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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tema e abertura - The Sopranos

Me animei e encontrei o tema e a abertura da série. A música é muito boa, da banda Alabama 3 que eu nunca tinha ouvido falar, nem ouvi de novo. Gosto da abertura também pela filmagem decrescente, passeando por New York, fazendo o percurso até New Jersey e os famosos condomínios do subúrbio. É mesmo uma viagem.
Devo confessar que sou fã da série, e que vi tudo mesmo, até o mais amargo fim. Me embrenhei tanto na vida da família, que cogitei até em ser mafiosa....ou quase. Gosto também bastante do James Gandolfini, O Tony Soprano. Enfim, a gente fica meio órfã quando acaba um série desse porte.
Falando sério, a série não teria a audiência que teve, nem teria ganho tantos premios, se seu mot fosse a Máfia. As subversões, extorsões, jogatinas e submundo, servem de pano de fundo para escancarar os problemas do ser humano. É fascinante ver Tony Soprano, um mafioso temido, não saber lidar com seu filho adolescente e exigir que ele estude, trabalhe e seja um cidadão exemplar. Ou Carmela, sua esposa, às voltas com o capelão e o serviço social, fechando os olhos para o ganha pão do marido, sempre pesando se deseja mesmo viver uma vida mais modesta do que a que leva. Aliás, quando ela critica Tony Soprano, ele questiona os gastos e as frivolidades dela. E é final de assunto.
Enfim, independente do modo de vida, do princípios ou dos modelos que seguimos, somos todos iguais, temos os mesmo problemas no que concerne ao nosso destino, à nossa criação, aos nosso pais, às nossas perdas e frustrações. Por essa razão, apesar da vida ilícita dos Sopranos, sua humanidade fala mais alto e, num certo momento, nos vemos torcendo por eles, naquilo onde somos todos tão irmanados. A vida e suas inúmeras perguntas sem respostas.
Então, mesmo vilões podem nos parecer simpáticos e verdadeiros em seus questionamentos quando nos aprofundamos em suas mentes e almas. Dá pano pra manga.

Só para aficionados: The Sopranos

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Vila Sésamo

Ok, eu já era meio véia na época de Vila Sézamo (em 1972, eu tinha 17 anos) mas foi o primeiro programa de TV que eu assistia, fora algumas séries: Agente86, A Feiticeira, Sombra Guerra e Água Fresca, Sessão Coruja, Mood Square e mais tarde, MASH. Vila Sézamo foi o máximo que eu havia visto em termos de produção de TV, ah era um delírio, engraçado, sutil, bem-humorado, lovelly, rsrsrs.

Aqui vai o vídeo MahnaMahna!

Ah, e o Enio e o Beto? O Enio super sacaninha e o Beto um chato de galocha.

Vila Sésamo - 2

Bem, me animei ouvindo a música de abertura do programa, todas do Marcos Valle, que na época era um gato, cabelos loiros compridos, vivia em Ubatuba desfilando na praia. Uma coisa puxa outra....

Fiquei pensando; como era diferente a programação infantil daquela época, e olha que nem faz tanto tempo, apesar de haver programas de baixo nível. Acho que a diferença mesmo é que as emissoras eram de número incomparavelmente menor, sem falar que elas se desligavam à noite. Meus filhos acham a maior graça quando digo que TV tinha hora pra começar e acabar, é anterior ao advento das "24", que parece tornar tudo mais "profissional". Sério gente, quem não fica puto da vida quando liga pra um serviço telefônico e uma gravação diz o horário de funcionamento, que claro, não é o que você está ligando? É, estamos contaminados pelos vírus 24h. Bom, vamos ao Enio que é mais divertido, em dose tripla.











Poeminha enfeitado de cor - 2009

Começou assim, cores bem discretas
tudo menina bem-comportada
aquarela manchada de cinza
sombreada por construções silenciosas.

Cimento, com inveja do Céu,
se tingiu de cor e refletiu a tarde
com toda força de seu coração
cara de pedra ofendida.

Cada detalhe exalava Céu, Sol, Firmamento,
Banhando de luz a pele da cidade.

Lua, dama quieta, mas atenta,
apareceu para conferir tanta brincadeira
E observou - de rabo de olho –
Tanto acontecimento efêmero.
Quem tem olhos pôde ver,
Quem tem coração pôde sentir.

E Lua - engraçado -
Que não é de ninguém,
Estava lá pra todo mundo.

Ah virgem santa!
Que chegou Vermelho esbaforido,
Apressado e potente, como que esquecido de algo,
Andando de um lado pro outro,
Fazendo festa na palheta do céu.

Tudo que é cor ficou emprestada de Vermelho.

E devagarzinho
- num segundo que só Terra sabe girar-
Vermelho foi ficando sonolento, preguiçoso
....quase dormindo

Então,
Céu descansou dessa bagunça toda
de tanta cor pra-lá-e-pra-cá,
chamou Azul e calou a cor

E o dia acabou Azul, melancolia de Flor.

Mas não desespera não,
que amanhã, começa tudo de novo,
Só que diferente.
Por que o que Céu sabe de cor,
A gente pensa saber de cor.
Mas sabe nada não, nem precisa.
Quem tem olhos pode ver.
Quem tem coração pode sentir.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Louis Armstrong & Danny Kaye

Olha a classe desses dois, Louis e Danny Kaye, que além de comediante, cantava muito bem. É um tipo de graça e charme que ou o cara tem, ou não tem, é sem receita. Nesse vídeo eles dão um show de ginga e charme.

dica de amigo - ThomazDirickson

Carinho pode, sacanagem não

dica de amigo - ReginaDidio

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Site e making-of do FOX

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Ontem enviei um site incrível para alguns amigos, dica do Sérgio Tegon, colaborador assíduo do Céu. Hoje, um desses amigos me manda o making of - que tá no site - que copio aqui pra vocês. É genial, simplesmente genial. Vale a pena ver o site, nem que você não goste da Volks, o que não é, de longe, o meu caso. Sou praticamente casada com o Wagem.

