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domingo, 22 de janeiro de 2012

Força, Assentamento Pinheirinho!

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Bandeira Paulista - Guilherme de Almeida

Bandeira da minha terra
Bandeira das treze listas:
São treze lanças de Guerra
Cercando o chão dos Paulistas!

Prece alternada responso
Entre a cor branca e a cor preta:
Velas de Martim Afonso,
Sotaina do Padre Anchieta!

Bandeira de Bandeirantes,
Branca e rota de tal sorte,
Que entre os rasgões tremulantes
Mostrou as sombras da morte.

Riscos negros sobre a prata:
São como o rastro sombrio
Que na água deixava a chata
Das Monções, subindo o rio.

Página branca pautada
Por Deus, numa hora suprema,
Para que, um dia, uma espada
Sobre ela escrevesse um poema.

O poema do nosso orgulho
(eu vibro quando me lembro)
Que vai de nove de julho
A vinte e oito de setembro!

Mapa de Pátria Guerreira
Traçado pela Vitória:
Cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!


Tiras retas firmes: quando
O inimigo surge à frente,
São barras de aço guardando
Nossa terra e nossa gente.

São os dois rápidos brilhos
Do trem de ferro que passa:
Faixa negra dos seus trilhos,
Faixa branca da fumaça.

Fuligem das oficinas;
Cal que as cidades empoa;
Fumo negro das usinas
Estirado na garoa!

Pinhas que avançam; há nelas
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.

É desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários:
São sulcos de nosso arado !

Bandeira que é nosso espelho !
Bandeira que é nossa pista !
Que traz no topo vermelho
O coração do Paulista!

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