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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Porque admiro os Americanos

A História, com letra maiúscula, é o manual de instrução mais acertivo que conheci. Diga-se de passagem, que adoro manuais, porque eles me afligem, preciso errar mil vezes, culpar o produto e o manual, para perceber que não havia prestado atenção e que, claro, o erro era meu.

Neste fim de semana, assisti pela terceira vez, um filme que adoro, o Wyatt Earp, com o Kevin Costner, Dennis Quaid e Gene Hackman, dirigido por Lawrence Kasdan. Ele me fez entender a admiração que tenho pelos americanos, quase visceral. 

Tudo bem que quem tem um Waldo Emerson ajudando a criar uma constituidão enxuta como a Americana, tem meio caminho andado. Emerson é minha leitura de cabeceira há anos. 

A Primeira Emenda Americana, garante o livre exercício da religião; a liberdade de expressão; a liberdade de imprensa e o direito de livre associação pacífica. Uma lei que libera totalmente opiniões, cultos, partidos e afins, pode parecer aberração para nós, que temos leis rígidas para filosofias religiões e credos. Por exemplo, nos Estados Unidos, existe partido Nazista, Klu Klux Llan, e não tem lei Afonso Arinos. Você pode, à vontade, falar mal e ofender quem quer que você assim o deseje. 

Assim na lata, parece aberração, né não, gentenfina, nós que precisamos de leis pra tudo. Mas os pioneiros que foram fazer o Novo Mundo, assim chamado porque eles estavam de saco cheio do Velho Mundo, viviam numa Europa onde você era queimado, linchado e destituído de sua vida, conforme seu credo, posição política ou mera opinião sobre a peruca do rei. Simplesmente porque não era permitido ter opinião, a concepção de liberdade e direitos humanos, seriam o pioneiros do novo mundo que criariam. Não uma Revolução Francesa, que finalmente aceita um Imperador, Napoleão, que brigou com a Monarquia, mas só sossegou o rabo quando casou com uma Habsburgo, do Império Austro Húngaro, a Maria Antonieta.

Preciso explicar? Fizeram o link? Então, além disso, as vidas das pessoas dependia da boa vontade da Monarquia, dona absoluta de terras, corações e mentes, por Direito Divino. Isso não é pouca coisa. 

Por esta razão, os pioneiros vieram pro Novo Mundo, acreditando que nunca mais eles seriam perseguidos por suas crenças, ideologias, filosofias, ou até meros achismos de mesa de taberna. É sob essa ótica que a primeira emenda tem que ser vista. 

História, gentefina, versus ignorância..... emendas de uma Constituição tão moderna, e no entanto, sonhada e redigida em 1787. 

Já a segunda emenda, que permite porte de armas, é algo intrinsecamente arraigada na psiquê Americana. Na época em que os pioneiros queriam se ver livre dos Impérios Britânico e Espanhol, o exército inglês cometeu aquele tipo de prática tão comum na história Européia, de atacar na surdina, vilas adormecidas, entrar nas casas desprotegidas e aniquilar, mulheres, crianças e velhos, enquanto os homens estavam em batalhas. 

A partir desse dia, foi gerada a segunda emenda, para que todo pioneiro, porque não existia ainda formalmente uma nação, pudesse se proteger. Isso também é história, gentefina. 

Ah!... e a quarta emenda, que proíbe a busca e apreensão sem que haja motivo razoável e mandado judicial baseado em causa provável? 

E a quinta!!!! ninguém pode ser privado de sua vida, liberdade ou propriedade sem o devido processo legal, prática tão usada por Chefes das Tribos de Israel, Maos Tses Tungs, Fidéis Castros, Césares e Czares, Monarcas e Senhores Feudais de todos os tempos. 

Ai, ai, tiveram até que apelar pra boa vontade de Cuba, que cedeu parte de seu território para que os Americanos pudessem ter Guantánamo, que ironia! 

Mas, voltando ao filme, muitas são as histórias de xerifes que povoam nossa memória. Bat Mastersom, o próprio Wyatt Earp, sem falar nos justiceiros do bem, como Butch Cassidy e Sundance Kid, Jesse Woodson James, William "Billy the Kid", Calamity Jane, dentre outros menos cotados. 

Vários tiroteios geraram literatura de bolso, na época, posteriormente peças, livros e filmes. Mas nenhum tiroteio tem a fama que teve o O.K. Corral em Tombstone, Arizona, onde junto com Doc Holliday, Virgil Earp, Morgan Earp e Wyatt Earp,  os três irmãos Earps, e mais uma agregado à família, descem a rua principal da cidade no velho Oeste, para defender a honra da família. 

