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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Blog da Boa Notícia

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Já foi o tempo em que eu tinha uma reputação a zelar. Ai, ai, como é boa a liberdade de não ter reputação alguma, ou melhor, de ter várias, ou ter a que o interloctor - no caso, você que me lê - quiser, desejar ou puder. Esse intróito é pra contar que, quando eu tenho a sorte de ouvir o Gasparetto na rádio Mundial, acabo escutando também, o Jornal da Boa Notícia. Isso mesmo, lá só entra boa notícia, ou o que a editoria considera uma boa notícia. Achou brega? Eu também acho, mas escuto e adoro.

Bom, mas na verdade, isso não tem nadinha a ver com o post que quero passar pra frente. Hoje, aqui, me considero o Blog da Boa Notícia. Recebi uma matéria do meu amigo Yuri, aquele do momento L´Oréal, que ele encontrou na revista da, tcharám.... Joyce Pascowitch. E, desta forma, a perua entra no meu Blog pela porta da frente. Mas vamos à matéria que eu já prolixei (se não existe, deveria existir essa palavra) demais.

por Camila Garcia

foto bruno Shultze
Antonio Módulo Sobrinho, de 68 anos, é subtenente reformado da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Trabalhou na polícia por 22 anos. Fez policiamento ostensivo nas ruas, foi salva-vidas do Corpo de Bombeiros em São Vicente, na Baixada Santista, e atuou também no presídio do Carandiru. Durante 20 anos conseguiu esconder da corporação sua vida pessoal. “Nunca perceberam nada em mim, nunca dei motivo nem falei para ninguém da PM sobre a minha opção sexual”, explica.

O policial aposentado vive com Guilherme Mallas Filho, de 56 anos, há quase 41. Desde fevereiro de 2006, o casal luta na Justiça para que Guilherme possa ser incluído como beneficiário do companheiro na Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma espécie de previdência exclusiva para PMs.

Numa decisão inédita do juiz Rômolo Russo Jr., da 5ª Vara da Fazenda Pública, a dupla obteve a primeira vitória. “O cargo choca, mas não é indigno ser homossexual em nenhuma profissão”, diz o magistrado. Russo Jr. explica que, como não há uma legislação para casos como esse, o juiz deve agir como legislador, já que existe uma lacuna na lei. “Eles provaram que mantêm uma união estável, têm conta conjunta desde 1987, e que existe uma relação de afeto e dependência econômica. Não há razão para que Guilherme não seja beneficiário do companheiro.”

A Caixa Beneficente da Polícia Militar apelou e o caso vai agora para o Tribunal de Justiça do Estado. Mesmo assim Russo Jr. determinou a tutela antecipada – o que significa que, na prática, até o fim do processo, se Módulo morrer, Guilherme terá direito à pensão. A tendência é que a sentença dada pelo juiz se mantenha.

O INSS já reconhece como legítima a união estável entre pessoas do mesmo sexo para fins de previdência – e isso deu forças para que o PM entrasse na Justiça para conseguir o mesmo benefício. Anteriormente, ele havia feito a solicitação administrativamente na Caixa. O pedido foi negado.

Na Polícia Militar, a decisão judicial caiu como uma bomba. E obriga a corporação a tratar de um tema povoado de tabus. Um assunto que eles preferem ignorar. Oficialmente, ninguém fala sobre o caso.

Para se ter uma ideia do que representa dentro da Polícia Militar uma decisão como essa, na época em que os superiores de Módulo descobriram que ele era gay, em março de 1982, o policial foi obrigado a passar oito dias aquartelado e teve de responder a um IPM (Inquérito Policial Militar) por pederastia. “Pederastia era considerada uma infração grave para a PM. Hoje em dia as regras estão mais brandas, mas ainda assim todos preferem ignorar que existem homossexuais dentro da PM”, avalia Módulo. “Quando estava em serviço nas ruas, vi vários policiais querendo espancar gays na rua. Sempre impedi, sempre trabalhei corretamente.”

