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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pela porta lateral do coração

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ProFredeCavini
Pela porta lateral da casa aberta
Entra meigamente o sol
E os ruídos silenciosos da alma
Se confundem
Na calma tarde do meu corpo.

Virar o rosto devagar
Olhar rápido e profundo
O lento,
O agitado,
A confusão clara
Que como um vento me habita.

A vontade de ter um sono calmo
Como um cansaço
O descompromisso com o corpo
Uma lembrança engraçada
De uma paz
Uma lembrança esfumaçada.

Um pedaço de cabelo que cai no rosto
E que distraidamente eu acaricio
Um pedaço do passado
Que cai doce no meu corpo.

De repente
A impressão da casa ser
Uma grande rede
A balançar no mundo
De um lado para o outro.

A impressão de ser
De não estar
De só sentir
E acreditar que até o fim desse momento
Eu ouvirei
No meio destes ruídos silenciosos
O teu silêncio familiar.

Entra meu amigo
Entra rápido nessa casa.
Fica comigo
E sente
Como o meu corpo
A calma desse tempo.

Me guarda como a um instante
Que inesperadamente chega à lembrança
Que é um segredo
Que te faz sorrir.

Um instante que passa rápido
Mas que,
Como um pedaço de cabelo no rosto
É acariciado,
E como o passado
Cai doce no teu corpo cansado.
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sábado, 12 de junho de 2010

Paixões malucas

proLuisEdu


Muitas questões







proGeraldinho

Ter, ser,
não ter,
não ser...



Tenho saudades dos seus olhos
Dos tempos de domingo
Na praça, das conversas na praça
Saudades do sol que desapareceu

Agora só tem rosto pra colar no vidro frio
Da janela fria, da tarde fria
E lágrima de chuva pra escorrer no vidro frio
Com pena da lágrima quente
Que escorre quente
Nos olhos quentes

Ter, ser, não ter, não ser...

foto - SheilaDelacroix
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Esse Amor

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proMárioConti
Amor que densamente ecoa em meu peito
Que lentamente me toma
Que foi tecido com as cores da manhã.

Penso às vezes se é forasteiro
Mas o certo é que invade.

Talvez quem saiba
E é quase certo
Que tenha entrado e gostado
E se instalado no aconchego
Do meu carinho farto.

Guardado como tesouro pirata
Como a boneca mais cobiçada
Como o sonho mais acalentado.

Esse amor inextinguível
Ás vezes me olha com olhar de dono
Pra depois me acarinhar
E comigo dormir
no infinito do outro jeito.

Longe
Bem longe
Onde os motores
não sabem caminhar.
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Labareda


proGeraldinho
O vento entrou calmo pela janela
Te encontrou agitado
Procurando estrelas

Ondulou a cortina dos teus olhos
Explodiu teu sorriso
Inundando teus lábios

Escorrendo pelo rosto branco.


No teu sangue azul

Os talheres do mundo tilintaram

Nos teus olhos negros

Toda porcelana se quebrou.

Sem seres príncipe

Sem seres deus
Fizeste tocar os sinos do mundo
Os pássaros dançaram nas tuas mãos agitadas

Que tocaram sonhos durante a madrugada.


Você se procura e sorri

Suas mãos sorriem

Pois sempre existirão madrugadas

Porque você é labareda.


Todas as fogueiras do mundo ardem no teu peito

Todas as chamas se incendeiam nas tuas mãos
E elas queimam o mundo
Derretem os edifícios
Racham os vidros
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Mas ninguém sabe....
Que quando o vento entrou calmo pela janela

Suas mãos meigamente buscaram meu rosto

E brincaram
Como duas crianças

Embaraçando meus cabelos.
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Foto: FallingToPieces
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

É o amor

 
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Uma grande amiga de infância, a Juju, me disse algo super esclarecedor neste final de semana, entre vinhos,  cervejas, pimenta-rosa, pitangas, cachorros e lareira. Que mulheres se apaixonam.

Se apaixonam por uma cor. Então é parede, roupa, caderninho, tudo daquela cor. Se apaixonam por uma receita, e dá-lhe aquele prato toda semana, mesmo que a família esteja cheia, ela, a mulher, está apaixonada pela comida, seja pelo motivo que for, precisa tentar todas as variações da bendita.

Então se apaixona por um ritmo, e é CD, DVD, aula de dança, roupas especiais para os eventos dancísticos....ah, quanta verdade.

Minhas filhas sempre falam da minha fase indígena de decoração. Era cocar, pena foto, tigela, colheres e apetrechos que nem eu sei pra que serviam. Depois veio a fase ferro-velho: máquinas, ferro batido, trançado, lavado, escorrido......nossa, nem vou contar quantas paixões tive no quesito decoração. Claro que enjoei de tudo.

