.

.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mudando Paradigmas na Educação

.
Gentefina, vocês precisam asssistir a esse vídeo. É super atual e muito pertinente, não só no tema específico, como também pode se estender a outras preocupações, tipo a massificação de pensamento que o Facebook está disseminando.


.

7 comentários:

Carmven disse...

bem interessante, Walkyria. eu me lembro de passar minha vida escolar inteira me sentindo extremamente inadequado ao ambiente, pois me era muito muito claro o quanto a forma como as coisas eram conduzidas pouco contribuia pra que desenvolvêssemos nossos verdadeiros potenciais. Eu era excelente em artes, redação e inglês (o melhor da turma, nas três), muito bom em biologia, português, história, geografia e química, mediano em matemática e péssimo em física. NUNCA apontaram as atenções às coisas que eu fazia bem, pelo contrário, constantemente colocavam minha inteligência em cheque pelo fato de não ir bem em matemática e física. E eu pensava "e todo o resto que eu faço bem, de nada vale?". Sem contar o qto era óbvia a obsessão da escola com números de alunos aprovados no vestibular. Qdo passei direto do 3º ano pra USP, me ligaram pedindo pra comparecer à sessão de fotos de aprovados da escola para sair no programa de divulgação do ano seguinte. Me recusei. sempre fui tratado lá dentro como menos favorecido, e depois que entrei pras estatísticas, queriam que eu ajudasse a vender a imagem de uma instituição na qual não acredito...eu acho que tive sorte de sempre conseguir me colocar claramente contra a posição deles e à favor do que eu acreditava, mas mesmo assim eu sinto os prejuízos que essa visão "industrialista" da instituição causou em muitos aspectos da minha auto-percepção. Imagino o qto não deve ter sido pior e mais castratório àqueles que não conseguiram ou não souberam ou não puderam ser tão enfáticos em defender a própria visão. Precisamos SIM de uma reforma!

Carmven disse...

ah, e tem tb a questão de que, apesar de brandarem sempre zelar pelo desenvolvimento "humano dos alunos", paramos de ter aula de música quando entramos no ginásio, e de artes e educação física (apesar de eu mesmo odiar as aulas de ed. física) quando entramos no colegial, para favorecer as matérias do vestibular. Sempre que apareciam questões de relacionamento dentro da escola, como bullying (que na época, não recebia esse nome e era encorajado à ser "ignorado"), preconceitos, abusos, o problema era sempre identificado como o comportamento da "vítima" dos mesmos, com a instituição se eximindo de quaisquer responsabilidades, e nunca encorajando discussões que REALMENTE levassem à um entendimento ou à uma postura conciliadora. enfim...me assusta MUITO ver jovens em seus vinte e poucos anos hj defendendo a construção de Belo Monte, anunciando e acreditando que jaz aí a solução para "tirar o país da miséria", no "progresso", sendo que enquanto as estruturas formadoras não forem transformadas, não importa qto dinheiro esse país possa produzir, quão megalomaníacas as obras erguidas, vamos permanecer na mesma. O que precisa mudar é nossa cabeça, nossa forma de interagir uns com os outros e com o mundo à nossa volta.

Helcio Maia disse...

Por pouco mais de 11 minutos, ouvi um chamamento à originalidade, a tudo que esteve e ainda está conosco, mas que foi se desagregando, graças à terceirização de nossos destinos. Entregamos a alguém o que é indelegável, o deciframento de nossa essência, a definição do que nos importa. Por isso, somos deportados, para bem longe do que podemos denominar consciencia, desapremdemos o que não nos foi ensinado, pois veio conosco do útero. Somos produtos, carregamos uma bula, acreditamos que produzimos efeitos colaterais e até mesmo num proscrito prazo de validade, que não vale para nada.
Se a moda é ser igual, igualamo-nos. Se a moda é ser diferente, diferenciamo-nos, ainda que em massa, vestindo as mesmas carapuças e perendo o pouco ou pouquíssimo tempo que temos para o que de fato interessa: viver. E viver é apenas ser, seja lá o que isso for.

Tania regina Contreiras disse...

Wal, importantíssimo isso aqui, vou repassar e recomendar a um tanto de gente. Nossa, eu já vivi alguns momentos sofridos tentando explicar a pai e mãe que os medicamentos que os médicos passaram para seus filhos estavam matando as crianças e adolescentes, padronizando, tirando justamente o que era a alma deles:a originalidade! Valeu, querida, muito oportuna sua postagem.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Conrado
Vc é tão claro, vai ao ponto, não se perde, é uma delícia te ler, sabia?
E vc fez uma análise bem bacana, revendo sua vida, fazendo links, muito legal mesmo. E como já disse no facescroto, demais vc fazer esse reconhecimento. Que não adianta a gente ter algum sucesso, se a gente foi de algum modo diminuido na infância.
Amei viu.
Volte sempre.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Helcio
pois é, a Gerana dizia que enquanto eu quebrava a cabeça, o tempo estava passando. E vc disse.... e é verdade.....

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Tania
meu escorpião baiano
para mim é sempre um momento especial ver vc aqui! Sei que esse post tem a ver com vc, e com o caminho que vc escolheu. E tenha fé e coragem que vc vai salvar muita criança.....


voltar pro céu