.

.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tempo e duração

.
- Walll, ficou lindo, mas não vai durar – disse a Mimi - que veio almoçar em casa no sábado. Trouxe todos os DVDs do Jorge Dréxler e um sabonete da Dona Beja, pra minha cútis.

E esse é o mot deste post, tempo e duração.

Quando eu fiz 50 anos, dei uma festa na casa da Priscila, onde foram todos os amigos queridos, que puderam ir. Cada um que quisesse, ou pudesse, apresentaria algo para a galera: canto, dança, instrumentais, declamação, sei dizer que foi lindo.

Para a decoração da festa, que foi feita por mim, pela Priscila e pelo Tiago&Daniel, fui na casa da minha mãe e peguei uns panos, umas toalhas, umas coisas bem lindas. A gente atacou de decoração Waldorf, que ficamos craques, depois de anos de Escola. Foi um dia delicioso, temos fotos e lembranças bem legais.

Mas vai daí, que finda a festa, minha mãe queria as toalhas de volta. E só pra chatear a véia, que era a criatura mais apegada que conheci na face da terra, eu disse que não iria devolver todas - afinal mãe, você nunca usou a maioria delas.

Sei que na sequência, entre brigas de irmãos, advogados e doenças, minha mãe morreu. Faz dois anos 2 e 8 meses.

Tem dias que abro a gaveta e pego esses panos tão lindos. Acaricio, vejo cada ponto e bordado, penso na minha mãe, e no fato dela ter guardado sem uso, tantas preciosidades, durante o curso de sua vida. Intactas, presas em baús de lembranças ou gavetas trancadas pela angústia do tempo passado. É impossível não pensar nas coisa que minha mãe não usou e que foram pra destinos tão diferentes, que de muitas formas, ela não concordaria. O que pra ela tinha tanto valor, vale nada pros outros. Quer dizer, esses paninhos não, porque eu os guardo com a maior devoção.

Num momento destes, pensei bem nessa minha gaveta de guardados.... Peguei duas toalhas, as mesmas da festa, e resolvi dar alguma utilidade pras bichinhas. Viraram duas cortinas, uma pro meu escritório, e outra pro meu quarto.

- Walll, ficou lindo, mas não vai durar – disse a Mimi que veio almoçar em casa no sábado. Trouxe todos os DVDs do Jorge Dréxler, e um sabonete da Dona Beja, pra minha cútis – enquanto acariciava minha cortina nova.

Não vai mesmo gentefina, é organza na poluição de São Paulo e no meu AP, que graças a Deus que é pai, recebe sol de todos os lados, o dia todo.

Lá no final do post, tem  fotos dessas maravilhas que, agora, estão mais maravilhosas ainda, depois de terem voltado ao convívio humano, longe da escuridão do passado e das desventuras de uma vida.

Sabe gentefina, sabe aquelas quermesses ou festas que a gente compra umas fichas na porta da festa? E sabe aquela situação em que você acaba indo embora e tem um monte de ficha, e não pode destrocar por grana, e você morre com aquela quantidade de fichas que te pertence, que você não usou e nem poderá usar - nunca mais? Sabe a cara de espanto quando a gente percebe, de um minuto pro outro, que tudo que tinha tanto valor vira lixo? Acho que essa é a sensação da morte.....

Então, resolvi que não vou acabar a festa dessa vida com fichas na mão. Quero usar tudo nesta vida, todas as fichas, talentos, lágrimas, sorrisos, descobertas, noites em claro, brigas e vaidades, ódios e amores, amigos e inimigos. Vou percorrer com a agulha da minha alma, todo o tecido do meu coração.

Eu não quero ser como minha mãe, guardando tantas preciosidades que ela só revelava na intimidade de alguns. Ser como ela, que se privou de tanta coisa com medo de precisar dessas mesmas coisas no futuro.... e sabe né, gentefina, quando o futuro é incerto(como se houvesse outro tipo de futuro) as pessoas tendem a guardar. Tendem a ser formigas enquanto poderiam ser cigarras.

Eu detesto formigas, acho-as invasivas, despretensiosas de araque, com cada de limpinhas e inofensivas. Mas não são não. Sabem muito bem o que querem e não se acanham por nada.

