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Sentada na potrona ao lado da cama de seu pai, ela ouvia as histórias contadas por ele. O dia estava claro e o quarto era como uma nave viajando no tempo.
Histórias antigas, atuais, conhecidas, desconhecidas, personagens diversos e singulares enchiam o tempo dos dois. Eles riam, se tocavam as mãos, intercalavam descobertas com memórias, saudades e lembranças fugidias.
Quando o quarto escureceu, nos primeiros momentos do crepúsculo, ele se calou.
Ela se aproximou do velho pai e perguntou, "pai, por que contar tantas histórias?"
Ele sorriu e disse, "filha, para morrer é preciso esvaziar a cabeça."
"E como se faz isso, pai?"
"Contando histórias, minha filha, contando histórias...."
foto: Memórias by Sumine-chan

16 comentários:
Que delícia de conto esse!Adorei! beijos,linda semana!chica
perfeito...Gosto de navegar por aqui, nem sempre comento, mas venho sempre.
Bjos achocolatados
Só que ao contrário da Chica, não me pareceu um conto, mas um momento vivido ou contado...
Te cuida, viu?
Beijos.
Menina Chica
gostoso né? achei uma descoberta essa ideia.
beijos grandes e agradecidos
Placco
ah, é um momento vivdo mesmo, vc sentiu direitinho. Então virou um mini conto.
Bom te ver, sempre
Sandra
minha chocolata.
Gosto quando vc comenta. Mas gosto mesmo de saber que vc passei no céu.
beijo
Para bem viver também é preciso esvaziar a cabeça. Uma boa faxina, que lave a mente de preconceitos, de crenças imobilizantes, pessimismo...
O diálogo bom é o do coração, as avenidas da mente são largas e por elas devem trafegar somente os veículos essenciais, condutores de serenidade e alegria.
Helcio
como vc faz sempre e que me encanta demais, vc foi além, vc viu o invisível. Sim, é claro, temos que esvaziar a cabeça para viver. Muito bom, muito lindo.
Obrigada, amigo querido
Sereno, doce,adorei!
Sim! tem que pular sem para-quedas viu...rsrsrs!
Beijão!
Texto *****
Abraço
Acho que se morre melhor com a cabeça esvaziada, mas não sei se isso acontece quando se contam histórias...
De qualquer modo o teu texto ou mini-conto é excelente, de uma enorme ternura.
Gostei imenso das tuas palavras, querida amiga Walkyria.
Beijos.
Histórias contadas assim, num momento tão especial, tornam-se inesquecíveis para quem escuta.
A forma como foi escrito esse relato, é acompanhado de um sentimento incrível, perceptível para quem lê!
Saudades daqui, moça!
Beijos.
Augusto...
vc tá falando do filme?
Manuel
que bom que vc veio!
Nilson
sabe que tbm não sei? Mas é uma dica, sei lá.
Obrigada por vir me ler, e por compartilhar comigo.
Francisco
Sim, acho que nunca vou me esquecer disso. Quem sabe vc tbm guarde na memória esse momento que vivi com meu pai.
Obrigada por fazer parte.
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