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terça-feira, 20 de julho de 2010

Ainda na parede da memória

Trago os dedos ensanguentados de passá-los na parede da memória
Nesse muro onde lamento meus dias sem fim.

Barreira de lascas, estilhaços, raspas, esmolas do passado,
Que me impedem de prosseguir.

Tem uma réstia de sol que ainda insiste em brilhar.
E eu penso entre dedos cicatrizados
com meu resto de humor, negro:
Será assim, pelo "réstio " de meus dias?

Pequenos degredos....

34 comentários:

Senhor da Vida disse...

Quando a gente cai levanta e volta com força total, e o sangue acaba pintando uma nova tela,com amor, paixao ,vermelho a paixao....bjs!

betina moraes disse...

não sei se será assim pelo resto dos dias, mas lembrar-se de quem é do que viveu é algo que não se deve abrir mão.

algumas lembranças são dolorosas, mas se podem virar verso (que seria o avesso da dor!) então são valiosas!

a poesia é um dos caminhos que eu mais gosto de ver você percorrer. é sincera a sua entrega quando faz um poema.

ficou bonito.

um beijo, meu coração.

Tania regina Contreiras disse...

Concordo com a Betina: na poesia você se entrega com uma beleza que nos alcança a alma!
beijos,

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ai JesusMariaJosé..... como vcs são lindas....suspirei aqui, encantada com tanta delicadeza!

Vou tomar uma cerveja...

Sonhadora disse...

Minha querida
Estás muito negra hoje, apanha esse restinho de sol.
Lindo poema.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

José Doutel Coroado disse...

adorei seu poema...
belo!
abs

Beatriz Oliveira disse...

Belíssimo... E doído.

angela disse...

Quem sabe como será?
Essas dores que teimam em voltar e nos roubar de nossas vidas, só posso dizer que bom que são pequenos degredos e que bom que seus dias são réstias, essas plantas lindas, fortes que resistem até ao fogo, só se cuide com o frio.
Tão lindo e forte seu poema.
beijos

Sylvio de Alencar. disse...

Será assim, pelo "réstio " de meus dias?

A mesma que pergunta, é a mesma que se ri.
Nem tudo está perdido, nem tudo esta salvo, nem tudo está acabado: taí a beleza - da gente e da vida.


PV.: trapti
- soltei um, ainda bem que ela tava na cozinha!

Djabal disse...

Nós somos feitos desta réstia, felizmente a memória é nossa aliada, depois de feita palavra, melodia e poesia, esquecemos e olhamos à frente. O que passou fica como a imagem no retrovisor, mais longe do que aparenta. Beijos e felicidades.

guilhermy disse...

QUe blog lindo!
Parabéns :)

Jéssyca Carvalho disse...

A memória realmente faz dessas coisas com a gente...
Mas passa. A gente acaba curando as feridas.
Sim, está certo, ficam cicatrizes, mas passa.
O que ficam são as linhas da vida. Tão permanentes quanto a própria vida.
Mas talvez seja essa a sutileza da memória...

Gostei muito, querida! Beijo*

sam rock disse...

Que la lluvia limpie la sangre de sus heridas, el sol ayude a cicatrizarlas y otras manos tiendan su ayuda desinteresada para proseguir.

Un abrazo

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Senhor da Vida

essa é a esperança.... o que tenho que buscar. Sabe, eu adoro suas visitas, sempre me levantando. Obrigada!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
de verdade, essa pessoa que fui, está em mim, e nas lembranças ela se faz presente. Não, não podemos abrir mão do que fomos....aliás, busco resgatar essa figura em mim.

Que linda que vc é....gostando desse modo atabalhoado que eu poesio...(existe?)

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tânia

alcançar a alma de alguém, é um feito enorme. Quisera poder alcançar no meu cotidiano. Mas me alegra saber que vc curte, que vc me lê, e me compreende. Obrigada querida.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Sonhadora
vou apanhar esse sol que vc me trouxe.
beijão

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ah beatriz....
muito doído e doido!
Que bom te ver aqui!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

José Doutel

obrigada pela visita, pelas palavras, vc é um doce pra mim!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

ângela....

nem sabia que réstias eram plantas, e tão seguras de si. Me animei....
Que leitura a sua, as dores que nos roubam o tempo de viver.

