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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vai com Deus, Jair Rodrigues


Quando, do festival da recorde, os produtores escolheram o Jair Rodrigues para cantar "Disparada", Geraldo Vandré, autor da dita cuja, não aceitou. Sério que era, vivendo um momento difícil, entendendo a gravidade dos acontecimentos, duvidou que o Jair pudesse dar a dramaticidade que a música pedia. 

Desaparecido, morto, sequestrado, o fato é que são muitas as hipóteses de aonde teria ido parar o Vandré. O Vandré não sei, mas o Jair está no céu, no céu das pessoas que "zelam pela alegria do mundo", Tins e Bens e tais......

Cantar num palco, com microfone e platéia, é a/j e d/j, ou seja, antes de Jair e depois de Jair. Cantar era uma atitude de respeito, esse tipo de respeito pra boi dormir gentefina. Chamar as pessoas de senhora, doutor, pensar que tem classe porque estudou, ou é filho de alguma puta qualquer com nome chique, enfim, vou parar por aqui que ganho mais.

Ele cantava rindo, brincando, interagindo com os outros. Ele e a Elis Regina, deixaram para a humanidade, momentos inesquecíveis de pura alegria, improvisação e amor. 

Enfim, tudo isso pra dizer que o Vandré ficou bem puto, teve que engolir o Jair. Ele, com a música e interpretação, pra lá de dramática, ganhou do Chico Buarque com sua açucarada A Banda.

Isso aí, gentefina, como diz meu pai, está morrendo gente que nunca morreu..... 

2 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Conheci Jair colado à Regina
Conheci a Regina colada ao Jair

Quando penso num, o outro vem e seu pai tem razão
há mortos que não morrem, não

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Rogério, que maneira de entender meu pai, gostei muito, há mortos que não morrem mesmo. Obrigada pela CIA


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