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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Educação



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Me ensinaram as leis 

Me mostraram os códigos
Me falaram dos preconceitos
Me ordenaram as instituições.


Me contaram das guerras
Me lavaram de dor
Me lacraram a cor
Me selaram a posse.

Me mataram sabendo
E eu morri sem saber.

domingo, 26 de setembro de 2010

Porcentagens de sucessso

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Meu filho chegou em casa.
Olho pra ele, lindo, bem educado, saudável, culto e feliz, e não posso deixar de me sentir agradecida por essa benção: de ter nascido numa família que tinha tradição e grana pra que eu pudesse educar meus filhos. Ter nascido nessa família e ainda, branca, loira e católica, fez 50% do meu sucesso.

Ao olhar meu filho, nesta noite e sempre, não posso deixar de ter alguma culpa pelas mães que não tiveram essa chance, já no nascimento.

Não fosse tudo isso, ainda estudei na USP, paga com o dinheiro do contribuinte, paga com suor de tantos trabalhadores que muitas vezes, nem comida suficiente tinham pra oferecer a seus filhos. Esse foi o outro 20% do meu sucesso.

Não posso deixar de sentir alguma culpa.

Na minha vida familiar, era na cozinha, nos currais e nas dependências dos empregados que rolava a vida verdadeira. Alegria, compreensão, coleguismo. Sempre preferi a eles, que qualquer outro grupo de minha criação.

Tentei incutir nos meus filhos essa visão humanitária de vida, mas percebi que esse tipo de marca a gente trás no coração, de nascença.

Nasci nos anos 50. Quando eu ainda estava no primário, o mundo começou a assistir a maior transformação comportamental e tecnológica dos nossos pobres 5ooo anos como humanidade. As raças queriam se impor como seres humanos, mulheres, negros, homossexuais, crianças, adolescentes e idosos teriam seus direitos preservados, voto universal, queima de sutiãs, condições de trabalho, protestos, passeatas, indignação geral em todos os setores da vida sobre a Terra.

Eu vi, ouvi e senti! Não precisei fazer nada, a não ser seguir este curso da história, aberto para mim com a vida de tantos seres que se sacrificaram para dar à posteridade, alguma dignidade. Este é o outro 20% do meu sucesso.

Eu sei, eu vivi chegar em qualquer lugar, branca, bem educada, com boas roupas e ser bem atendida. Isso não me deixava satisfeita, ao contrário, me envergonhava e me dava a exata medida que, o que eu era, de verdade, não importava. Importava apenas a minha a classe social. Isso! me diminuiu a vida toda. E me fez sentir, ainda que metaforicamente, o sabor de ser um ser humano desdenhado por sua etnia, descendência ou classe social.

Eu vivi também a auto estima dos poderosos. Como eles chegam e exigem, decidem, quebram tudo em nome de seus direitos hereditários ou conquistados. Porque ser poderoso, é um estado de espírito, de espírito de porco. Na vida pessoal, despidos de seus adornos, cargos, acessóriso, eles não são nada, nem ninguém. São crianças que temem o escuro, que temem o amor e as verdades vindas do coração. Auto estima é verdadeira quando vem da consciência, da alma e do coração. Só assim  posso encarar minhas derrotas, minhas limitações, e aceitar outro ser humano sem vergonha de quem eu sou.

Marcuse disse que, nem o advento da suprema liberdade nos redimirá daqueles que morreram em dor. À época não entendi bem isso, no vigor absoluto dos meus 18 anos, mas agora, entendo bem.

Não entendo de política, de economia, de porra nenhuma. Mas entendo de dignidade, porque eu a tive e mais ainda, pude ver quem não a teve, que trajetória inglória, cheia de dor e preconceito que eles enfrentaram.

Não entendo de nada, mas tenho um coração, que é 10% do meu sucesso. Ele me diz que não é possível que todas as mães não possam dar comida pros seus filhos. Não possam dar leite, carinho, tempo, educação, água encanada, esgoto, luz elétrica, poesia, cinema, parques, pôr do sol....

Eu posso estar enganada politicamente falando, mas isso importa pouco. A História é feita desses enganos. Ilustres personalidades em todos os tempos se enganaram.

Mas não estou enganada quanto às minhas atitudes de vida. Tento levar a ferro e fogo o que meu coração diz, sempre pautado nessa culpa. Tento dar exemplos aos meus filhos, amigos, empregados e patrões, da minha dignidade indignada. Da minha genuína vontade de que todos pudessem viver em liberdade e felicidade. Com as coisas mais triviais pras pessoas que como eu, nasceram com tanta porcentagem de vantagem.

É o mínimo que posso fazer, neste 10% que me tange.

Censura nas Artes

TUDO COBERTO
Obra de artista argentino com os candidatos é retirada da Bienal de SP

A interdição de uma obra antes da inauguração da 29ª Bienal de São Paulo não foi o primeiro nem será o último caso de polêmica gerada em seus pavilhões. Desde que a Bienal é a Bienal, é o lugar propício para os boicotes, as intervenções, os questionamentos às instituições. Talvez exatamente pela imensa repercussão de tudo aquilo que é produzido dentro de seus monumentais nove mil metros quadrados de arquitetura modernista. Em uma Bienal que elege a política como tema não poderia ser diferente. Especialmente em época eleitoral.