Módulo conta que não foi difícil manter em segredo sua opção sexual durante tantos anos. Com voz grossa e valentão, ele não dava brechas para desconfianças. Foi numa viagem para a Bahia com Guilherme que o relacionamento foi descoberto. Os dois foram parados pela polícia. Módulo tinha viajado sem o conhecimento de seus superiores e portava uma arma oficial. O tenente baiano imediatamente comunicou o batalhão dele em São Paulo da situação. E ainda fez questão de dizer que o PM estava beijando exclusivo outro homem na boca. Assim que voltou à cidade a vida dele no trabalho se transformou num inferno. Além da prisão, das ameaças, os oficiais do Serviço Reservado o chamaram para uma conversa definitiva. As opções apresentadas: ou Módulo largava o companheiro ou seria transferido para outra cidade. Ele ficou com a segunda opção e teve de sair de Santos, onde sempre morou, para vir para São Paulo controlar a entrada e a saída de visitantes no Carandiru. Ficou no novo posto por um ano e não aguentou a barra. Nessa época, a saúde dele já estava bem fragilizada. Reflexo de uma queda em que bateu a cabeça, durante um treinamento no Corpo de Bombeiros, anos antes. Além disso, toda a perseguição quando a história veio à tona lhe causou uma depressão profunda. Guilherme, que atuava como detetive particular, parou de trabalhar e passou a cuidar em tempo integral do companheiro. Essa dedicação foi um dos argumentos centrais da defesa do casal. “Guilherme parou a vida para se dedicar a Módulo”, constata Márcia Arbbrucezze Reyes, advogada dos dois.

Módulo faz coro: “Não importa o sexo da pessoa, o que importa para mim é que ele sempre esteve ao meu lado e depende de mim financeiramente. Não quero desampará-lo depois de todos esses anos juntos”.

Na audiência, Márcia também levou ao juiz cinco testemunhas que comprovaram a relação duradoura e harmônica dos dois. Eram amigos, vizinhos que conviveram em épocas diferentes com eles. Os fatos, documentos e depoimentos convenceram o juiz Russo Jr. de que as alegações faziam sentido e eram verdadeiras.

Com essa decisão, certamente uma nova página da nossa legislação começa a ser reescrita.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Xoxota, essa desconhecida - 2ª parte

Welll amigos e amigas em busca da verdade acima de qualquer suspeita: aqui vai a segunda parte do documentário sobre a "desconhecida", também chamada de "perseguida" e, talvez, nunca encontrada, Xoxota. Utilidade pública e privada; agora não tem mais desculpa, nem dor de cabeça, nem papo cabeça. O negócio é se aprofundar no tema e, boa sorte!
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Stevie Wonder - Superstition

Hua hua hua, como diria o Maikel, um amigo querido(oi Maikel!). Essa música do Stevie é super, é bárbara, é de arrasar. Nossa, que vocabulário mais das antigas.... tal qual a música. Porém ela é tocada em todas as rádios que escuto, e sempre parece uma coisa nova, uma nova onda, não tem idade essa obra. Esse vídeo é antiquíssimo, nem sei dizer quanto, acho até que o Stevie nem era cego ainda. Ai, perdão pela brincadeira vai..... mas não me segurei. Curtam, que não se faz nada assim, nem parecido, hoje em dia.



terça-feira, 5 de maio de 2009

Hugh Jackman

O frisson da semana fica por conta de Hugh Jackman , que dentre outras proezas, apelidou o " seu negócio" de James Roger. Nossa, será um misto de James Bond com Roy Rogers? Tipo um espião à cavalo? Ou um cawboy escocês? Temática complexa essa...
Mas enfim, não sou fã de quadrinhos, muito menos de "negócios" com nome próprio. Eu achava o bonitão mais charmoso antes do X-Men. Bom, não que eu rejeitasse o bonitão, longe de mim, mas.... bom, esse é outro assunto e, quem sou eu pra rejeitar bofe, minha gente! Olha a foto, mulherada!! Isso que eu chamo de um Homem X.
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Língua, Caetano e Elza

Essa música marcou o retorno de Elsa Soares e seu reconhecimento pela ala cool da música brasileira. "Língua" está recheada de frases que podem ser citadas em separado, formando um conjunto incrível de pensamentos, sentimentos, piadas e gagues. Aqui as minhas prediletas.

"A poesia está para a prosa, assim como o amor está para a amizade, e quem há de negar que esta lhe é superior."

" Se você tiver uma idéia incrível, é melhor fazer uma canção, está provado que só é possível filosofar em alemão."