Aproveitem essa verdadeira obra cibernética, que segundo a Bia Masson:

"...é sensacional! Pela primeira vez me dei conta de que o mundo cibernético não tem pessoinhas trabalhando, são coisas que trabalham por si, imagens que se formam, sons que se reproduzem, zoons que milagrosamente se formam...Isso é a tecnologia. Bits e bites. Coisas acontecendo sozinhas, instantâneas. Achei genial a coisa toda. E o carinha fazendo o som, é de uma sutileza..."

http://www.vw.com.br/fox/index_2.html

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Jean-Pierre Rampal e Claude Bolling

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Jean-Pierre Rampal é considerado o maior flautista clássico de nosso tempo. Tem um disco dele em especial que eu gosto muito, é um disco de Jazz, o único disco não clássico de sua carreira e, foi por causa dele que eu conheci o Jean-Pierre - não ao vivo, claro, a não ser que conte a vez em que ele tocou no Teatro de Cultura Artística em sampa, que eu fui. Aqui nesse vídeo, ele toca, a meu ver, a música mais linda do vinil Suite for Flute and Jazz Piano, Sentimentale, sempre acompanhado de Claude Bolling, o grande pianista francês.

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

The Final Inch

Eles são conhecidos como o "Maior exército não armado da história" e sua missão é erradicar a Polio do mundo. Sua maior inimiga é a ignorância, manipulada ou não, daqueles que se recusam a dar vacinas às crianças, por acreditarem que essas vacinas são, de algum modo, falsas.
Aqui segue o trailer do documentário realizado por Irene Taylor Brodsky, em colaboração com muitas organizações que estão citadas no site. O outro vídeo é a história por trás desse exército realizado pelo Rotary. No final segue a sinopse do documentário e o site.
Vale a pena ler e se emocionar com Gente desse Planeta. No site dá pra assistir entrevistas com as pessoas que aperecem no filme, e é muito legal ver essa gente, tão comum, tão como nós, realizando algo que nunca imaginaram, usando apenas o coração como suporte.
Ah, o título foi inspirado na famosa citação de Alexander Solzhenitsyn:
"The Rule of the Final Inch consists in this: Not to shirk the critical work, not to postpone it... one's purpose lies not in completing things faster, but in the attainment of perfection."

Trailer - The Final Inch



Um exército não armado




Sinopse
Nearly 50 years after a vaccine for Polio was developed in the United States, the Polio virus still finds refuge in some of the world’s most vulnerable places. Into India’s most impoverished neighborhoods, The Final Inch follows the massive – and yet highly personalized -- mission to eradicate Polio from the planet.

One of history’s most feared diseases, now largely forgotten; Polio has become a disease of the world’s poor. The effort to eradicate the virus has become the largest non-military endeavor in human history. In India alone, four million people are working or volunteering to prevent Polio from infecting their communities.

A global strategy aimed at hundreds of millions of children, becomes intensely personal for the quiet army of vaccinators working to save them. Into India’s forgotten communities, the film follows health workers going door-to-door, and slum-to-slum to reach unprotected children. In the most marginalized Muslim
enclaves, some children have been hidden from vaccinators because American-made medicines are not to be trusted. Others are deliberately kept behind closed doors as a form of social protest by their frustrated communities. For the world’s poorest, saying ‘no’ to vaccinations is sometimes their only political voice.
And then there are the millions of homeless children across India, who get the disease because they cannot be found in time.

The story centers around Munzareen, a UNICEF volunteer whose job it is to persuade reluctant families to accept the vaccine. Her fight against the virus is part a greater struggle in her conservative Muslim community. Facing the taunts of men and boys who ridicule her for working outside her home, she defiantly
enters the streets with a message of humanity and practical advice. She picks up school children as the emissaries in her fight, convincing families that their children’s health should transcend politics and religion.

Ash, an Indian doctor serving as one of the World Health Organization’s field lieutenants in the fight against Polio, crosses the Ganges River daily to reach communities where transmission of the virus has been unrelenting for centuries. Working with pig farmers, untouchables and those without access to health care,
he works to ensure that India’s four million volunteers are exacting and methodical in reaching every last child. Vaccines must be kept cold in one of the world’s hottest climates, and children must be vaccinated up to 10 times in the first year of life to be considered immune.

With millions of children born in India every month, these are just some of the technical challenges of eradicating a water-borne virus. Given India’s population density and lack of basic sanitation, The Final Inch takes us to Polio’s global epicenter. Echoes of a different era of Polio are heard from two Americans surviving the effects of the disease.

Martha, now 70, entered an Iron Lung the day after her brother died of the disease more than 58 years ago. Her breathing paralyzed by the Polio virus, she has hardly left the machine since 1952. Mikail, like so many American Polio survivors, regained use of his legs after intensive rehabilitation and, at 68, is using his remaining strength to ride his handcycle across his home state of Texas.
Both Martha and Mikail recall the painful legacy of the disease in a country that has all but forgotten about it, and the people who still suffer.

In all, The Final Inch explores Aleksandr Solzhenitsyn’s famous parable about the final tasks of any endeavor, and how these are always the most challenging and easy to turn our back on.

The Final Inch is a profound testament to those working on the front lines of public health in the backwaters of our world. Their stories challenge our most basic assumptions about disease, poverty and our own health as a human right.

http://www.thefinalinch.org/
dica de amigo - ThomazDirickson

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