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sábado, 10 de abril de 2010

Explicação necessária

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Minha avó materna, Carolina
Rennó Ribeiro de Oliveira, era uma mulher incomparável. Mineira, saída de casa escondida aos 18 anos, veio pra São Paulo tentar a vida, com um sonho no coração: ser escritora didática.

Ao longo de sua curta vida, 70 anos, escreveu nada mais nada menos que 124 livros, alguns à mão, e outros, em uma pequena máquina de escrever que ela comprou na Europa. Apesar de não ser lembrada, existem livros dela no mercado, vendidos como relíquias.

Quem tem mais de 70 anos, estudou em seus livros, mesmo porque eram os únicos livros didáticos do Brasil. Nos anos 60, ela foi a primeira mulher brasileira a receber um prêmio na Bienal Alemã pelo conjunto de sua obra.

Ela vivia viajando e escrevendo, dando palestras, inaugurando escolas e salas especiais, divulgando seu trabalho e aprendendo. Aqui em São Paulo tem rua e escola com o nome dela. Enfim, foi uma mulher muito ativa e interessada. Foi ela que me ensinou a ler, lá em Santos, como José de Anchieta, dizia ela, escrevendo nas areias.

Mas ela tinha suas manias. Lembro bem de um armário cheio de perucas, que ela nunca dispensava quando em público. Perucas, gentefina, não eram como são agora. Eram de cabelos naturais. Tinham que ser lavadas periodicamente e voltavam como que embaladas em finos voiles. Então ela tinha uma grande quantidade delas, que não me atrevo a numerar, pois, a lembrança de uma criança, tende sempre a aumentar, a achar tudo maior, devido a seu diminuto tamanho relativo às coisas. Mas sei que o armário me seduzia e atemorizava, com todas aquelas cabeças de madeira coroadas de perucas.

Isso, dizia ela, se devia ao fato de que quando ela aparecia em público, ela tinha que estar muito bem posta, arrumada. Sua figura pública devia esse respeito aos outros. Então ela tirava seu cotidiano peignoir e chinelos, que eram sua marca registrada em casa e colocava seus tailleurs impecáveis, colar de pérolas com 3 voltas - porque jóias, dizia a vovó, não podiam ser agressivas -, sua peruca e lá ia ela pelo mundo afora mostrar essa imagem de respeito ao próximo.

Mas por que conto essa história fiada ? Porque não tenho respondido aos comentários de vocês ultimamente, nem tampouco entrado nos blogs de quem está me seguindo recentemente, nem ao menos adicionando as pessoas. Tudo isso porque tenho andado sem oportunidade de fazê-lo dignamente, como diria a vovó. Quando entro no blog, não quero escrever qualquer coisa, não respondo por responder, nem tampouco adiciono pessoas sem olhar seus blogs.

Quando entro no blog, me mostro ao público, e o público merece minha melhor imagem, como a vovó fazia.

Assim, embora esteja bem à vontade aqui no meu PC, quando me mostro à vocês, tenho na alma um tailleur impecável, colar de pérolas brilhantes enlaçando o coração, e uma peruca magnífica. Aqui, mostro essa imagem, esteja eu alegre ou triste, ansiosa ou em paz, quero mostra pra vocês o meu melhor.

Então me perdoem quando me ausento.
É porque a peruca não voltou, ou o tailleur está na lavanderia, ou o colar está guardado onde os dedos do meu coração não alcançam.

Quando me mostra em público, devo esse respeito às pessoas. E embora possa parecer estranho, é aqui, no meu blog, com vocês que compartilham minha vida comigo, que é meu único lugar público, onde apareço por inteira.

Assim, preciso de vocês, caso contrário, passaria a vida sem mostrar minha alma a ninguém. Obrigada por me enxergarem, e neste olhar, me devolver a mim mesma.

42 comentários:

Gilson disse...

Wall

Você sabe como me impressionar, sua forma sutil e elegante de estar presente agora está explicada. Contudo eu quero ver a Wall de penhoar e chinelos, a Wall menina com suas dores e tristezas, a Wall madura com suas alegrias e frustações. A Wall que não precisa aparentar estar bem, mas sim a Wall gente, que é bem maior do que o cordão de perolas, muito mais importante e valiosa.

Bjs

Gisele Freire disse...