Quero ser cigarra, também porque rima com cigarro, que eu adoro de montão,e pulmão é pra gastar com prazeres, tendo em vista que ele já é gasto por tanta coisa das quais não tenho controle.

Enfim gentefina!!! Sabe, não façam como minha mãe, e possivelmente como a mãe de vocês. Usem tudo, deixa estragar, deixa sangrar, que outra vida como esta, nunca mais. Poderemos ter outra, melhor, pior, vai saber, porque Ptonisa aqui, só a PV. Mas igual a essa, sério, nunca mais.

Chega de poupança! Vamos gastar a vida!

E agora as fotos das cortinas, e os detalhes. Quando as olho, penso que minha mãe está feliz com minha coragem. Porque precisa de coragem para gastar a vida. Penso também, na delicadeza e despreendimento da pessoa que bordou esta toalha-cortina, que um dia, seria o pivô de uma decisão tão importante na minha vida. A ela também, meu agradecimento eterno, ou enquanto eu tiver fichas, que usarei todas!

ps: deu pra reconhecer a cortina na decoração da festa? A amarelinha?

Ah, só pra terminar, eu ofereço minha dor, minhas fichas e este post, pra Milu! Com muito amor mesmo!

40 comentários:

Tania Silvado disse...

Amei !
O profundo do cotidiano de gerações, escondido ...
Teu texto abre bem a cabeça das pessoas que não veem, só olham...
Beijos
Tania

Pietro disse...

Bonito, Wall!
Bonito mesmo.
Bjs

Gi Freire disse...

Pô Wal que papo tão legal levaste aqui minha querida!
Obrigada pela partilha:)
As toalhas são belas e virarm curtinas de fada!
bj e fim de semana feliz procê.
Antes que eu esqueça, vc é tudebão viu.
Gi

betina moraes disse...

uma das postagens mais belas de todos os (meus) tempos de céuAberto. tudo é belo! o desapego urgente que devemos ter por tudo o que é supostamente nosso, o que é nosso mesmo de fato, o que nunca foi nosso, o que um dia será nosso e o que é nosso e não saberemos que é nosso.

parabéns! você conseguiu mostrar o real valor de tudo o que nos cerca. falou dos bens materiais e dos bens emocionais. focou nos apegos mas está lá o que realmente tem valor, a amizade, a celebração da amizade, a vida!

a única coisa da qual podemos fazer uso com toda a certeza de que nos pertence é o nosso poder único e intransferível de decidir sobre nós mesmos! e você fez uso dele!

que bonita a sua cortina, queridamaisquerida, tomara que realmente ela não dure, que possa virar outra coisa e outra e outra pois o destino das coisas é a transformação, inclusive o nosso destino, graças aos deuses, pois de fixo e imutável não existe absolutamente nada em nosso micro e macro mundão.

minha mãe morreu com toda a louça de seu casamento intacta, com toalhas e lençóis que guardava para o ocasiões especiais, nunca em sua vida percebeu que o maior de todos os acontecimentos especiais era o aqui e o agora! não a culpo, em absoluto, ela nasceu em 1930, viveu em um mundo com guerra mundial, com racionamento, com o tal ditado “quem guarda tem” que cansou de repetir. em homenagem a ela eu jamais admiti guardar algo para algum dia especial e compreendo que dei a sorte de nascer em outro tempo. acho que sua mamãe deve estar feliz! certamente vê a vida agora com os preciosos olhos da imortalidade e naturalmente se orgulha de sua percepção, minha querida.

linda você tocando o violão, linda a decoração e as cortinas.

os monges levam dias construindo belíssimas mandalas com areias coloridas para destruí-las segundos depois de prontas. são sábios e muito generosos com suas almas pois não permitem que elas sejam dominadas por coisas tão perecíveis.

um beijo no centro do seu coração!
PS: uma graça você citar as PV’s! rs


PV: spersend

tradução: é uma expressão muito usada entre os que querem desapegar,
significa literalmente: sper (abreviação de experimentar) e send, do inglês

1. enviar
2. emitir
3. mandar
4. transmitir
5. remeter
6. lançar

ou seja, significa

experimente enviar, emitir, mandar...

uma ode ao desapego!

