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Uma grande amiga de infância, a
Juju, me disse algo super esclarecedor neste final de semana, entre vinhos, cervejas, pimenta-rosa, pitangas, cachorros e lareira. Que mulheres se apaixonam.
Se apaixonam por uma cor. Então é parede, roupa, caderninho, tudo daquela cor. Se apaixonam por uma receita, e dá-lhe aquele prato toda semana, mesmo que a família esteja cheia, ela, a mulher, está apaixonada pela comida, seja pelo motivo que for, precisa tentar todas as variações da bendita.
Então se apaixona por um ritmo, e é CD, DVD, aula de dança, roupas especiais para os eventos dancísticos....ah, quanta verdade.
Minhas filhas sempre falam da minha fase indígena de decoração. Era cocar, pena foto, tigela, colheres e apetrechos que nem eu sei pra que serviam. Depois veio a fase ferro-velho: máquinas, ferro batido, trançado, lavado, escorrido......nossa, nem vou contar quantas paixões tive no quesito decoração. Claro que enjoei de tudo.
Então, sem mandar aviso, chega um homem qualquer, e diz uma coisa qualquer, mas ele olhou de um jeito diferente e te chamou de querida. Pronto, a mulher se apaixona por aquele jeito, aquele olhar. O homem em questão nem sabe que será alvo dessa paixão. E a mulher vai contar pras amigas que ele está a fim sim, caso contrário não teria feito aquele olhar, nem a chamado de querida. As amigas, mulheres também, reconhecem que há algo errado. Mas sabe gentefina, são mulheres também, não têm coragem de afirmar que a amiga está viajando porque elas também ficam na dúvida. E dá-lhe atualização do caso a cada 5 minutos. Cada palavra, vírgula e entonação servem às mulheres para montarem teorias indescritíveis para "o" suposto homem apaixonado.
Pensei muito nas nossas conversas, e acho que deixa tudo mais fácil se eu me conscientizar disso, que realmente sou de uma espécie e gênero apaixonável.
Mulher não tem mania. Mania é algo que a gente tem a vida toda. Mulher se apaixona e enjoa, e muda de paixão. Quem tem mania é homem, a vida toda, nunca muda de mania, só adquire novas manias sem perder as antigas. Mulher não: ela troca de moda, de roupa, de faculdade, de profissão, de marido e até de filho, por neto.
Homem não é assim. Nem se lembra de seu apelido, ou nem repara no seu cabelo e roupa, e muito menos nas celulites. Ele não se apaixona assim. Ele é mais pé no chão. Ele parte direto pro amor, pra construção da coisa. Mas para tanto, ele precisa ter um grande nível de certeza, coisa que, pra qualquer apaixonada que se preze, não tem a menor importância.
A gente compra a casa e depois vai ver a metragem e quanto vai custar e se cabe aquela cômoda da vovó que tem que caber na casa. Na maioria das vezes, queremos desfazer o negócio, porque acaba a paixão, e a gente enjoa. Sim, eu enjoo....enjoo das minha paixões, porque paixão mexe com o estômago, dá um frio nele, e com tanta friagem, um dia ele enjoa e não quer mais brincar. Mas dura pouco, porque no mesmo dia somos capazes de nos apaixonar de novo. Seja por uma amiga, por um artista, uma série de TV, uma novela....ai gente, vale tudo mesmo pra alma feminina.
Mas então, tudo isso era pra inaugurar um novo espaço no blog. O espaço “É o amor”. Ele será um link como são os outros, estará na coluna da direita, onde está o arquivo do blog por assunto.

Nesse espaço, vou publicar as poesias de amor da minha vida, que percorrem desde meus 12 anos, até 42, última vez em que me apaixonei na vida por um ser do gênero masculino de forma romântica e conjugal.
Vou colocar pra quem foram feitas, e me desculpem as esposas, namoradas e concubinas. Mas a paixão foi minha, e publico sem medo. Não tenho uma reputação a zelar, viu Sylvio. A zelar, somente minha reputação com meus amigos, viu Sylvio. Meu amigo querido!
Ah, a cachorra da foto é minha nova paixão(foto lá de cima). É a cachorra da Juju, que tinha um nome mas eu chamava de Lupita, (foto ao lado), em homenagem a outra paixão, a cachorra do
Pietro, lá da
Vila Yamaguishi.
Bom, não precisa dizer que já esqueci o nome dela, da falsa Lupita, a cachorra da Juju. Mas quem se apaixona e guarda indeléveis recordações de alegria, como fadas luminosas no céu da alma, vai entender do que estou falando.
Afinal, paixão vem do mesmo coração, e ele guarda tudo, cada átimo de vida, mesmo daquilo que se enjoou, que volta transformado em nova paixão.
Porque tudo que envolveu uma nova paixão, faz parte dessa flor, despetalada a cada dia do nosso viver.
E eu, gentefina, quero chegar no céu sem pétala alguma. Quero gastar todo meu vale-paixão, que não sou besta nem nada de chegar na eternidade com coisa sobrando porque faltou ação, coragem e coração.
Né não?
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atualização
A Juju acaba de me dizer que a Falsa Lupita chama Lolita. Parecido heim gentefina. Mas olhem as imagens. Lolita foi pega pela Juju, ainda pequena. Bem tratada e amada, desenvolveu essa cara de cachorra feliz, que baba.
Já a Lupita foi salva pela Cris, companheira do Pietro, presa numa jaula, mal tratada, surrada, esfomiada e adulta. Vai daíu que a Lupita é triste, nem baba, não chega perto de ninguém, vive nos cantos curtindo sua dor.
Eu acho ela bem neurótica, tipo essas pessoas que não superam o passado e carregam correntes pesadas vida afora.
Mas enfim, pra voccês verem que, até na vida animal tem escolha. Mas eu gosto da Lupita, tenho pena, ganho a bichinha com comida. Reservo pra ela, vários quitutes. Então ela fica perto de mim, mas nada de contato....ela tem medo da mão humana. Mas gentefina, quem não tem?
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