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sábado, 4 de junho de 2011

Ventania

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Minha amiga Maria De Oliveira, que mora lá na Paraiba, que eu chamo de Curupira Maria( vide foto), em noites de solidão me manda poemas.... é a saudade e a vontade de estarmos juntas. Seleciono este, como um abraço forte, dado nessa mulher de tantas vidas. 
Pra você Maria Curupira, seu poema cheio de vida.

Se eu soubesse de onde vem minha dor de agora
Eu iria até ela
Faria nela um encontro alucinógeno.

E comigo carregaria tudo que há, em uma mala.
E esta mala seria eu.
Arrumada ou desarrumada, seria eu.

E no saculejo da estrada da vida
Meus ais seriam apenas vozes de mim mesma
Trançando cordas que me levariam a novos rumos,
Rumo ao desconhecido.

E mudando o tempo do verbo
Conhecerei como se conhece o vento em sua invisibilidade
Querendo que eu transite em mim sem obstáculos.

E vou eu desentupindo canais do tempo
Tempos de sofrimentos e tempo para entendimentos.
Escorregando em lodos que me levam a saber esperar.

Nada posso fazer, apenas esperar por mim mesma.
E espero...
Tecendo em mim mesma uma saída.
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foto: walkyriaSuleiman - Vila Yamaguishi - Jaguariúna

16 comentários:

Paulo Francisco disse...

Forte, denso e, ao mesmo tempo, leve, delicado. como a imagem de Maria.
Ganhei o sábado.
Lindo!
Um beijo grande.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Paulo
matou a cahrada
maria é isso mesmo
uma flor do sertão
alguém que a gente tem que conhecer nessa vida
obrigada por seu tato poético

Leonardo B. disse...

[todo o pedaço de vento, de tão subtil, toma muitas formas; toda a palavra tão densamente inscrita dentro, debaixo da pele, dá as formas ao mundo... muito para além daquelas a quem se aventurou na sua construção primeira]

simples, imenso
como esse abraço, Walkyria

Leonardo B.

Sonhadora disse...

Minha querida

A tua amiga deve ser uma pessoa doce e terna...acho que assim:

Fujo de mim e procuro-me...espero-me e escondo-me dentro do nada...quero correr até ao outro lado da vida para me libertar dos dedos frios do silêncio...esquecer-me...perder-me para renascer...seguir comigo para longe de mim.

Beijinho com carinho
Sonhadora

ruma disse...

Olá.
Seu trabalho é abraçado em sua ternura.

Japanese Doll Festival

Para toda a paz.
Saudações.
A partir de Saga, no Japão.
ruma

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Leonardo

pois é isso, essa simplicidade inscrita em cada gesto, assim é Maria
obrigada por estar aqui, de novo e sempre

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Sonhadora...

pode ter presente mais sublime do que vc fazer poema especial pra mim?

nada se compara....
beijo grande

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Ruma

que coisa linbda de dizer.....
obrigada!

Anônimo disse...

Amoras e Amores, muito legal ler o que voces escrevem a vida sobre e mim e minhas palavras, que a Wall fez tão bem, em separar os versos!
Me sinto dentro de um tubo de ensaio do pensar bonitamente com voces.
abraços arrochados
Maria

taio disse...

excelente entrada

Rejane Martins disse...

Olá Walkyria,
Um prazer te conhecer, um prazer conhecer Maria de Oliveira, e uma alegria te ver no rejaneando.
Teu blog se diz: um céu aberto.

Vitalina de Assis disse...

Hola amiga!

Lindo texto!

Vivemos todos esta "metamorfose", nos perdendo e nos encontrando dentro de nós mesmos.

A mala como nossa bagagem de vida, pode arrumada está, ou em desordem esperando... pela coragem ou desaforo. Um ir e vir em estações, rodovias, ponte aérea, ou apenas arrumar e desarrumar nossa "ordem".

Parabéns pelo blog! Tenha uma semana excelente.

Manuel disse...

Belo poema e bonita homenagem.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Maria.....
que sucesso heim!

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Rejane
bem vinda querida!

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Vitalina
bem vinda!
e olha só, a mala é um terror na nossa vida!


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