Lua Nova disse...

Que lindas cortinas... tão delicadas, esvoaçantes, graciosas mesmo. Tua mãe deve ter achado uma grande idéia. Sabe, senti um misto de tantos sentimentos lendo seu post, remechi em meus guardados interiores, de alma, revi meus caminhos e cheguei a conlusão que não sou uma formiga... to mais pra cigarra e acho isso muito bom... por tudo que vc mesma disse e porque adoro cantar... na boa, detesto poeira... acho que por isso, gosto de janelas abertas, objetos em uso, energia circulando...
Beijokas, Wall.

Beatriz disse...

é, as cortinas são um deslumbres, além de versáteis, já que nasceram toalhas e no decorrer da vida se transformaram, exibindo com muito mais exuberância suas formas, transparências, iluminadas por essa luz que nos faz ver nuances que não se mostrariam se ainda fossem toalhas.
Faço um paralelo com vc, sua vida, e a janela que vc encontrou para exibir toda sua graça e beleza, sua versatilidade, sua delicadeza.
Sua janela - céu aberto - deixa a gente te ver assim, transparente, linda, exuberante. No todo e nos detalhes.
E sobre a duração...um átmo, 100 anos, um vislumbre, um olhar. vamos todos durar um tempo que sempre será muito e muito pouco.

Tania regina Contreiras disse...

Fico pensando nisso de guardar para o amanhã...A vida é hoje e agora. Minha avó guardava e guardava...deixou coisas intactas. Minha mãe ainda guarda e guarda. Eu prefiro realizar o hoje, que é certo. Teu post dá espaço a muitas reflexões. Além da beleza das toalhas-cortinas. São lindas.
Beijos

Mimi disse...

Miga, ficou lindo, e que dure o que durar, vc merece essa belezura balançando, ninando o vento que entra na sua casa.Às vezes eu sou meio dona Antonietta, mesmo...rsrsrs

César Sempere disse...

La vida...

Un beso

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Betina...

comecei a ler e tive que parar. Chorava tanto, mas tanto por tuas percepções, sempre além de mim, sempre desvendando o que eu mesma ainda não entendi.
Fui pra pia, o lugar mais chão da minha vida. Fiz o jantar pro meu Daniel, que no meio tempo, ligou dizendo que não vem jantar...
A pia, onde dores se lavam, mortes são adiadas, brigas são evitadas.... filhos.... como são importantes estas pestes.
Betina, vc me dá tanto, e eu, eu não te dou nada, nada mesmo. Vc é tão generosa na tua leitura ansiosa e amável.... porque vc é feita de amor Betina.
Teria mil coisas pra te dizer, vc sabe, vc sabe. Vc que não poupa tempo nem trabalho pra me agradar, pra me responder do fundo do teu coração.
Puxa vida.... uma ode a desapego, que coisa mais linda.
BB, será que um dia ainda poderei saber tudo de vc¿ Quer dizer, tudo que vc viveu, pq tudo de alguém, a gente nunca sabe, graças a Deus.
BB
eu escrevo pq gosto, pq nem sei se minhas coisas interessam a alguém, mas hoje, saiba que escrevo tbm por vc. e para vc.

Olha, pensei muito antes de publicar isso, pq pensei...Walkyria, fala sério, será que isso interessa às pessoas¿

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tania Silvado
Fico tão feliz que vc tenha vindo lá do Face pra me ver.... Ver tudo que não vemos no dia-a-dia, inclusive a tua amizade.
Obrigada Tania.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Pietro

meu vampiro virgem... vc não imagina a honra que eu sinto de vc ter feito um comentário aqui, ter me lido, me querido assim... Obrigada Pietro, vale muito pra mim dividir essas besteiras e inutilidades.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gi
meu céu se ilumina quando a musa da Neta entra nele. Gisele, obrigada, obrigada por tanto tempo de cumplicidade e amizade.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Lua Nova...
que gentil e atenta que vc foi comigo. Sim, acho, te lendo, que minha mãe está bem feliz comigo. isso me conforta.

Que bom que minhas faxinas podem refeltir em alguém. Afinal, estamos aqui para isso.
O que sei, é que vc refletiu teu brilho de lua em mim.
obrigada

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Bia...

