)

Sylvio de Alencar. disse...

Posso pensar o seguinte: pra que tê-la, se já sou seu?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sylvio, vc ainda me mata de rir, com carinho, mas olha, vai ser paiaço assim lá no hum....onde heim?

Sylvio de Alencar. disse...

Wall, no seu caso, soltei essa pérola.Foi sem querer, juro; mas, de fato, o que eu disse tem um certo tom de..., 'brincadeira'. Uma carinhosa brincadeira.
Vc teve a sensisibilidade de perceber.

betina moraes disse...

wal...

lembrei de "Asas do Desejo"... fiquei na mesma atmosfera de quando assisti ao filme (que amo, amo, amo....)


que poema bonito!

a PV, mística como ela só, me apareceu com: "reviu"

caracoles! a PV é de matar! pois se eu estou dizendo que me senti do mesmo jeito, a PV vem me mostrar que nos vigia dia e noite dizendo: "você reviu, betina."

por via das dúvidas e arquivamento para possível futura investigação dos mistérios da PV, salvei aqui no PC...

b disse...

Pode ser dorida.
Pode ser moleca.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
o porvir se servirá de nossos arquivos Pvísticos, quando ao mundo for revelado o mistério da PV. Eu acho que dentro do micro, tem um monte de serezinhos elementais, se divertindo em teclar.

Quando eles nos descobriram brincando de brincar com a PV, acharam algo mlehor pra fazer, e ficam na nossa cola.

Eu gosto....

E vc reviu, essa foi demais mesmo.

O filme asas do desejo me deixa muito pra baixo....quase tenho medo dele.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ô Bárbara
passei o dia pensando no teu post.....quiqui eu tô fazendo aqui, heim?

oxa.... viver tem dessas dúvidas...

Gerana Damulakis disse...

Ah, gostei D+. A 3ª estrofe é ótima.

Ira Buscacio disse...

Wal,

To sempre por aqui, as vzs vento, de mansinho, sem deixar rastros e hj venho ciclone, não pra te levar a biiicleta, mas pra me esfolar no seu joelho e dizer: Não tenho céu, mas sempre encontro aqui (Céu Aberto), uma estrela.

Muito lindo o post!

Bj amigo

Fernandina de Jagua II disse...

Hello garota, goste muito de seu poema e fazo enlace de seu blog con mio blog. Boa sorti... Deus bendiga a VC

Djabal disse...

"O vento que abre, em cada verso da poesia. Só nela conheço este vento. Não é sopro, é vento, ou então vento em vez de sopro. Não pensamos nele, está ventando, livrando-nos de qualquer fraqueza, qualquer arrogância."

Estava lendo, alguém fez este comentário a respeito da literatura de outro alguém (Büchner), tendo como imagem o vento. Fecho o livro. Leio o seu comentário, agradeço, e vou ler a sua poesia. Não é que estávamos na mesma ventania? Anjos, mensageiros, aviões, céu e saudades. Só podia dar nisso, mesmo. Obrigado, sempre. Beijos.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ira
que show de comment, que compreesão linda e jovial da minha alminha.

Sabe, foi mais que um presente.
Pode esfolar meu joelho, morar no nosso céu, e ventar o quanto for preciso.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Fernandina
entra que o céu é nosso!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Djabal
como dizia Plotino, sábio é aquele que em qqr coisa pode ver outra.

Quando antenamos o coração, quando temos a sorte(pq precisa sorte tbm) de encontrar nossos pares pela vida, saímos nessa dança pelos salões da eternidade.

Claro que trocamos de pares, mas nunca esuquemos uma boa dança.

Dança comigo? Já estamos dançando!

Jéssyca Carvalho disse...

Ah, mas como é raro viver assim!
O passado, passou, foi levado.Ficamos de mãos vazias (e atadas).
Tropeçamos, erramos, mas não nos machucamos: nosso corpo já não é nada sem alma.
Vamos ficando por aqui, até quando este mesmo corpo puder resistir...

Amei, querida!
Um beijo!

Daniela Delias disse...

Lindo o blog!!! "Me esfolo em joelhos alheios..."! Adorei! Bjos, sigo-te!!!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Jéssyca
nunca deixarei de me admirar como vc capta a mensagem subliminar das minhas palavras.

Sim.....ficamos por aqui, e sabendo disso, nada pode machucar tanto....pq somos anjos especiais.

Viver..... pode sem mais fácil!


voltar pro céu