Gentefina, esse é o sonho de todo mortal, que sua família o acompanhe até a morte. Oquei, só estou repetindo informação. Mas essa cabeça associativa que tenho, interfaciana, me capturou. 

Outra noção que não compreendemos, é que onde haja um Americano preso ou refém, os Estados Unidos da América, manda tropas de elite, faz sanções econômicas, move montanhas por causa de um reles Americano..... gentefina, senta aqui, pensa comigo. 

A história do Velho Mundo, passando pela Bíblia, onde nosso ilustre Caim mata Abel, é cheia de regras, onde o filho mais velho é o detentor da herança, da coroa, ou das propriedades. Aliás, até no Oriente é assim. Essa prática colocou irmão contra irmão, mãe contra filho, e pai contra avô. Preciso dar exemplos? 

Não teve uma sucessão no Velho Mundo ou na Ásia e África, que não tenha sido executada sem matança familiar. Claro, todos queriam ser reis, condes, barões, ou herdar o negócio do pai. Por isso é tão comum na Europa, Ásia e África, comércios que passam de pai para filho há gerações, o primeiro filho, lógico. 

Em sendo assim, apenas nos Estados Unidos encontramos em toda e qualquer atividade, irmãos reunidos. Irmãos com mesmos direitos, irmãos contra o mundo, contra essa lei de hereditariedade arbitrária, onde apenas o filho mais velho herda o patrimônio da família. Se existe um lugar onde a noção de fraternidade gerou-se e floresceu, foi nos Estados Unidos. 

Estados que foram se libertando de Ingleses, Franceses, Holandeses e Espanhóis, e depois foram se unindo para fazer uma grande nação. Os Estados que não se uniram, foram sendo comprados, porque numa terra onde o homem é livre, tem a posse sobre sua propriedade e não paga dízimo, essa terra vai se tornando uma nação rica. Liberdade traz riqueza. 

Perceberam logo isso, por essa razão, entrou em vigor nos estados Unidos da América, em primeiro de janeiro de 1863, o Ato de Emancipação assinado por Abraham Lincoln. O ponto central da lei, foi a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros. Isso não passaria impune, ele seria assassinado logo em seguida, por esta e outras razões, todas ligadas a algo que estava sendo gerado no ovo da serpente, as Coorporações. Que Ingmar Bergman me apoie nessa.   

É demais ir percebendo isso, como os irmãos eram unidos, como as famílias se protegiam, como os vizinhos se ajudavam. E volto então a dizer: admiro muito os pioneiros que optaram pelo amor e fraternidade para formar uma grande nação. Nação onde você pode pensar e professar, seja lá que ideia for. Uma nação, onde a maior lei, é a opinião pública, que derruba ídolos do mundo todo, e ajuda ídolos importados, tipo o Mandela, que teve grande apoio dos grupos de direitos humanos americanos. Tanto que, foi o primeiro país que ele visitou quando de sua libertação. 


Ter uma família que fica a seu lado até para ser morta. Eu não sei o que é isso, e acho que nunca saberei. Na próxima quero nascer Norte Americana! Passar fome calor, chuva e frio, sem nenhuma estrutura, a céuAberto, por pelo menos 2 anos, e depois fazer o Dia e Ação de Graças, onde mato e cozinho um Peru, ave típica dos Estados Unidos, e como batata e abóbora que dão em praticamente qualquer lugar da terra, e frutas silvestres. Então, convido os vizinhos, que levam com singeleza, aquilo que conseguiram semear e dividem com seus irmãos americanos.

2 comentários:

Barbara disse...

Eu li.
Gostei de como você colocou - mas ao mesmo tempo eu lembrei de como a mim irrita ver a bandeira americana no cenário de cada filme, filminho ou filmão.
Daí ontem , ajudando o neto com um trabalho - cartaz sobre a Copa do Mundo, sem querer me vi colocando a bandeira do Brasil no lugar mais bonito e mesmo na parte do trabalho que tem a ver com outros campeões eu me vi sublinhando com canetinha verde e amarela.
Falta isso, um sentimento que não deveria ter data nem evento prá ser reconhecido.
Só isso mesmo que eu queria colocar aqui . Bjs.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Bárbara, é isso, essa fraternidade, esse sentimento de nação, não de povo..... falta mesmo. Adorei que vc tenha lido, adoro mesmo.
Que bacana vc fazendo trabalho com o neto, tendo a chance de se ver, de se conhecer. Isso que eu chamo gentefina, gente que se escuta, se percebe, faz links.....


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