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Ok, eu já era meio véia na época de Vila Sézamo (em 1972, eu tinha 17 anos) mas foi o primeiro programa de TV que eu assistia, fora algumas séries: Agente86, A Feiticeira, Sombra Guerra e Água Fresca, Sessão Coruja, Mood Square e mais tarde, MASH. Vila Sézamo foi o máximo que eu havia visto em termos de produção de TV, ah era um delírio, engraçado, sutil, bem-humorado, lovelly, rsrsrs.
Aqui vai o vídeo MahnaMahna!
Ah, e o Enio e o Beto? O Enio super sacaninha e o Beto um chato de galocha.
Bem, me animei ouvindo a música de abertura do programa, todas do Marcos Valle, que na época era um gato, cabelos loiros compridos, vivia em Ubatuba desfilando na praia. Uma coisa puxa outra....
Fiquei pensando; como era diferente a programação infantil daquela época, e olha que nem faz tanto tempo, apesar de haver programas de baixo nível. Acho que a diferença mesmo é que as emissoras eram de número incomparavelmente menor, sem falar que elas se desligavam à noite. Meus filhos acham a maior graça quando digo que TV tinha hora pra começar e acabar, é anterior ao advento das "24", que parece tornar tudo mais "profissional". Sério gente, quem não fica puto da vida quando liga pra um serviço telefônico e uma gravação diz o horário de funcionamento, que claro, não é o que você está ligando? É, estamos contaminados pelos vírus 24h. Bom, vamos ao Enio que é mais divertido, em dose tripla.
dica de amigo - ThomazDirickson
Aproveitem essa verdadeira obra cibernética, que segundo a Bia Masson:
"...é sensacional! Pela primeira vez me dei conta de que o mundo cibernético não tem pessoinhas trabalhando, são coisas que trabalham por si, imagens que se formam, sons que se reproduzem, zoons que milagrosamente se formam...Isso é a tecnologia. Bits e bites. Coisas acontecendo sozinhas, instantâneas. Achei genial a coisa toda. E o carinha fazendo o som, é de uma sutileza..."
http://www.vw.com.br/fox/index_2.html
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Jean-Pierre Rampal é considerado o maior flautista clássico de nosso tempo. Tem um disco dele em especial que eu gosto muito, é um disco de Jazz, o único disco não clássico de sua carreira e, foi por causa dele que eu conheci o Jean-Pierre - não ao vivo, claro, a não ser que conte a vez em que ele tocou no Teatro de Cultura Artística em sampa, que eu fui. Aqui nesse vídeo, ele toca, a meu ver, a música mais linda do vinil Suite for Flute and Jazz Piano, Sentimentale, sempre acompanhado de Claude Bolling, o grande pianista francês.
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