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domingo, 3 de maio de 2009

Uma vez Flamengo....

Duplamente feliz, copio do Blog do Noblat o hino do Flamengo, na versão do Tim Maia, que é um luxo. E por dentro ainda tô cantando: Salve o Corinthians, o campeão dos campeões.....

É Campeão, invicto!

É CAMPEÃO


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Simonal e Sarah Vaughan

Adentrando os anos a polêmica Simonal, informante ou não, um fato não deixa dúvida nem provoca espanto: o cara é bom, o cara tem swing, o cara encanta. Neste vídeo ele canta, ou melhor, ele reinventa “Happy Day”na gravação da TV Tupi, 1970, e a convidada é Sarah Vaughan. Muito bom mesmo!


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Discriminação


Há décadas, quando não existia isso de politicamente correto e a gente não era achincalhado por puro deleite de gente besta que não entende uma piada séria, eu e um amigo de Socorro, o Zetão, concordamos que o cúmulo do azar era ser negro, judeu, corinthiano e petista, combinação imbatível no quesito discriminação. Devo dizer que tanto eu como o Zet, tínhamos metade dessas atribuições. Mas conto isso, sob pena de ser crucificada, apenas para dizer que: discriminação atrai discriminação. Ah, vai, essa é nova heim?

Pois é, começou com os fumantes. Os não fumantes saíram de seus paraísos de ar puro ( me dá o endereço por favor) para parabenizar o governador de sampa - que não vou dizer o nome - por sua lei anti-fumo. Ah, tenha dó... lei anti já é uma lei escrota pro excelência. Mas não faz mal, o tiro sempre sai pela culatra, ou o que vai volta, ou Santa Bárbara, ninguém aqui estudou um mínimo de história na vida?

Quando começou a perseguição à judeus na Europa, os cristãos e afins se benzeram agradecendo que não era com eles. Espera gente, espera que um dia vocês chegam lá.

Mas então, é com uma ponta de revanchismo que leio a notícia que os gordos vão ter que pagar acento extra em algumas companhias de aviação e que, que no Estado do Alabama (EUA), o governo cobrará, a partir de 2011, US$ 25 por mês de obesos que não se cuidarem.

Outra notícia fala do projeto de lei 2204/2009, que obriga a Secretaria Estadual de Saúde a divulgar, em seu site, os nomes de todos os portadores do vírus da Aids, que moram no Estado do Rio com CPF e identidade, sob a justificativa de que eles colocam em risco outros cidadãos. Esse projeto é do deputado federal Jorge Babu, com carreira invejável: expulso do PT por fazer parte de rinha de galos na zona oeste do Rio, acusado de formação de quadrilha e chefiar milícias em vários bairros da região, e otras cositas mas.

Bom, este post não visa discutir leis - aliás não visa discutir nada, isso não é uma democracia - mas observar a pretensa ingenuidade, burrice, inveja e outras qualidades mais das pessoas em geral e do ser humano em particular. Vai, vai discriminando... tua vez vai chegar.

Então, ouso dizer, que o grande azar agora é ser: fumante, gordo e soro-positivo.
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Xoxota, essa desconhecida

Marcelo Tas, há mil anos, produz divertimento e cultura e me faz rir de montão. Aquela risada que a piada nunca perde a graça, sabe cumé? Aí vai mais uma investigação de "ponta" do rapaz.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vou de raposa agora


Como posso explicar?
Não sei como sobrevivi todos esses anos sem o FireFox.

Não sei como suportei o InternetExplorer que, como o próprio nome já diz, sem rodeios, só me explorou. Explorou minha paciência, meu tempo, minha boa vontade e, finalmente, meu amigo Toninho que cansou de me explicar que eu TINHA que mudar de navegador. Mas, marinheira de primeira viagem é assim, cabeça dura. Tá certo que essa viagem vem de longe, eu diria uns 10 anos.

Mas agora resolvi mudar, ampliar meus horizontes na mão dessa raposa esfogueada.

Gente, não custa vai, dêem uma chance ao novo. Tentem o FireFox. Sua vida internética nunca mais será a mesma. Palavra de grumete!

Puxa, agora que estou livre do monstro explorador, me parece tudo mais claro. Sérgio, acho que você também já tinha me esculhambado por usar o Explorer....tinha?
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voltar pro céu