Ai Wal
Que história legal de sua avó, ela foi uma grande senhora , isto é certo. Não acho tua conversa fiada não, é linda tanto quanto você. Wal, uma das melhores pessoas da minha vida foi minha vó paterna, e essas lembranças fazen-nos tão bem.
Tenha um dia feliz!
BJS
Gi

Jana disse...

Ai que bacana... adorei a forma que vc colocou suas palavras..... Sutil como uma joaninha.... AMEI...
OLha nunca deixe mesmo de exaltar sua avó... POrque além de ter feito por merecer...avó a gente guardar na alma....
Parabéns.....
Um beijo

Mai disse...

Você é um talento.
Mas agora lendo a biografia da Dona Carolina, percebí que a escrita esta no DNA dos RENNÓ e dá mesmo para sentir-se muito honrada em ser neta desta grande mulher e escritora.
Uma bela história para ser emoldurada, Wal.

bjo

Gerana Damulakis disse...

Amei o texto, nos mostrou sua avó de uma maneira encantadora e estabeleceu a ponte com você e os adereços necessários. Um texto inesquecível, li com a alma.

Pimentinha Brasileira disse...

Grata pela sua participação no meu blog!
Bom fim de semana!
Abraço!

Ludmila Ferreira disse...

Wall...

Gostaria que cada pessoa que fosse importante soubesse a forma como a tenho comigo, soubesse a forma do sentimento, respeito, admiração, aprendizado.!
Queria que eles soubessem que estão nas historias que conto, que se refletem em atitudes que tenho, em pensamentos, sentimentos, e de alguns detalhes que eles podem nem se lembrar, que talvez eles nunca saibam que aquele momento me marcou por toda a vida. O quanto é bom e importante tudo isso.

Voce retratouu muuito bem isso com seu texto...

Paarabéns...

RFSPblog disse...

gostei do blog...

follow me,
http://rfspblog.blogspot.com/

Blog do Mensageiro disse...

Exemplos de transparência como esse, Wall, traduzem a essência do que fazemos aqui e do que circula em nossa veias. Fazer por fazer, como estamos cansados de ver, invariavelmente dá merda mesmo. Sua vovó é um grabde exemplo em todos os sentidos!

Sonhadora disse...

Minha querida
Adorei o seu texto.Frontal.
A sua presença no meu blog é sempre uma honra, mas concordo que se deve estar por inteiro, e não só escrever por escrever.
deixo o meu carinho e um beijinho.

Sonhadora

Jacinta Dantas disse...

Bonito o seu jeito de expor seu sentimento. Bonito também o seu jeito de lembrar de alguém tão especial como sua avó. Isso, para mim, faz diferença no jeito de ser sensível consigo mesma e com o outro. Que bom!
Um abraço

Sylvia Araujo disse...

Texto cheio de memórias e entregas. Uma delícia!

Beijoca pra você

sam rock disse...

Walkyria, vostede semella en parte a súa avoa pois tamén busca unha comunicación na que non falte a beleza, e iso vostede o fai dabondo. Excelente este post no que fala dunha persoa moi querida, que de seguro a vostede tamén a quixo.
Noraboa por o seu espazo cheo de sentimentos e no que vai deixando o que considera as súa mellor presenza.

Unha aperta e bo fin de semana

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gilson
obrigada por me aguentar, por me esperar e por me aceitar como sou. Vc é um lindo, um querido, alguém com quem me orgulho de compartilhar.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gi,
sorte daquele que pôde ter avós... e avós queridos. Que bom que essas lembranças existem no nosso coração. E me conta.....tá fazendo desfile de fotos de perfil, é?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Jana
que mimosa, como uma joaninha....
adorei esta ima gem, de bolinhas, e peruca.
Querida, obrigada por abrir teu coração par minha joaninha!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Mai
não poderia explicar o quanto me tocou teu coment.

Esse DNA dos Rennós me traz muita tristeza, a vida desse povo e seus destinos foi muito dura. De algum modo, tenho negado seu legado.

Então, dasde que voltei a escrever em público, como que fui me reaproximando de minhas raízes. Fiz as pazes sabe. Estou fazendo, é um processo....que minha ansiedade quer chegar ao final.

