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sábado, 3 de julho de 2010

Dar serviço pra mente

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Tenho uma amigairmã, a Tania Bárbaro, que quando pega o celular e ele traz escrito “sem serviço”, ela olha pra ele com cara de brava e diz: ah é! vou te arrumar serviço, e é pra já!
( é nóix na foto)

Então, quando estou numa fila, na cadeira do dentista, ou do ginecologista, esperando alguém, em situações em que a ação não me é possível e, portanto minha mente fica como que estagnada, ela, a mente, que não consegue e não foi feita pra ficar parada, fica sem serviço.

O que ocorre nestas horas é que se eu deixo, a mente vai logo achar algo bem difícil para entretê-la. Algum problema, alguma decisão que deve ser tomada, a mente gentefina, não se enganem, tem uma lista de coisas desagradáveis que tem que apresentar pra gente, como um subordinado que espera o patrão com a lista das urgências à porta do escritório.

Se eu deixar que isso aconteça, estou perdida, porque convenhamos, em qualquer situação em que eu não possa me mover do lugar, e isso vale para situações emocionais também, tenho eu que dar serviço pra minha mente.

Costumo então declamar silenciosamente algumas poesias. Talvez pudesse a la Santo Agostinho, ou São Tomaz de Aquino, rezar, coisa que faço também. Mas vou contar que declamar poesias é mais interessante pra mente. Porque a mente quer se ocupar, ir nos guardados da memória, lembrar a palavra certa, a rima mais bonita, ela quer ter trabalho. A mente é uma incansável!

A minha poesia predileta para esses momentos, é Degraus, de Hermann Hesse. É muito gratificante, porque a cada declamação a mente muda uma palavra, e ela mesma pára e medita sobre o sentido da estrofe. Assim, cada vez que isso acontece, eu percebo um novo significado para os versos.

Copio aqui o poema que mantém minha mente ocupada, e meu coração tranquilo, em dias de tempestades, como hoje, embora brilhe o sol no exterior.
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Degraus

Como cada flor murcha, e cada juventude
dá lugar à velhice,
cada etapa da vida floresce,
floresce cada sabedoria e cada virtude,
a seu tempo,
e não pode durar eternamente.

A cada etapa da vida
deve o coração estar preparado
para despedidas e recomeços,
para entregar-se com coragem e sem pesar,
a outras e novas relações.

E cada recomeço possui um encanto
que nos protege
e nos ajuda a viver.

Alegremente devemos caminhar de espaço em espaço,
a nenhum nos prendendo como pátria.
O espírito universal
não nos quer prender nem oprimir.
De degrau em degrau,
ele quer nos elevar, nos ampliar.

Mal estamos em casa
num círculo de vida,
aconchegantemente ambientados,
ameaça o relaxamento.
Só quem está disposto a partir e viajar,
pode livrar-se de hábitos paralisantes.

Talvez, até na hora da morte,
jovialmente nos enviará
de encontro a novos espaços.

O chamado que a vida faz a nós,
NUNCA CESSARÁ.

Vamos coração.....
despeça-se e restabeleça-se.
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18 comentários:

Helcio Maia disse...

Lá vamos nós, apátridas, portanto.
De grau em grau, degrau após degrau, dando serviço à mente, para que ela não nos deixe "in off".
Aliás, diante de divagações algo místicas, mais para Boff que off, não?
Abraços!!

lucidreira disse...

É claro que deixa um infinito céu aberto para que nós sintamos a subida nos degraus de vida.
Magnifico seus pensamentos e significativamente essencial o poema de Hermann Hesse para alcançarmos o topo.
Abraço

Tania regina Contreiras disse...

Ah, o Herman Hesse, minha "doença" de adolescência. Não lia: devorava! E relia, sempre...
Beijos,
Tânia

Anônimo disse...

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Por que você faz poema? disse...

Ando sempre ligado,
elétrico,
acho que às vezes eu deveria desligar.

emilia soares disse...

Minha cara, na minha pagina tem um selo que lhe ofereço, é só passar e levar, gosto de sua criatividade,
Beijo
Emilia

angela disse...

Gosto dele e esse poema é muito lindo. Você sem dúvida é uma alma inspirada eu nem posso contar com que distraio meus pensamentos na cadeira do dentista...rs.
beijos

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Hélcio, rerere, sim, estou mais pra bofe do que pra confete....hehehehe.

Mas devo dizer que divago mesmo, acreditando que tudo vai passar.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Lu,

o mais bacana deste poema, é que não existe um topo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tania
foi tbm minha doença, meu guia e guru. E ainda reverbera o que naquele tempo eu lia.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Por que você faz poema?

eu sou uma bateria solar.... não desligo, não desligo, então tento com as poesias, coma cerveja, com o cigarro....ai menino, nem te conto.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Emilia, vou lá buscar, e obrigada viu!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Angela
sou uma alma que tenta se inspirar, nem te conto tudo que passa na minha cabeça.

Mas fiquei curiosa com o que vc pensa na cadeira do dentista.

Gerana Damulakis disse...

Também faço parte do clube das devoradoras de HH na adolescência. Li tudo. Meu preferido sempre foi o romance Gertrude.
Já fiz uma postagem contando que meu tio pediu para minha mãe não deixar eu ler HH (ele achava um escritor menor), daí fui para os russos (mas fui porque quis, ninguém me mandou parar, ou desviar o caminho das leituras).
Adorei o poema.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
sempre algo incrível da tua vida.
Que delícia ter essa sintonia.

aluisio martins disse...

Dê graus a poesia-vida, sempre...
Muito bom.

ju rigoni disse...

E que assim seja!...

Amei o clima de companheirismo e alegria da foto, wall.

Puxa, você nem sabe como estou contente por você ter aberto o "céu" também para os leitores virtuais tipo reader.

Bom demais ler por lá, porque eu sou um tanto cegueta e tenho a maior dificuldade para ler sobre fundo escuro. Essa sua amiga aqui é mesmo toda avariada... rsrs Mas você já deve ter botado reparo nisso... rsrs

E lá vou eu...

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Pois é Ju
foi um leitor que pediu e me explicou, então eu fui lá e liberei geralda!

Que bom que vc gostou.

Na foto, eu e a Tânia, minha amiga de todas as horas.


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