Então, sem mandar aviso, chega um homem qualquer, e diz uma coisa qualquer, mas ele olhou de um jeito diferente e te chamou de querida. Pronto, a mulher se apaixona por aquele jeito, aquele olhar. O homem em questão nem sabe que será alvo dessa paixão. E a mulher vai contar pras amigas que ele está a fim sim, caso contrário não teria feito aquele olhar, nem a chamado de querida. As amigas, mulheres também, reconhecem que há algo errado. Mas sabe gentefina, são mulheres também, não têm coragem de afirmar que a amiga está viajando porque elas também ficam na dúvida. E dá-lhe atualização do caso a cada 5 minutos. Cada palavra, vírgula e entonação servem às mulheres para montarem teorias indescritíveis para "o" suposto homem apaixonado.

Pensei muito nas nossas conversas, e acho que deixa tudo mais fácil se eu me conscientizar disso, que realmente sou de uma espécie e gênero apaixonável.

Mulher não tem mania. Mania é algo que a gente tem a vida toda. Mulher se apaixona e enjoa, e muda de paixão. Quem tem mania é homem, a vida toda, nunca muda de mania, só adquire novas manias sem perder as antigas. Mulher não: ela troca de moda, de roupa, de faculdade, de profissão, de marido e até de filho, por neto.

Homem não é assim. Nem se lembra de seu apelido, ou nem repara no seu cabelo e roupa, e muito menos nas celulites. Ele não se apaixona assim. Ele é mais pé no chão. Ele parte direto pro amor, pra construção da coisa. Mas para tanto, ele precisa ter um grande nível de certeza, coisa que, pra  qualquer apaixonada que se preze, não tem a menor importância.

A gente compra a casa e depois vai ver a metragem e quanto vai custar e se cabe aquela cômoda da vovó que tem que caber na casa. Na maioria das vezes, queremos desfazer o negócio, porque acaba a paixão, e a gente enjoa. Sim, eu enjoo....enjoo das minha paixões, porque paixão mexe com o estômago, dá um frio nele, e com tanta friagem, um dia ele enjoa e não quer mais brincar. Mas dura pouco, porque no mesmo dia somos capazes de nos apaixonar de novo. Seja por uma amiga, por um artista, uma série de TV, uma novela....ai gente, vale tudo mesmo pra alma feminina.

Mas então, tudo isso era pra inaugurar um novo espaço no blog. O espaço “É o amor”. Ele será um link como são os outros, estará na coluna da direita, onde está o arquivo do blog por assunto.

Nesse espaço, vou publicar as poesias de amor da minha vida, que percorrem desde meus 12 anos, até 42, última vez em que me apaixonei na vida por um ser do gênero masculino de forma romântica e conjugal.

Vou colocar pra quem foram feitas, e me desculpem as esposas, namoradas e concubinas. Mas a paixão foi minha, e publico sem medo. Não tenho uma reputação a zelar, viu Sylvio. A zelar, somente minha reputação com meus amigos, viu Sylvio. Meu amigo querido!

Ah, a cachorra da foto é minha nova paixão(foto lá de cima). É a cachorra da Juju, que tinha um nome mas eu chamava de Lupita, (foto ao lado), em homenagem a outra paixão, a cachorra do Pietro, lá da Vila Yamaguishi.

Bom, não precisa dizer que já esqueci o nome dela, da falsa Lupita, a cachorra da Juju.  Mas quem se apaixona e guarda indeléveis recordações de alegria, como fadas luminosas no céu da alma, vai entender do que estou falando.

Afinal, paixão vem do mesmo coração, e ele guarda tudo, cada átimo de vida, mesmo daquilo que se enjoou, que volta transformado em nova paixão.

Porque tudo que envolveu uma nova paixão, faz parte dessa flor, despetalada a cada dia do nosso viver.

E eu, gentefina, quero chegar no céu sem pétala alguma. Quero gastar todo meu vale-paixão, que não sou besta nem nada de chegar na eternidade com coisa sobrando porque faltou ação, coragem e coração.

Né não?
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atualização 
A Juju acaba de me dizer que a Falsa Lupita chama Lolita. Parecido heim gentefina. Mas olhem as imagens. Lolita foi pega pela Juju, ainda pequena. Bem tratada e amada, desenvolveu essa cara de cachorra feliz, que baba.

Já a Lupita foi salva pela Cris, companheira do Pietro, presa numa jaula, mal tratada, surrada, esfomiada e adulta. Vai daíu que a Lupita é triste, nem baba, não chega perto de ninguém, vive nos cantos curtindo sua dor.

Eu acho ela bem neurótica, tipo essas pessoas que não superam o passado e carregam correntes pesadas vida afora.

Mas enfim, pra voccês verem que, até na vida animal tem escolha. Mas eu gosto da Lupita, tenho pena, ganho a bichinha com comida. Reservo pra ela, vários quitutes. Então ela fica perto de mim, mas nada de contato....ela tem medo da mão humana. Mas gentefina, quem não tem?

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voltar pro céu