Obrigada Mai por sua leitura, não tenho mesmo como dizer o quanto me enaltece e orgulha ter vc aqui, me lendo, vendo, traduzindo, nossa, vc me entende e me retorna isso.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
e vc me fez ver que tenho mesmo adereços...
Gerana, Gerana, quanta honra poder ser comentada por vc. Nossa, nem sei se mereço. Mas sei que chegamos perto da alma uma da outra. Isso é bonito!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ludmila
corre lá, corre lá e conta pra todos que vc ama, o quanto vc os ama.

Mostre na tua vida, nos teus gestos, no teu exemplo, o quanto vc é essa mistura maravilhosa de todos os que passaram.

Ludmila, faça isso hoje....não perca tempo, acredite....

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

RFS

Pimentinha

obrigada pela visita e sejam bem vindos!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Mensageiro
vc parace um raio, um foguete, entra inesperademante, enche de som, imagem e alegria a sala, dá uma volta de 360 graus, e vai embora feito um cometa. Adoro sua performance. Assim como o sangue que adivinho em suas veias.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sonhadora....
como alguém pode ser tão meiga como vc. Obrigada, sempre.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Jacinta
se eu não tivesse pesssoas sensíveis e bonitas como vc, dispostas a receber um coração, não poderia mostrá-lo. Essa é a mágica do viver.
obrigada!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sylvia
me entrego e vc me recebe!
obrigada!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sam,
deixa te fqzer um pedido. Escreva em espanhol, acho que entendo melhor e treino também. Ok?

Vc é muito querido, me alegra te ver aqui, porque sei que vc me elucida, me acrescenta.

Quero mesmo deixar o melhor de mim, ou seja, a verdade!

Maria Bonfá disse...

menina.. (eu te acho uma menina grande).. que delicadeza a sua. te admiro ainda mais.vc é de uma elegancia que me deixa encantada. deve ter saido a avó.... uma historia encantadora de sua avó. uma mulher de coragem e fibra. merece todas as homenagens. um exemplo a ser seguido. parabens.. e tenha um lindo dia cheinho do amor de Deus.. beijão

Jorge disse...

Gostei de ler e de estar por aqui mais uma vez.
parabéns
Jorge (http://blogdojorge2.blogspot.com/)

betina moraes disse...

wal...

é com dizia a minha avó quando se referia a alguém sem educação:

ninguém herda berço se dormiu em bacia.

era a forma dela dizer que a razão de uma pessoa não ter educação (no conceito mais amplo de educação em sociedade)era culpa do que trazia de herança do comportamento de sua família. herança para minha avó não era o dinheiro ou os bens, era a educação.

para mim também.

lendo sobre sua avó confirmei o que percebi desde a primeira vez que li seu blog, sua educação é especial e suas ancestrais provavelmente foram mulheres maravilhosas e impressionantes,

como foi sua avó, sem dúvida, uma pioneira que tinha grande noção de respeito e digniade. fiquei fã, vou pesquisar sobre ela!

e como é você, o seu cuidado com os leitores do blog, transformou o céuAberto em um dos melhores blogs da web! nos diverte, emociona, alerta, apresenta, compartilha, nos fazendo acreditar que somos especiais e formamos uma rede verdadeira de amigos e semelhantes e que o mundo é bem melhor quando tem gente como nós ao nosso lado. você, com seu cuidado e grande educação nos trouxe para perto e nós acostumamos e gostamos de ficar aqui!

foi muito bom conhecer a sua avó!
(a beleza do sorriso também foi uma grande herança que ela te deixou :))


◘ ◘ ◘ ◘ ◘ ◘ ◘ ◘ ◘

eu li clarisse e os contos de fadas revistos por ela em sua forma original, primitiva, corri e corro com os lobos e tenho um milhão de problemas por causa de estar com eles em campo aberto, correndo e rolando e dando lugar a minha alma, mas também tenho um prazer imenso em me saber livre da escravidão das doutrinas, em saber que minha alma é livre e primitiva, selvagem e cheia de poderes que me orgulho em carregar, mesmo que aparentemente não sirvam para nada em um mundo capitalista e cheio de regras e obrigações...

eu procuro transformar cada uma de minhas tarefas em um acontecimento vigoroso, teatral, importante, para nunca deixar sem estímulos o meu animal... é a forma que encontrei para ser feliz!

muito legal você ter dito a mim e a carol a respeito do livro de clarissa, quase ninguém leu e ela é uma das pesquisadoras mais incríveis que conheço!


