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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Presente de dia das mães

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Tenho três filhos criados em diferentes épocas da minha vida, mas todos sob o fantasma da ditadura. Ao longo de minha adolescência, eu desenvolvi a síndrome de DOICOD.

Por isso crie todos com a máxima liberdade.

Não deu muito certo. Eles, na verdade, achavam que eu não dava bola pra vida deles. Acreditava nas mentiras, não ia verificar informações, tipo, estou na casa da minha amiga. Não fiz o modelito, “olha, minha filha diz que vai dormir na sua casa, agradeço sua gentileza e aproveito pra confirmar se ela está mesmo aí, você sabe como é essa garotada, e eu sou de uma família de bem”.

Aqui era assim: quer parar de estudar? Legal! Quer namorar este traste? Legal! Quer ir pro Japão ser modela com 12 anos? Legal! Quer fazer faculdade disso, quando seu talento é aquele? Legal! Quer viajar ou coçar o saco no Natal, aniversários ou momentos hipócritas familiares? Legal! Quer viver às minha custas? Pode tirar o cavalinho da chuva. Vai trabalhar e cuidar da tua vida.

Posso abrir a boca, pois diferente dos filhos da Betina, meus filhos preferem não ler meu blog.

Uma de minhas filhas, que trabalha à beça, pode passar uma ano sem me ligar, ligando apenas se precisar de algo.

A outra passou metade da vida no exterior, é uma viajante. Me liga sim, pra perguntar o nome da música, a letra do poema, o nome do pintor, lembranças de sua infância e adolocescência.

O Daniel, mora comigo, o que significa que antes que eu escreva, no pouco tempo em que ele tem comigo - porque trabalha, estuda e pega buzão - , eu fico falando e falando enlouquecida pela casa, o que sinto, o que me indigna e o que estou prestes a escrever. Eventualmente ele vai lá e lê, só pra conferir.

Mas nem tudo é dissabor não. Tenho três filhos independentes, que não precisam de mim para nada, que levam suas vidas, que não me dão trabalho. Cada um na sua escolha de vida.
São realmente, deste ponto de vista, um orgulho para mim. Só me dão trabalho emocional.

Queria, antes de despejar tanto palavreado, pedir perdão aos evolucionistas e aos criacionistas, e aos físicos em geral. Porque eu não sou nem uma coisa nem outra, o problema é mais complicado que ser do MDB ou ARENA. Eu sou cria da evolução.

Dito isso, o que eu desejo pro dia das mães, que são todos estes últimos 35 anos da minha vida, é entropia. Não sei bem o que significa essa palavra, mas no que posso entender, ela reza que tudo que se inicia está fadado ao fim, à destruição, intrínseca a ela mesma.

Vejo também a entropia como essa força que impede que tudo volte a ser como era, antes dos atos serem derramados pelo chão do nosso coração.

Assim, queria que as dores fossem esquecidas, que as palavras dilacerantes pudessem ser retragadas pelo éter, e que as intenções não ficassem marcadas na crônica do Akasha, ou no campo morfogenético, ou no inconsciente coletivo, ou em qualquer outro lugar que guarde esses vampiros da alma.

Quanto momento desesperador, quanta mágoa, quanta dor impossível de ser apagada.

Porque gentefina, outra coisa que aprendi na minha vida, é que a gente esquece tudo que não quer esquecer, mas nunca esquece alguma mágoa. A gente pensa que esqueceu, se faz de evoluída, passam-se dez anos e a gente firme, nem tchum pra mágoa. Superou, tocou pra frente, verdadeiro exemplo de pessoa com força de vontade e inteligência emocional.

Então, um belo dia, aparece, não se sabe de onde, alguém, da ala consanguínea, que faz a mágoa sair explodindo, como um vulcão. E é avião, trem, carro, toda comunicação com o real cortada drasticamente. E nesse cenário retornam, como se nunca houvessem se retirado, os fantasmas, os espectros, os padrões e personalidades adormecidas. E a gente descobre que não havia esquecido de nada, apenas não havia sido cutucada a contento.