"E sobre a duração...um átmo, 100 anos, um vislumbre, um olhar. vamos todos durar um tempo que sempre será muito e muito pouco."
que demais isso, me responde com um poema.

Sabe que lembrei de vc quando coloquei a cortina com fita crepe? Lembrei no teu antigo Ap quando vc colocou a colcha como cortina e disse -é fake, estou testando. Lembra?

Eu lembro, e lembro de tudo com vc...
Teu presentinho ainda está aqui a tua espera.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Tânia, minha violeta...

eu sempre espro teus comments, sempre firme, alegres, esperançosos...

Tania, vc é um presente, viu!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Mimi
minha flor.... vc não percebe que vc detonou todos estes pensamentos em mim? Vc não percebe que Deus te mandou na minha casa, pra gente comer a massa delícia do Primo, encher a cara, passar a toalha a ferro,(vc me ensinado a passar com o vapor) e ainda de quebra, ir fazer um shopping day na nossa lojinha predileta da Vila?

Como posso prescindir de vc?

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Cesar...
é a vida, bem vivida, cambiante, rolante....
gracias por tus palabras!

betina moraes disse...

interessa sim, meu amor, pois somos todos ABSOLUTAMENTE feitos da mesma matéria e nada do que você diz aqui deixa de ser uma parte de nossas vidas também... agora, ontem ou amanhã, sempre o que você escreve está se passando com alguém, pode ter certeza... o seu blog é o lugar em que a transparência e a transpiração fazem parte dos post e comentários.

leio, venho e estou com você por total e geral afinidade e agradeço muito ao instrumento “internet” por me juntar a uma tribo tão “a minha cara” quanto a que eu tenho por aqui.

você é uma mulher incrível, uma amiga importante, uma irmã para a vida toda.

um beijo, querida-querida do meu coração.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

BB
vc é pra sempre.... sempre!
te amo muito BB

e sim, aqui vem gente que é a nossa cara, incrível... que coisa boa achar nosss matilha

aauuuuuuuuuu

betina moraes disse...

rss..

auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu,

adorei o uivouuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu







Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Foi procê, minha loba!

Liège disse...

Wal, seu post me emocionou!
Há pouco tempo meus avós me deram um jogo de louças lindo que eles ganharam de presente de casamento e usaram pouquíssimas vezes. E meu avô me disse: "espero que vocês o usem muito mais do que nós".
Às vezes, as pessoas guardam essas coisas para ocasiões especiais e se esquecem de tornar especiais as ocasiões do dia-a-dia.
Beijos.

milu disse...

Minha linda!!Que emoção ler este post, lindo, lindo, lindo,....Mas emoção mesmo foi chegar ao final.Emoção, choro, riso, gratidão, um turbilhão de emoções...Mto obrigada pelo carinho. Pra mim ele é o mais lindo de todos...Nega, vai com calma, o coração da "pessoa" aqui pode explodir...Bjs...Amei..

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Milu
querida...

as impressões de um ser vivente, fica em tudo que ele toca. Vc foi tocada por seu anjo.... ele está em todo lugar, até em mim...até em mim.

Que Deus te ilumine as noites escuras.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Liège
que bonito...
acho que seus avós acharam a ocasião especial da vida deles. Vc, Liège, vc é a grande ocasião.

Fiquei emocionada tbm com sua história, tão doce e sincera.

Obrigada querida, por dividir teu coração com a gente aqui do céu!

ju rigoni disse...

Ixi, que minha mãe tem muito em comum com a sua... Sempre, eu disse sempre, guardou tudo. Aqui em casa também tem um monte de paninhos, colchas, toalhas, - cada uma mais linda que a outra, e tudo engavetado.

Nooossa, não posso nem pensar em utilizá-los para qualquer fim. Mamãe teria um troço!

Adorei as fotos, as peças são lindas e merecem estar aí e aqui, na rede, para serem vistas e admiradas. Penso como você. Que tanto elas guardam... Acho que é um modo de reter o tempo... Sei lá!

Bjs, minha querida. Abraço apertadinho. Inté!

