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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais telas




óleo e carvão sobre tela - 60X40 - feito para Maria Elisa Santos em 1985

automotiva sobre eucatex, feito pra Erandi em 1985

colagem e pastel seco - feito pra Marisa Dias e André de Macedo, em 2004


esse é o Castelo da Ana, óleo e pastel seco sobre tela - 90X60

Mulheres que Correm com os Lobos

Inspiradas no livro de Clarisse Estér Píncolas
La Loba, óleo sobre tela, 90X60

Mulher esqueleto, óleo sobre tela, 90X60

Bandeira






















Em 1986, comemorando a abertura política, um marchand que não me lembro quem, organizou uma esposição de convidados, na Pinacoteca de São Paulo. O motivo era a releitura da bandeira do Brasil. Bem, o prefeito era o Jânio Quadros, que embargou e confiscou a exposição. Eu criei essa bola de água e vidro, imaginando que no futuro a bandeira seria holografada no céu.

As Flores

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óleo sobre tela, Bananeira, 1988

óleo sobre Tela, Rosa, 1988

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Gráficas - 1998 dc

Em 1998, trabalhando com um programinha chamado Print Master, fiz estes cartões. A idéia era fazer uma exposição onde cada imagem estaria numa tela de computador. Como não existia rede nem banda larga, ficava caro, inviável, foi o que me disseram. De mais a mais, quem ia querer mandar cartões pela internet? Pois é, quem né? A torcida do Palmeiras ou do Corinthians? Vai daí que guardei um ou outro, nesses 10 anos, vários PCs, muitas perdas
de arquivos e de vontade.

Os empréstimos:

Adoro esta música do João Bosco, em especial essa frase



Quando acaba o verão, tem que ter promessa de vida do Tom Jobin

Marina Lima

Caetano!

Mário Reis


Carlos Clémen, numa carta antiga enviada a mim


E aqui, minhas prosas fiadas em artes gráficas







Trabalho dá trabalho

Cada vez mais percebo como é duro trabalhar numa equipe em que o único comprometimento é o salário, a garantia e o medo. São substantivos que não crescem, que não se desdobram. É diferente quando se tem objetivos em comum, metas realizadas em conjunto e no conjunto. Por isso é tão importante estarmos realmente perto das pessoas em qualquer trabalho. Dá o pique, a vontade de fazer junto, e disfarça a pobreza que é um trabalho voltado ao lucro do patrão, ou à glória dos superiores.

Contradições

A única certeza que posso ter é a da morte. Cientificamente falando, com o coração do cientista, que busca mudar, evoluir, sair do lugar comum, essa é a única certeza. Que premissa cheia de deliciosas contradições. Não preciso dessa postura pra saber que morrerei. Devia ser algo incutido em minha vida, em meus gestos, e até nos momentos mais sutis de felicidade ou tristeza, ela devia ser soberana. Assim fico pensando silenciosamente que se nasço e morro, tenho ainda mais uma certeza científica. Existe um caminho, um caminho bem delimitado entre vida e morte. Não existe fim definido nesse caminho, visto que o fim é a própria morte. Fica de repente tudo muito simples. Esse deve ser o tal processo que tantos em tantas épocas já falaram. O que vale é o processo, e o que é o processo senão a própria vida? Remexendo nos guardados da memória, sei que já ouvi isso tantas vezes, que não importa a quantidade de anos que se vive, mas a quantitade de vida que exite nesses anos vividos. Certezas, me parece que tenho muitas então. Certeza de que viver é o processo, que o fim é a morte e que não importa o tempo, mas a qualidade do meu tempo de viver. E a qualidade só pode estar ligada à felicidade, ao prazer e à alegria. Se pára encontrá-las tenho que caminhar no escuro, tenho que tropeçar e me ferir, isso não importa muito. Cada um tem que saber optar pelos caminhos certos, e me parece que o único caminho certo é o caminho do coração. Lá, onde somos inocentes, loucos, improváveis, pois quanto mais improvável, mais certeza deve haver. Os sonhos, os desejos, o amor e a amizade, são essências do improvável. Pois nossas almas solitárias, carentes de arbítrio, desencorajadas pelos fantasmas e temerosas pelo futuro, só encontram eco em outras vozes, em outros corações. Que seria do ser humano se ele acreditasse mesmo que esse caminho é solitário? Contadições deliciosas que bastam por si só, como a beleza das flores, as cores da manhã, e o perfume da noite.

Curropio


Priscila e eu, no sítio em Minas Gerais, celebrando nossa amizade, dançando Beto Guedes em janeiro de 2005. São fotos que o Daniel tirou e eu fiz uma Gif, bem animada.

Maturana

"Não há uma racionalidade no mundo, não há finalidade nele. Apenas existe um conjunto de interações. O mundo segue à deriva. À Terra não importa em nada que a vida se extinga, não seria o primeiro planeta a morrer. Insisto: a conservação não é pela Terra, não é pela biosfera, é por nós. A biodiversidade é importante para nosso bem-estar fisiológico, psíquico, estático. O grande dom dos seres humanos é que podemos criar tecnologia, mas, também, podemos detê-la, nos livrar das máquinas quando deixam de adequar-se ao que queremos; é uma questão de desejo."

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Samarina

Quando caminho na cidade, quando meu reflexo se abre em espelhos alheios, é seu olhar que me segue, é seu desejo que embala meus passos, me fazendo bonita para os olhares dos moços desconhecidos em calçadas que ficam tão íntimas por sua causa.

Na distância das coisas dadas, a vida passa sem perceber minha saudade. No olhar pela janela ao fim do dia, leio seus pensamentos nos raios de sol. Há um silêncio dolorido no meu peito. Mas é apenas o esforço da alma para entender mensagens enevoadas.

Fica o silêncio colorido das cores mansas do pôr-do-sol a reinar discreto à espera da noite. A noite vem entrando, a passos leves, delicados, para não alucinar os sonhadores, para não despertar o dragão dilacerante no coração dos amantes separados.

É doce olhar essa troca de guarda, a noite chegando, o sol saindo, e meu coração minguando, minguando, quase não o sinto, quase que a natureza consegue me preencher, e meu coração bate no pulsar do coração da terra, dos planetas, das estrelas desaparecidas.

Me sinto pertencente, a esse mundo, a todos os mundos, até mesmo aos mudos paralelos, que embora muitos não saibam, acontecem. Acontecem sim senhor. Acontecem e a delicadeza da noite pode ser sentida, silenciosa, iluminando tudo que não pode ser, mas que é, em alguma noite cósmica, em corações planetários.

Não há tristeza capaz de permear a coragem do dia e a delicadeza da noite.
E eu sigo pelas calçadas, e é seu olhar que me segue, me fazendo bonita para os moços bonitos da cidade.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Amigos

Ah queridos amigos!
Que seria de mim sem todo este amor?
Nos olhos de vocês
sinto que está tudo em paz,
e dentro do coração
a vida vai leve como um rio.
Turbulenta sim,
mas água é assim mesmo,
tem sua faces, e espelhos, e segredos.

Dentro e Fora

Penso neste momento,
qual é essa fronteira que separa ou abraça
o dentro do fora.
Sinto um grande sorriso guardando estas paragens.
Talvez seja isso o universo....
o verso único que é recitado em cada coração.

voltar pro céu