Eu não sou evoluída mesmo. Nos meus 55 anos tive muitas oportunidades de ver de novo afluírem em mim, as mágoas há muito perdoadas. Como aqueles riachos dentro da mata, que têm seu curso tragado pela mata. Mas se você continuar a caminhada verá o riachinho ressurgir, todo faceiro, em outro ponto do caminho.

Então eu queria a entropia maternal. Queria voltar àquele estado onde havia apenas calor, sensação redonda e sem arestas, onde tudo era abraço e amor.

Mas, parece que essa lei é verdadeira mesmo. Tudo que é criado traz em seu bojo o caos, a destruição.

Então, sei lá, continuo a pedir o fim da entropia, hoje e nos meus anos restantes. Não custa, e não me resta muito.

Porque gentefina, outra coisa que aprendi, é que ninguém muda ninguém. NUNCA!

Mas, lembrando minha avó, uma vingança alimenta minha alma:
"Filhos sois, pais sereis!"

(Betina, esee é pra tua lista, nega)

fotos:
Mother_by_Aethene
PinKin
becoming_mother_by_JeremyShane

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29 comentários:

Elaine Barnes disse...

Belo desabafo amiga! É isso aí! Se enanar pra quê?Em nome do que e de quem? Eu procuro ser o que sinto,claro que as vezes engulo uns sapos,mas, faço eles descerem.
Uma vez me disseram um frase da qual nunca mais me esqueci." Sabemos que fizemos um bom trabalho quando mães,quando nos tornamos desnecessárias". É isso. Fez seu melhor, criou para o mundo,ensinou a eles fazerem suas escolhas e assumí-las e tem um vazio que todas tem;as que criaram na barra da saia e as que criaram para o mundo. Todas são mães com defeitos e qualidades,mas, todas são iguais no amor incondicional. Montão de bjs e abraços

Gerana Damulakis disse...

Findo o Momento L'Oréal, encontrei um texto pleno de sinceridade, uma avaliação talvez rigorosa demais, mas forte, vinda das entranhas.
Tudo é tão complexo sempre. Como disse o outro, "viver é um negócio muito perigoso" (GR).

Tais Luso disse...

"Porque gentefina, outra coisa que aprendi, é que ninguém muda ninguém. NUNCA!"

Entre tantas coisas que chamou minha atenção, uma delas foi esta frase acima. É nosso maior erro, falando dos filhos e de todos. As criaturinhas já nascem com tudo programado no seu DNA. Claro que uma pequena parte, sua conduta será fruto da educação que receberem e da sociedade em que viverão.

Poxa, vamos fazer mais um à nossa imagem e semelhança? Não; me larga, tente ser melhor! E para isso, solte, desgrude, seja você.

Pelo fato de termos parido não nos dá nenhum direito de querer mudar nossos filhos. Amor? Terão de sobra, mas vamos viver o que temos pra viver.

Sobre o modo de educá-los, bem, isso vai de cada um: sempre passamos um pouco daquilo que recebemos; um pouco. Porém acho mais certo, que devemos educar para a vida, ensinar como devem se virar. Dar a diretriz. Caso contrário, com uma proteção exagerada, faremos deles (filhos) umas pessoas mutiladas e dependentes, tanto emocional como financeiramente.

Criar e dar asas no momento certo! Soltar quando estão prontos para alçarem vôo. E que vivam; que se cuidem; que sejam felizes sempre, nada nos devem!

Beijos, Walkyria!
Tais Luso

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Elaine
que bom que tenho sua sinceridade. Que bom que posso ouvir outras opiniões.

Mas olha, não acredito em amor incondiconal direcionado à pessoas em particular.

Não sou esse tipo de mãe.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
parece que levei um pito.
Sou assim, perseguida mesmo.

Mas findo o momento loreal, é vero.

E te mando outra, do Rudolf Steiner:
a consciência gasta a vida.

Obrigada geran, talvez eu tenha sido rigorosa mesmo. tem razão.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Taís
eu sou da opinião que, depois que dei a vida pra eles, ninguém dará nada de mais grandioso. Só isso já bastava.

Grandes palavras as suas. refelexões que devemos fazer mesmo.

Tânia regina Contreiras disse...