Blogui | Blog do Gui disse...

wall,
temos fichas demais de muitas quermesses e a gente ainda pensa que vai usar um dia. Lindas dicas, lindo texto. Brigadão por compartilhar tão doce e tão sábia experiência.
bjão n´ocê
Gui

armalu disse...

Você fez tocar em mim um sininho de alerta, pois eu tenho feito exactamente como sua mãe, ainda tenho montes de coisas, que nunca usei,toalhas lindas que eu fiz e estão na mala, quem sabe tenham o mesmo destino, ou ninguém lhes ligue jamais, não sei,mas ali estão bocadinhos da minha juventude, dos sonhos, alegrias e tristezas, e já perdi tanto quando minha casa foi saqueada em Angola,Obrigado pela lindo texto, e por me fazer pensar e quem sabe repensar.bj

tania freitas disse...

Wal, esse texto é o mais lindo que já li aqui no teu blog, que tem tanta coisa bonita. Merece uma pausa para releitura. E vai ficar na memória. Beijo

Gerana Damulakis disse...

Um texto lindo, lindo, lindo. E as toalhas lindas...
Vc é forte, mas vc é sensível demais, não perdeu a ternura jamais.

Patrícia Gonçalves disse...

Oi moça, vim te visitar me sentindo culpada pela ausência e me deparo com este texto tão lindo, tão delicado, de emoções tão finas feito organza.

Você me emocionou, sério, tô aqui chorando nessa manhã meio feia.

Adorei suas cortinas, sua audácia, sua teimosia em ser e fazer diferente. Teimamos a cada dia um querer novo, um viver, um experimentar.

Não sei bem o que me tocou tanto, os paninhos da sua mãe dentro da gaveta, beleza e vida não vivida, ou você e sua puta sensibilidade, sacados, assim, tão de repente da gaveta e indo direto no peito.

Adorei também ouvir sua voz no post da Dona Marina, sua voz te completa!!!

beijos moça linda!

Patrícia Gonçalves disse...

Moça, teu texto virou inspiração e sua cortina tá voando lá no meu blog!

beijos

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Ju
Sem dúvida é um modo de reter o tmepo, que escorre das mãos em concha, inevitavelmente.

Passa a perna na tua mãe e use, euse tudo querida.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gui
esvazio montes de fichas dessa quermesse da vida, sempre. Mas sabe, tem diminuido a quantidade....sei não, será que consigo gastar tudo?
Obrigada por tuas palavras e alegria.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Armalu
de modos diferentes, somos todos squeados vida a fora, por amigos, inimigos, ladrões, familiares e desconhecidos.
Por essa razão, começamos a esconder as coisas, os sentimentos. veja bem, o que não é compartilhado, não existe. Não deixa ratro, não contém nem é contido.

Querida, eu uso minhas jóias na rua, e sempre digo que, prefiro elas roubadas que numa gaveta. O ouro é feito pra brilhar. Assim como as pessoas.

Obrigada por tua visita e teus sentimentos.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Gerana
sou uma peste de brava, um bicho mesmo, mas sim, não perdi a ternura.
Gerana, pensei que queria que vc lesse isso, queria muito, que bom que vc veio.

Carol Morais disse...

Wal, eu tô comecando a entender esse negócio de gastar a vida agor, que tô morando há um mês sozinha, em outro país.
Essa é a melhor filosofia das filosofias do planeta!

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Patrícia...
sem essa de culpa, a gente faz o que dá, a vida é corrida e a gente não tem muita experiência né... sei como é.

Fiquei emocionada tbm com sua compreensão, com sua amizade, seu coração assim escancarado. Essa emoção que vc produz de montão em tudo que escreve.
Obrigada por ficar assim tão pertinho de mim.
E minha voz ....legal vc ter percebido esse detalhe, legal mesmo.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Patrícia
eu acredito que a vida está aí fora e o coração tem que fazer o link com a memória e os sentimentos.
Nesse sentido, é sempre a vida que vejo, sinto, leio, escuto e mordo, que desperta lá dentro o meu sentir e o meu querer.
Fico super feliz que eu tenha sido essa "coisa" que aconteceu e teu coração capturou.
No final, escrevo para isso. E escrevo para me sentir acompanhada.
Obrigada por estar comigo.


voltar pro céu