por causa de sua avó escolhi um trecho de um outro livro de clarissa (A ciranda das mulheres sábias - ser jovem enquanto velha, ser velha enquanto jovem) para você ler e sorrir:

"As boas avós dos mitos e contos de fadas não se esquecem das feridas nem do que as provocou. E elas ainda se propõem a proteger tudo o que tenha sido ferido. Por quê? Porque elas representam o que protege a "luz do Amor" neste mundo. Elas acreditam que uma pequena vela, aquela única velinha brilhante do amor no seu coração, pode manter o mundo conturbado iluminado de um modo que faça diferença. Elas crêem que, se parassem de fazer brilhar a luz do seu coração antes que estivesse encerrado o seu tempo na Terra, o mundo ficaria escuro e morto para sempre."

um beijo imenso para você, mana.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Maria,
e eu te acho uma grande apaixonada! Acertei? Por tudi, vc gosta de ser apaixonada.
Querida Maria, eu tbm me acho uma menina, mas já tô quase não pagando mais ônibus!

Obrigada pela imensa alegria que senti em vc, e que me fez sentir, de meu lado, o dobro de alegria.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
a gente ria muito quando minha mãe e avós diziam isso: educação é de berço. Fulana, não tem berço.

Demorou pra gente entender que não era "o" berço, pq em casa, a gente usou o mesmo berço que vinha lá do passado...
Bom, vc entendeu e eu entendi e assino embaixo: educação, respeito, vem de berço mesmo.

Querida, eu não faço ninguém crer que é especial...as pessoas são mesmo especiais. Olha vc...como é especial... nem vou citar as outras comadres que já tá pegando mal.

Essa coisa amalgamada nessa NET, esse mundo que criamos, é muito do bom, do consistente, tem vida própria.

Olha, eu corro com os lobos, e pago esse preço, muito caro, principalmentr quando deixo de correr. Devo confessar que, depois da Clarissa, eu até uivo, e bem. Os cachorros ficam num alvoroço....

Tinha que ser vc, nossa, vc entende tudo.

Vou providenciar esse outro. E o do jardineiro, vc leu?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
a minha avó era isso, mentinha minha luz acesinha.
Que lindo...eu tbm acredito que uma vida ceifada, escurece e apaga toda a humanidade, ainda que não percebamos, no momento.

Assim como uma luz acesa, ilumina todo o universo, embora não entendamos muito bem como.

Mas que é assim, é mesmo sô!

Defesa do Património de Torres Vedras disse...

Quero que saibas: o meu dia começou com este texto que acabo de ler no teu blogue.
Porquê?
Não sei.
Vim aqui ao acaso (acaso?)e dei-me com esta maravilha.
Portanto o dia vai ser bom, hoje que regresso às aulas e vou encontrar uma turma de gente que está a entrar na adolescência...

Que mais dizer-te?

O que torna o mundo habitável é existirem corações como o teu.

Fica bem!

O meu bj do Oeste português!

Méon, disse...

Ops!

Verifico agora que postei há pouco com o perfil com que escrevo no blogue da minha Associação do Património de Torres Vedras.
Mas sou eu! Nada de confusões, que fique tudo claro.
É o que dá administrar mais do que um blogue...

Beijinho, outra vez!

ju rigoni disse...

Ah, Wall, como é bom lembra de vó, né? Eu tenho uma saudade imensa da minha gostosinha...

Já sei de onde vem esse seu talento para a escrita. Gostei muito da história da sua avó.

Quando eu bater a cassuleta espero que minha neta lembre de mim, com minhas qualidades e meus defeitos, mas sempre com muito carinho. Espero que ela nunca me esqueça, porque o esquecimento sim, é a morte.

Agora, Wall, lá nos meus blogues você vai quando quiser, quando puder, não importa se trajando uma casca de banana ou um Valentino. Ocê é sempre bem-vinda, viu linda?

Mas eu entendi direitinho o que você quis dizer. Acontece, você sabe, comigo também. Bjs.

Le Vautour disse...