É o desabafo da criadora a respeito das criaturas. Um relato vívido, forte, real, de verdade. Só por isso já é grande tudo o que você diz. E cabe na vivência de muitas mais.
Beijos

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tânia
acho que cabe sim, mas percebo que mãe é uma raça mentirosa, na qual me incluo. A gente mente dentro da gente.

Obrigada por sua leitura SEMPRE atenciosa, cheia de cuidado e verdade.

tania disse...

"E a gente descobre que não havia esquecido de nada, apenas não havia sido cutucada a contento."

Concordo! melhor botar pra fora. Não passa não. É como cicatriz: adormece. Mas, é só mudar a estação, dói de novo. Você lembra.
Belo e forte seu texto. Eu não sou mãe, não sei se um dia serei. Mas, sou filha. E, de um lado ou de outro da corda, essa relação nunca é fácil.

Beijo grande

Carol Morais disse...

O problema é que a sociedade estabelece um modelo para tudo! E isso acaba por afetar as relações familiares. Minhas mãe sempre deixou a gente muito solta. Quer sair?Então pegue um ônibus. Quer dinheiro para comprar futilidades?Então trabalhe. Sempre foi assim. E eu convivi com isso lado a lado com a superproteção do papai que, não csomente superprotege minha irmã e eu, mas minha mãe também. Acho que isso fez com que houvesse um balanço em minha casa. Mas, concordo com você Wal. O problema é que a gente quer sempre mudar os outros. Você acha que alguém vai conseguir te mudar?Então porque vive insistindo em mudar as pessoas?! Acho isso tão sem muito embasamento, pois não existe um parâmetro para nada. Não existe, na realidade, uma verdade absoluta, parafraseando a querida Sarah Slowaska em seu post do dia 26 de Abril de 2010 no blog "Papo Cabeça" http://conversando-sobre-nada.blogspot.com/
Adorei esse texto da Sarah, pois ela diz que não existe um embasamento que fundamente todos esses modelos que ficam circulando pela nossa sociedade, não existe uma verdade absoluta que sirva como base para as coisas.

Então Wal, aquele modelo de mãe que fica fazendo bolo, com o "avental todo sujo de ovo" como diz aquela música do tempo da vovó, ficou justamente lá, no tempo da vovó. Mas, as pessoas não querem largar mão disso e continuam usando esse modelo de mãe.

A única verdade absolita é: "mãe é mãe" Pode ser má, maluca, maliciosa, malina, malandra...não importa. Ela que te deu a vida, seja biologicamente, seja do lado mais afetivo, ralando para te educar ou somente criar(quem disse que é fácil colocar comida na mesa e limpar fralda?)

Bom, ainda não sou mãe. Mas espero me tornar uma mãe é mãe e utilizar da autoridade embutida nessa palavra para saber que não há como errar com nossos filhos, pois não há como acertar também...a não ser que me mostrem referências concretas de tal.

Um beijo

betina moraes disse...

wal...

talvez meus filhos sejam tão amáveis comigo por não serem biologicamente meus filhos. talvez eles sejam facilitados por não precisarem agir com aquele estigma de relacionamento ultra importante que se espera entre mãe e filho, como se fosse uma coisa sagrada, sacra, impossível de dar errado, talvez eles se sintam menos cobrados até psicologicamente.

eu nunca pretendi gerar ninguém por várias razões: jamais me vi em condições de compreender o universo humano alheio, nunca esperei encontrar um homem capaz de tal parceria, nem em sonhos senti qualquer de meus parceiros como possíveis pais para meus filhos, e por aí vai, então decidi não tê-los. eu já tenho a orfandade nas minhas células e nunca pretendi ter um filho que pudesse passar por qualquer sofrimento parecido com o que passei, pois eu não agüentaria, como não agüentaria vê-lo cair na escola e ir para o hospital, ou ter uma doença grave, ou ser identificado por um caráter duvidoso, ou não me amar como eu acho que deveria ser amada, ou ter uma dependência química que o levasse aos extremos do desespero, eu não agüentaria, percebe? sou fraca para amor, não sei amar sem sufocar, sem desmedir, sem perder a linha...

