.Gente, detesto fazer o papel da perseguida, da humilhada, da coitada. Gosto de estar no time fora da jogada. Dificilmente me deixo levar por matérias, vídeos, poesias ou choradeiras que encontro pela vida. Tento, através de muita água que já rolou aqui em cima destes pezinhos nº 39, separar o que me compete, e o que os fazedores de perseguidos estão criando. Sim, porque uma vez que você embarca no cargueiro dos injustiçados, ah! minha filha, é duro sair viu. Ninguém gosta de ter por companhia um ex-qualquer coisa.
Mas indo adiante e, tendo como respaldo lógico a minha colocação - e me perdoem se vai parecer trocadilho - a mulherada quase sempre paga o pato, a galinha, e até o porco.
Olha só: todas mulheres de sapato a sapatinho, sabem o lado desgastante e ingrato da menstruação. Nem vou falar pra também não apavorar os bofes. Mas não é fácil. E, intrigueiras de plantão, não estou falando aqui da parte boa, porque que na verdade, ela varia de mulher para mulher e este não é o assunto do post.
Mas minha Nossa Senhora do Modes, em nome da preservação do planeta, em nome da sustentabilidade e, em nome de algum filho da puta que não tinha mais o quê fazer e pra se vingar de sua mãe, inventaram um copinho. Sim meninas, um copinho pra gente enfiar na perseguida durante a menstruação. Nem vou falar dos inconvenientes de tirar, lavar, transportar. Não, vou falar do incômodo físico que deve ser.
Lá, no outro século, quando "virei mocinha", a menstruação era chamada de "incômodo", sério. A gente dizia pra madre-superiora da escola: "Hoje não posso fazer educação física por que estou incomodada." Eu comecei usando Modes, graças a Deus que é Pai. Mas algumas amigas adiantadinhas, usavam uns paninhos que tinham que ser desinfetados, lavados esterilizados e, se bobiasse, bentos pelo pároco mais próximo.
Quando apareceu o Modes, ah, foi uma festa. O Sempre-Livre? Era ouro puro. E quando acabou a polêmica se tampão tirava a virgindade ou não, já estava aprecendo o OB, ufa, que beleza. Posso dizer que a partir desse momento, não se dizia mais "incômodo". Não mesmo, por que menstruação virou uma coisa normal, amparada pela tecnologia e, por algum santo homem que quis dar mais conforto às mulheres. Ou ainda, pelo capitalismo dando seus primeiros passos em busca de outros mercados, prática que aprimoraria muito em meados do século XX e início do XXI.
Desculpe se me estendo, mas de novo, como tantas outras vezes na história da humanidade, as mulheres terão que fazer um sacrifício? E que sacrifício é este? Usar um "copinho de silicone" nas suas entranhas em nome da sustentabilidade?
Ah, faça-me o favor, e ainda ter que dizer que é confortável e aquela ladainha toda das "mina" politicamente corretas? E o mico. Imagina você naquele findi com o bofe novo, primeira viagem juntos, aquela saia-justa de se mostrar e ver ao mesmo tempo e, ao invés de levar OB, você, mulher moderna e engajada, leva seu copinho. De bobeira deixa o copinho dando sopa no banheiro. O bofe pega o elemento, sem querer e, adentra pela porta do banheiro perguntando:"Querida, que porra é essa?"
Mas indo adiante e, tendo como respaldo lógico a minha colocação - e me perdoem se vai parecer trocadilho - a mulherada quase sempre paga o pato, a galinha, e até o porco.
Olha só: todas mulheres de sapato a sapatinho, sabem o lado desgastante e ingrato da menstruação. Nem vou falar pra também não apavorar os bofes. Mas não é fácil. E, intrigueiras de plantão, não estou falando aqui da parte boa, porque que na verdade, ela varia de mulher para mulher e este não é o assunto do post.
Mas minha Nossa Senhora do Modes, em nome da preservação do planeta, em nome da sustentabilidade e, em nome de algum filho da puta que não tinha mais o quê fazer e pra se vingar de sua mãe, inventaram um copinho. Sim meninas, um copinho pra gente enfiar na perseguida durante a menstruação. Nem vou falar dos inconvenientes de tirar, lavar, transportar. Não, vou falar do incômodo físico que deve ser.
Lá, no outro século, quando "virei mocinha", a menstruação era chamada de "incômodo", sério. A gente dizia pra madre-superiora da escola: "Hoje não posso fazer educação física por que estou incomodada." Eu comecei usando Modes, graças a Deus que é Pai. Mas algumas amigas adiantadinhas, usavam uns paninhos que tinham que ser desinfetados, lavados esterilizados e, se bobiasse, bentos pelo pároco mais próximo.
Quando apareceu o Modes, ah, foi uma festa. O Sempre-Livre? Era ouro puro. E quando acabou a polêmica se tampão tirava a virgindade ou não, já estava aprecendo o OB, ufa, que beleza. Posso dizer que a partir desse momento, não se dizia mais "incômodo". Não mesmo, por que menstruação virou uma coisa normal, amparada pela tecnologia e, por algum santo homem que quis dar mais conforto às mulheres. Ou ainda, pelo capitalismo dando seus primeiros passos em busca de outros mercados, prática que aprimoraria muito em meados do século XX e início do XXI.
Desculpe se me estendo, mas de novo, como tantas outras vezes na história da humanidade, as mulheres terão que fazer um sacrifício? E que sacrifício é este? Usar um "copinho de silicone" nas suas entranhas em nome da sustentabilidade?
Ah, faça-me o favor, e ainda ter que dizer que é confortável e aquela ladainha toda das "mina" politicamente corretas? E o mico. Imagina você naquele findi com o bofe novo, primeira viagem juntos, aquela saia-justa de se mostrar e ver ao mesmo tempo e, ao invés de levar OB, você, mulher moderna e engajada, leva seu copinho. De bobeira deixa o copinho dando sopa no banheiro. O bofe pega o elemento, sem querer e, adentra pela porta do banheiro perguntando:"Querida, que porra é essa?"
Bom, deixo o final da história pra sua criatividade, ou pra sua coleção de micos.
O que quero mesmo colocar(?) é que é ridículo, discriminatório, uma judiação fazer as mulheres pagarem esse mico, ainda que seja um mico (leão-dourado-último-da face-da-terra) ecológico.
ABAIXO O COPINHO!
PS- Meninas, as novinhas e as pós-balzac, as mais suceptíveis às críticas, não se deixem abater. As primeiras para serem aceitas no mundo "de verdade" e as segundas, para não parecerem velhas, desatualizadas. Ah, ser aceita, ser querida. Caceta que chegamos sempre nesse mesmo lugar?
Então tá! ABAIXO O COPINHO!
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O que quero mesmo colocar(?) é que é ridículo, discriminatório, uma judiação fazer as mulheres pagarem esse mico, ainda que seja um mico (leão-dourado-último-da face-da-terra) ecológico.
ABAIXO O COPINHO!
PS- Meninas, as novinhas e as pós-balzac, as mais suceptíveis às críticas, não se deixem abater. As primeiras para serem aceitas no mundo "de verdade" e as segundas, para não parecerem velhas, desatualizadas. Ah, ser aceita, ser querida. Caceta que chegamos sempre nesse mesmo lugar?
Então tá! ABAIXO O COPINHO!
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