O vespeiro da vez é a obra “El alma no piensa sin imagen”, do argentino Roberto Jacoby, vedada da 29ª Bienal por fazer propaganda à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.
Os dois grandes painéis com as fotos de Dilma e Serra tiveram repercussão pública imediata, mas, por recomendação do Ministério Público Federal, depois de consulta efetuada pela própria Fundação Bienal, foram cobertos três dias antes da inauguração da mostra.
“Pela primeira vez na história, a crise que os países centrais provocam não é paga pelos países periféricos. Lula é a figura política mais importante do mundo. É mais importante que Obama”, disse Jacoby para justificar sua instalação-comitê.

Com pôsteres, palco, equipamento para conferências e cerca de 25 cabos eleitorais que atendiam pelo título de Brigada Argentina por Dilma, a obra efetivamente configurava um comitê. “Ele havia nos dito que faria uma campanha fictícia”, diz o curador Agnaldo Farias. “Ele sabia que seria interditado. Esse é um caso de projeto feito para ser barrado.”
Paula Alzugaray
http://www.istoe.com.br/reportagens/102658_A+ONDA+VERMELHA?pathImagens&path&actualArea=internalPage

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O que pretende a Mídia Comercial?

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O QUE PRETENDE A MÍDIA COMERCIAL
TEXTO DE FREI LEONARDO BOFF(*)

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

Pura ilusão

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praBetinaMoraes
...eu queria dar veneno pro povo daqui....
não me sinto amada
eu sou assim.

Mimada?
Exibida?
Carente?
Adjetivem como quiserem.

No fundo Betina,
no fundo da noite,
do poço da noite,
ainda que de dia
vale o que eu sinto?

Eu...
ego
padrão
memória ativa
coração
isso pode se misturar?

Queria perder a memória
não precisar de mais de ninguém
nascer de novo
sei lá.

Confissões da tristeza
da bebedeira
da solidão.

Eu
sem vc,
não vou te misturar nessa absoluta ingratidão

Sim....
sou pura ilusão.

foto: sam-taylor-wood

sábado, 18 de setembro de 2010

Quimera

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Tem dias que me pesa o vivido
Ou a sombra do não vivido
Me cega a luz de minha mão vazia
Me esvazia o peso de minha casa e pertences
E a desnovidade de todas as coisas

Olho de soslaio pra um novo dia
Interpondo-se entre mim e meu desterro

Por preguiça de viver essa tal vida,
a vivida
ou a sonhada
ou a esperada
Atraso a ida ao sono

Madrugada me embala na sua atmosfera
Mãos de fada
Rosto de menina
Alma de quimera

obs: Quimera é peixe da ordem dos holocéfalos, que vive em águas profundas em todos os mares.


A divina Quimera é do blog Livres Pensadores

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Alma Imoral

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A atriz nua, a platéia sem respirar, momentos de tensão sentida em cada poro do corpo. O quê virá? O quê vai acontecer?

Como numa cena de cinema, onde ficamos atônitos e sem noção, estamos ali, diante da alma, da Alma Imoral. Da alma que quer, que anima e desanima, que não quer ser controlada por nada nem ninguém.

Quem assiste não asiste somente, se assiste em cada segundo, e tem segundos nessa trajetória que parecem séculos. E de séculos segue a peça..... e a gente, a gente, pobremente vestidos de hipocrisia e vergonha, se sente mais nu do que a atriz.

Mas a carapuça não serve a todos. Risos, aplausos, intejeições de assentimento... tudo mentira, tudo teatro. Nessa peça maravilhosa, os atores somos nós. Nós fingimos ser quem não somos, com nosso textos decorados desde sempre.

Ter coragem de assumir a farsa.... quem tem?

Uma peça para se assistir muitas vezes, baseada no livro de Nilton Bonder, estrelada pela maravilhosa Clarice Niskier.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Leitora Crítica-Vai que é blog

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Gentefina, poucos são os blogs que visito com verdadeira curiosidade, pois sempre eles têm o que me dar. É que eu sou muito chata, exigente, sentimental, (•♫♪ eu sou, eu sou demais♪♫•). Esse blog da Gerana, é um daqueles que meu PC vai de teclado fechado, sabicumé?
Olha a postagem que ela fez pro Ferreira Gullar: vai, fala se não é demais da conta, gentefina?
Segue aí só no Ctrl copy!

Gerana Damulakis

Uma homenagem...
porque sua poesia seguiu - e segue - lado a lado com o país desde o começo da segunda metade do século 20, porque sua poesia se fez surreal, se fez concreta, se fez neoconcreta, se fez crítica e continua sendo feita, porque seu "eu" lírico sente e versa a natureza, porque o poeta carrega também as cidades, não apenas a sua São Luís do Maranhão, mas o Rio de Janeiro, Buenos Aires, Santiago do Chile, porque Gullar vive o homem brasileiro, o homem latino-americano, porque hoje Ferreira Gullar completa 80 anos.