Sim....vou me apegar, vamos nos apegar ao sol, às plantas, e viver...enquanto é tempo.
Querida...nem preciso deizer como é importante pra mim a sua opinião e vivência.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Silvius...
a graça de viver, tbm está em ter alguém assim, como vc.
Cheio de humor, de alegria, mesmo em meio às tempestades.... e aos tractis...hehehehehehe

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Djabal
vou levar essa imagem, no retrovisor, mais longe do que aparenta. Grande comment....maravilha!
Obrigada por tudo que vc me dá por tuas palavras.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Jéssyca....
tô passada...
menina, que comentário adulto, e com isso quero dizer, amadurecido...
ficam as linhas da vida.
Isso é uma poesia e uma verdade. Ai, que coisa linda ter vc assim, perto de mim, me dando o seu melhor.... obrigada minha linda.

Essa, é mesmo uma sutileza, da vida, da memória, do seu ser iluminado.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Roque
que bonito. Vou aceitar seu desejo, a chuva limpando as feridas, mãos desiteressadas e amigas, como as suas, que me desejaram tanta alegria.
obrigada....

Jéssyca Carvalho disse...

Ah, Walkyria, querida, é esse teu texto, tão lindo, tão profundo, tão tocante, que inspira a gente...
Mesmo assim, de nada, não há de que.
Você merece o melhor de todos nós, que te lemos!

Ah, e detalhe: nós duas falando de memórias hoje, hein?
Conexões d'alma (?)...

Beijos, querida!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Jéssyca, minha linda menina...eu vi, eu fui lá, tragada por suas palavras.

E olha, me reconfortou a alma o seu poema.... sempre há o que levar....

Gerana Damulakis disse...

Talvez seja o poema seu que mais gostei, porque ele usa de uma fina ironia, brinca com as palavras "réstia", "resto", lança reticências sugestivas para os pequenos degredos.

lucidreira disse...

Sua página nos deixa com um Q a mais, sempre surpreende.
Poetizar é preciso.
Abraço

Michelle disse...

Oi Walkyria!
Lindo poema! E que imagem! Fiquei um tempo tentando digerir 'texto e imagem'...
Sabe que às vezes me sinto assim... e saiba que poemas como o seu me fazem acreditar nessesão às vezes a 'réstia de sol que ainda insiste em brilhar'.
Beijo grande!

Carol Morais disse...

Eu me senti mal com essa imagem.
=(
Que forte.
E doeu mais em mim pq estou morrendo de colica menstrual nesse momento...imagina,ne Wal?!

Tirando essa imagem de dor..O poema parece ser cantado no passado.Foi um preterito que nem volta m ais e que nem insiste mais em voltar.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
viu como estou ausente?
Sabe, eu curto quando vc diz que "este" poema foi o que vc mais gostou. Vc já disse isso antes. Disse tbm que é suspeita pq gosta de mim.

De todo modo, fico aliviada que vc tenha gostado do toque do humor irônico. Achei meio jocoso, mas era o que eu estava sentindo.

Querida, onrigada por vc estar sempre perto, de um modo ou de outro.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Lu
todos os quês são vcs que me sugerem, e agradeço a vc por isso.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Michelle
eu tbm fiquei digerindo meus sentimentos.... e no final tem mesmo uma réstia de sol que ainda brilha no coração. Acho que ela se chama coragem......

obrigada por tua parceria aqui, compartilhando estes momentos, nem sempre alegres.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Carol
imagino tudo isso e ainda com cólica.
Vc é muito letrada menina. Tempo verbal, fui reprovada nisso.

Mas fica a mensagem, minha fada. Que suas palavras afugentem tudo isso, e que seja mesmo apenas um passado.


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