quando adotei meus quatro filhos foi uma decisão amorosa, foi por amor ao meu marido, por compaixão pelo que estavam passando (que não vem ao caso aqui.) mas quando eu os tenho em volta de mim me sinto ironicamente posta em um jogo mais perigoso do que o de optar por ser mãe, me vejo uma mãe sem os super-poderes das mães e não é raro um de meus filhos passar por uma das tantas situações que eu sempre temi e eu ter que agir com toda a minha capacidade de não ser mãe e ter que inventar um super-poder deus sabe lá de onde... aí descubro que eu aguento sim, que aguento onde pensei que não aguentava e me pego rindo de mim mesma.

sem falar que as mães biológicas deles são umas boas de umas biscas!

sem falar que muitas vezes não concordo com comportamento do pai e entro em guerra perdida para discutir aspetos de uma educação que acho mais correta, pois sempre ficará aquela marca: você não é a mãe...

quando os vejo ligados a mim, dois deles tão ligados que se recusam a serem apresentados como nada mais nada menos do que meus filhos...fico lisonjeada e tremendo de medo, medo de ver nossa relação ligada a apenas a minha relação com o pai, medo de quando crescerem não quererem saber mais de mim, medo de não corresponder as expectativas e falhar com eles...

no fim, são os mesmo medos que me atacariam se eles tivessem habitado meu ventre por meses e meses...

no fim, talvez o instinto humano fale mais alto e toda a fêmea normal se torne mãe somente por temer tudo isso e com tal temor ter um cuidado extremo com os filhotes e por tanto perpetuar a espécie, que vem a ser o objetivo oculto em nossas células...

seu post está tão bem escrito que me faz confessar meus pecados.

sua escrita nos toca de forma íntima e o fato de você ser grande contadora de histórias me deixa sem saída, só posso te admirar cada vez mais e dizer-lhe: você fez o que achou que era correto, não havia manual, não há manual, fazemos o que nos parece mais agradável, geralmente o contrário do que fizeram com a gente,pois sabemos o quanto “aparentemente” não deu certo.

outro dia henrique me disse uma máxima, “educar é dar o exemplo!” eu tenho mesmo tal frase na porta de minha geladeira desde que a ouvi de uma amiga terapeuta, e é exatamente nisso que acredito e é assim que ajo.

ah, você me faz falar mais do que desejo...

um beijo, querida.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
tô respirando
me aguarde
minha rainha

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
Me amarrota que eu tô passada.

Quantas informações juntas, bem colocadas, fazendo surgir em minha mente mil perguntas. Quero saber tudo de vc.

Por muitos motivos, além de vc ser eu.

Mas o mais importante, o motivo espiritual, vem de algo que o Rudolf Steiner falou: é preciso dignificar o sofrimento!

Veja, eu escuto e leio isso e acho tão difícil....

Então vem vc, que deu sentido espiritual ao seu sofrimento. Dignificou, transformou em matéria de amor cósmico o seu sofrimento.

Caceta! O I Ching diz que o maior feito espiritual do ser humano, é retornar a sua condição primordial. Ou seja, sua condição de amor.

Essa volta da alma, das mulheres selvagens, que vc percorre com tanta graça, alegria, espalhando amor e afeição.

Pq o verdadeiro amor, causa alegria, contentamento e plenitude naqueles que convivem com o amador. Que de amador tem tudo. pq é uma caminho novo este do amor.

E, termino com Otávio Paz, pq só mesmo citações pra fazer páreo com vc:
"o ato mais evolucionário do século XX(é 20 mesmo) é o amor"

betina moraes disse...

wal..

você não existe!









beij♥s!

PV: chringl

é a contração de duas palavras: "chrin" que vem a ser uma onomatopeia que representa o som emitido pelas taças de vidro quando posta em brinde, tocando levemente uma no outra, e a sigla G.L. que siginifica gay e lésbica. a expressão é fartamente usada na passeata gay quando vai haver um brinde entre os participantes.

aprendeu?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina...
centopéia fazendo brinde?
Quantas tacinhas?

