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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Carta à minha mamis









Oi mamis, como vai a vida aí, #seiláonde e #seiláse. 
Aqui tá tudo igual. Lutamos as mesmas lutas, brigamos pelas mesmas ninharias, damos murros nas mesmas pontas de faca.... Afiadas.


Se você resolvesse chegar agora, dar o ar da sua graça na minha casa, digo que você sentiria que não perdeu nada. Em todos os sentidos.

Sua prole, bem como a humanidade em geral, não evoluiu nada.
Era isso! Obrigada pelo seu melhor, porque foi isso que você me deu, e eu que me vire, é justo. 

Perdoa mamis pelos problemas que causei enquanto eu crescia nesse mundo inóspito e selvagem. 

Perdoa mamis pelas mágoas que atirei em seu coração enquanto eu não sabia ouvir nem mesmo o meu coração. 
E diga-se de passagem, ainda tem muita estática e ruídos surdos.... Nem sempre escuto o coração. 

Mamis, tem uma notícia boa. Estou vivendo, resistindo, aprendendo. 

Pode parecer que eu #meacho, mas hoje eu sou uma pessoa melhor. 

Essa é a novidade. 

2 comentários:

{Λїtą}_ŞT disse...

Lindo recado, afiado como ponta de faca mas verdadeiramente lindo.
Desejo a vc um fim de semana cheio de alegrias...

Beijos

http://odiariodaescrava.blogspot.com.br/

Walkyria Rennó Suleiman disse...

{Λїtą}_ŞT

faca amolada...... a dor no corpo é besteira peto da dor da alma. Né não?


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