Ah, que delícia de história! Me fez lembrar de minha tia-avó (minha avó, infelizmente, não conheci: faleceu antes que eu nascesse). Não pela cultura, isso não. Mas pelo zelo consigo mesma e pelo respeito para com as pessoas. Apresentar-se bem, estar lá perfumada, bonita, bem posta. Adorei esta história. Adoro essas mulheres que fazem história... devo confessar? Ok, confesso: chorei, sim.
Abraço de duas asas, emocionado com a personagem-real e empolgado com a sua metáfora, tão bem colocada aqui!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Méon

primeiro obrigada por tua visita ao acaso(será que existe acaso?) epor suas palavras tão presentes e amigas.

Depois, muito me alegra poder dar alguma cor ao dia das pessoas, assim como vc está dando muita cor a essa minha noite.

Espero que sua aula tenha sido boa, e adolescentes, bem , eles estão num momento muito heróico, penso, nada como tratar de assuntos onde o bom, o belo e o justo possam estar presentes.

Seja criativo.
Grande beijo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ah Ju

como gosto de seu jeito, e como vc me ajudou quando eu precisava desse seu estilo engraçado-sádico-carinhoso. Vc ri de vc mesma e com isso, me faz rir de mim, de nós. E no final eu acabo sorrindo lá no coração.

Olha, vou de chiquita bacana nos teus blogs...rerer...

Sei que vc entendeu, mas amei a fantasia.....

Querida, bater na cassuleta....parece mais legal do que morrer!

E sua neta, não só vai lembrar de vc, como vai perceber quanta coisa vc ensinou a ela com seu exemplo. Isso, é viver pra sempre!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Le Vautour
ah, que coisa gostosa vc ter tido alguém assim na tua vida, no mínimo para apreciar esta história e ter momentos emocionantes dentro do coração.

Nossa, nem sei o que dizer de vc ter se emocionado tanto...mas tenho que perguntar: seu daimon viu isso?

Bem, agradeço demais esse momento que vc me deu aqui. Não chorei, mas sorri dentro da alma.

E o abraço chegou!

Ricardo Palma disse...

Saudações, Walkyria:
Meu nome é Ricardo e moro em Paraisópolis, terra natal de sua avó. Procurando referências ao meu sobrenome na internet, encontrei a página da família Rennó, e acabei "descobrindo" Carolina Rennó Ribeiro de Oliveira, natural de Paraisópolis e tida como a primeira mulher a publicar livros didáticos no Brasil. Possuo uma escola técnica e nesse ano estamos desenvolvendo um trabalho multimídia sobre a história da cidade (acompanhe pelo nosso blog: http://projetoparaisopolis.blogspot.com/), e gostaria de incluir a biografia de sua avó como uma das paraisopolenses de destaque. Encontrei um material sobre ela no portal da Prefeitura de São Paulo, na própria página da família Rennó, alguns livros publicados por ela na internet e o seu texto. Gostaria de sua autorização para incluí-lo, juntamente com as fotos e, se possível, se você possuir algum material digital sobre ela, pudesse me enviar. Meu e-mail é: rppalma@gmail.com.

Obrigado

carlos roberto batista de menezes disse...

ola wal gostei, muito o que disse da sua avo materna sra carolina ainda criança trabalhei em uma livraria de Barretos e vendiamos livros didaticos que ela escreveu, são muitas as lembraças daqueles tempos. abraços Nininha . carlinhos

Paulo Eduardo Bittencourt Neumann disse...

Walkyria,
Não são pessoas com mais de 70 anos que estudaram nos livros da Profa. Carolina. Tenho 55 e fui aluno no "Curso Rápido Nove de Julho" do Pré até a atual 4a Série (última do antigo Primário). Certamente muitas turmas após a minha continuaram usando os seus livros. A Profa. Carolina era o tipo de Diretora que era amada e respeitada(até com um pouco de medo) pelos alunos. Guardo muitas saudades e amor, tenho certeza que ela contribuiu muito na minha formação de cidadão.
Também queria mencionar que ela revisava com muita frequência seus livros, mantendo-os muito atuais.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Paulo, nem te conto, hoje é aniversário da minha mãe, que era filha da vovó Carola..... Dia especial pra vc me escrever e me fazer lembrar das mulheres da minha vida. Sim, a vovó dava amor e medo, e sabe, é assim que me definem. Vc não imagina como isso me deixa aliviada, pq vc sabe, todos querem nos mudar. Mande seu e.mail para que a gente possa conversar! Grande beijo


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