CANTIGA PARA NÃO MORRER

-----------------Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


-----------in Dentro da noite veloz


Ilustração: Hélio Oiticica (1937-1980).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Antonio da Costa Santos

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reeditado
Dia de aniversário também, da morte de um cara muito do legal, que lutou contra o crime organizado e foi brutalmente assassinado.
8 anos se passaram, e nada de nada, nada resolvido, tudo arquivado. Mas enfim, só pra não deixar passar em branco, fica em paz Toninho.

"O dia dez de setembro de 2001 jamais sairá da memória do povo de Campinas, nesta data o prefeito Antônio da Costa Santos, com apenas oito meses e dez dias de governo, foi brutalmente assassinado sem que se saiba quem matou e principalmente quem mandou matar.
Toninho, antes de ser eleito prefeito, dedicou sua vida política e acadêmica durante as décadas de 80 e 90 à militância contra a especulação imobiliária, que possui seu braço junto ao narcotráfico, a economia e a política. Quem não se lembra de suas ações em defesa do patrimônio histórico e ambiental da cidade, ou então em defesa do zelo e ética na coisa pública?
Quando eleito, Toninho sob o lema “Coragem de Mudar”, com a caneta na mão e sem rabo preso com ninguém, deu início ao programa de governo democrático e popular efetuando mudanças estruturais na administração pública, contrariando os interesses dos históricos saqueadores do cofre público de nossa cidade.
O inquérito policial, sobre o seu assassinato, conduzido pela polícia civil do Estado de São Paulo possui vícios e inúmeras contradições. Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo não levou em consideração as ações do prefeito em defesa da coisa pública, e simplesmente ignorou indícios concretos e a opinião da população, não investigando a tese de crime de mando, defendendo de forma inexplicável a frágil tese de que o Andinho foi o responsável pelo assassinato do prefeito, por motivo comum.
Tal tese insustentável foi reprovada pelo Poder Judiciário de São Paulo, em primeira e segunda instância, na segunda por unanimidade. Sendo que a decisão judicial determina o imediato retorno das investigações. Será que a mesma polícia civil de São Paulo possui credibilidade para tal empreitada? Por que não federalizar as investigações?
Desde o assassinato, a família do prefeito e a população de Campinas vêm pedindo a intervenção federal no caso, com o ingresso da Polícia Federal nas investigações, e a decisão do Poder Judiciário de São Paulo só reforça tal necessidade. A existência de indícios concretos de crime de mando atende perfeitamente os requisitos legais para a federalização das investigações. O pedido de intervenção federal encontra-se na mesa do procurador-geral da república desde 07 de julho de 2008, aguardando o seu parecer quanto à federalização.
A omissão do Estado, nos âmbitos federal e estadual, somente colabora para que a impunidade e a corrupção mais uma vez saiam vencedoras em detrimento daqueles que constroem a democracia.
Campinas, 10 de setembro de 2009."

Me achando

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Quando estou linda, leve e loira, destilando meu bom-humor, negro, muitas vezes - confesso, e que tudo no mundo me faz pensar em outra coisa, lá ligadinho na minha memória e felicidade - , sim, quando estou bem demais, meu filho me diz “ mãe, você tá se achando!”

Então garrei a pensar que é bem divertido e peculiar que, quando a gente “tá se achando”, é porque a gente se achou. Quando eu me acho, é porque me encontro, me encontro aqui dentro de mim, me encontro lá, dentro de todo lugar, sou, estou e me acho. Né não?

Então vou seguindo meu caminho, me achando mesmo, sempre tendo a chance maravilhosa de me perder por aí, a qualquer instante, só pra depois me achar. E doa a quem doer!
Acho – apenas acho gentefina -, que estou aprendendo a viver.
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Presentes

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Bem, nada como uma sexta-feira pós feriado pra ter tempo e vontade de receber presentes. Esse selinho fofo é do Blog da Jéssyca, uma menina linda, alegre e que escreve super gostoso. Coloca arte e cor em tudo, de modo rápido e eficiente, como ralâmpagos na alma. Jéssyca minha linda, já te disse e repito. Quando eu ficar pequenininha de novo, quero ser como você. Obrigada!
Já este selo chiquetézimo, ganhei da Mariana que tem um Blog delicioso, rápido e amoroso, que eu gosto muito de passear nas minhas horas de deleite. Mariana querida, agradeço de coração aberto (para novos presentes...hihihi) o teu gesto tão carinhoso.

E gentefina querida, cada coisa, cada gesto, cada selinho, é pra nós todos, né não? Imagina,  o quê seria deste céuAberto sem vocês para contemplá-lo?

Ah, claro que não segui as regras... mas tudo bem, sou assim mesmo, desobediente e chata!



E aqui, no meio dessas rosas, o selinho de um ano de blog da querida Rosa Sonhadora.

Querida, que seu blog possa sempre ser um refúgio para os amantes solitários. E que um dia, a primavera possa brilhar na tua vida, do mesmo modo que teu blog brilha na blogosfera.

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