Olha, pra mim isso é tipo fruitbe.... coisa de viado!
hahahhaha

como faz esses coraçãozinhos?

vc não lê email não?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

tania
verdade, verdade, independe o lado da corda. Que bacana vc ter comentado, e me fazer mesno solitária nesse erro contínuo.
brigada....

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Carol...depois te conto o que acho docê!

Betina Moraes disse...

riqueza da minha vida,

eu faço corações... bem se quiser saber vai ter que jurar amor eterno a minha pessoa!

ah! e eu sei fazer mais de 1.000 coisas no teclado, então tem que ser jura bem jurada mesmo!


e-mails? leio mais ou menos...

mas você tem meu e-mail?

se não tem anota o e-mail que eu leio sempre:

cespontanea@gmail.com

PV: ingrati

precisa traduzir?

um beij♥♥♥♥♥♥♥s!

Andrea Galvez disse...

"Eu não sou evoluída mesmo. Nos meus 55 anos tive muitas oportunidades de ver de novo afluírem em mim, as mágoas há muito perdoadas."

Meu amor, se tu não é evoluida!!

"Anjo Mãe Blogueira!"


Sou Filha, e acredito que dona Rafhaela escreveria um texto assim parecido com o seu se tivesse "gôsto", por Blogs, mas ela me diz parte disso pessoalmente...:)

Beijo grande pra ti queridona, regado de muito carinho.

..................

"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."

Luís Fernando Veríssimo


pv:Cramis

Começando com ...no re cramis...rsrs

Beijosssssss

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
sua ingrati
No post do leonardo edicado a vc, vczinha deu o emali prele. Eu te mandei uma PV, com o título "surprise".
Não tenho mais unhas de tanta angústia, mas vc nem tchum!
Ingrati

Olha eu juro amor eterno.... não pelos coraçõeszinhos, mas por vc.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Andrea
gosto tanto de vc pq sei que vc tem espelho em casa, coisa que a maioria não tem. O Povo não se enxerga.

Mas vc, se assume, se vê, se entoca e toca, se arranha e arrebenta. E boa, a vida é pra isso mesmo.

Dona Rafa é esperta, diz pessoalmente. Isso denota que vc dá espaço prela, que vc dá bola prela.

Mas óia, deixa eu dar uma dica. Mãe gosta de reclamar. Agente quer ouvir que somos as tais.

Boa frase.... gostei. Precisa dar pra betina colocar na lista de ditados.

Querida.....minha querida....
tÇo sentindo uma animação em vc.

e a PV te elegeu, sério, essa foi ótima. Não recrami

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Carol
Tem um filósofo, o David Hume, que dentre outras coisas, disse que nem as leis da física são garantia de verdade. Quem garante, diz ele que o sol nasça amanhã?

Pq as leis, que nós decidimos que ram leis, têm que se comportar sempre igual?

Não existe embasamento para nada, base, pé no chão, certeza, só a sete palmos.

E os modelos distorcem a nossa vida. Mas sempre foi assim, desde que o mundo é mundo.

Na ânsia de sermos amados, queridos, pertencentes, buscamos satisfazer o outro. E digo querida:Coitadinho daquele que pensa que tá livre disso.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
mas vem cá vem, então eu tinha razão no lance de formação de quadrilha, vai, admita!

Patrícia Gonçalves disse...

Moça, que lindo, pelo seu texto quero te oferecer uma linda flor, suave perfume e pétalas delicadas.

Linda, Deus te fez anjo, anjo poeta, que transborda sentimento e emociona.

Você emociona, um grande abraço!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Patrícia
ai, que bom sentir essa flor...essa amizade feita de cumplicidade, de aceitação.
obrigada....

ju rigoni disse...

Wall, que texto! Ainda tô sem fôlego...

Forte, real. Um sacode. Há coisas que a gente acaba esquecendo, - eu, pelo menos, assumo que esqueço. E você foi "lá", cutucou, e colocou tudo à tona.

Bjs, lindona. Vou "voar" por aí...

betina moraes disse...

tá bem, tinha razão sim!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ju,
voa minha anja...com seu corpinho etérico. Eu sou cutucada, então cutuco.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina
no que eu tinha razão?


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