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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dúvida

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Tem dia que, me dou conta da minha situação e me pergunto: 
Onde foi que amarrei minha égua?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cyril Connolly

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Estava folheando uns cadernos, páginas da minha vida, revendo momentos e sentimentos, numa tentativa de me rever, de me reencontrar, assim, voando de alguma página, limpa e fresca como se fosse uma nova manhã nascendo colorida.... ao invés, encontrei essa frase de Cyril Connolly.

"É melhor escrever para si mesmo e não ter público, 
do que escrever para o público e não ter a si mesmo."

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse

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“Suicídio é, freqüentemente, apenas um grito por ajuda que não foi ouvido a tempo.”
Graham Greene



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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Abismo raso

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Gentefina, tô num esvaziamento que dá dó! 
Quem sabe o que o destino está trazendo...
Pra prencher tanto nada!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como diria minha avó

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Estou naquele estado inquietante
Onde poderia engolir o mundo
Num gozo inacabável
Mas que me fecho
E me mordo
E me fodo.

O mundo está aí pra quem quiser
Ou puder,
Ou merecer,
Como diria minha avó.

E eu estou aqui,
Ai, ai ai....

foto:  Velvet-Paw

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vazio Blade Runner

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Solidão....
Será?
Uma dor estranha
Uma dor de não ter dor alguma
Uma dor de discernir a possível dor
Uma dor quase intelectual.

Mas não é.
Jogo duro esse de madurecer
Não se ilude nem mesmo a dor
Mas o quê é isso afinal?
Não é dor
Não é solidão
É um vazio cheio, talvez.

Vazio Blade Runner
De olhos que viram
De corpo que sentiu
De coração que amou
De alma que atraiu.

É um vazio grávido.

Talvez, o único registro de nossas vidas
Sejam mesmo os nossos atos
E não os pensamentos.
O espírito daquilo em que acreditamos
Deve continuar vivo
Em tudo que fica
Em tudo que passa
Em tudo que está por vir.
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domingo, 3 de julho de 2011

Os vilões da existência

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Aprendi alguma coisa na minha vida no que diz respeito às pessoas. Elas reclamam muito da solidão e ficam a imaginar outras vidas onde estivessem mais assistidas e amadas. Sem exceção, a solidão é uma lamúria geral, independente do sexo, da idade ou da condição do ser. Mas se você vai falando e mostrando que ela tem gente na vida dela, ela de pronto diz que não, que não era bem isso que ela queria, que não era esse tipo de solidão a que ela se referia. Mas então, que tipo de solidão a pessoa se refere?

Experimente entrar na vida dessa pessoas imaginada aqui. Imagine-se interagindo e você, por experiência própria sabe: vai ter pau. Ah vai, porque apesar das lamúrias, ninguém, mas ninguém mesmo quer ver sua vida esmiuçada, conhecida e sujeita a críticas e conselhos. Basta isso acontecer, entra o outro vilão desse tipo de problema: espaço.

Pronto, começa a reclamação que está sem espaço, que está invadida, que se sente perseguida, que anseia, com toda sua alma, pelo silêncio, privacidade, e porque não dizer, pela solidão.
Ai, vai entender essa raça.

Vejo por mim. Tenho amigos maravilhosos, e nem vou ficar aqui rasgando seda, mas tenho sim. Aí, na boa acordo num sábado, fico com muita vontade de partilhar meu dia e vou pensando, pensando, e não encontro um, mas um só amigo que eu quisesse estar perto. Não é mal agradecimento não…. Me acompanhem num outro pensamento.

Vocês já perceberam a força que tem um comentário ou conselho de um desconhecido? Por outro lado, já notaram a verdadeira tara que temos por conhecer alguém novo, um novo lugar, e por que não dizer, uma nova vida? De preferência, que ninguém soubesse quem somos, de onde viemos e por aí afora.

Percebo também, que chego em casa com um conselho bárbaro, dado por algum desconhecido, e a galera aqui fica em chamas, dizendo que já haviam falado aquilo mil vezes. Se eles têm razão ou não, não vem ao caso, mas eles têm sim. O que conta é que um desconhecido pode falar o que quiser que a gente não fica minhocando, não faz nenhum link, não acha que ele está folgando ou querendo dizer outra coisa. Ou seja, ouvimos o desconhecido com a alma aberta, sem traumas, sem receios de invasão. Afinal, o desconhecido vai desaparecer em questão de minutos, nunca vai te cobrar atitude, nem pesar seu desempenho diante da vida. Ele veio, falou e disse… e se mandou.

Ou seja…. Difícil inferir, viu gente fina…. Mas o que me parece é que estamos presos em nossos mundos, de tal maneira, que nem palpite queremos ouvir, porque algum palpite pode mesmo desmantelar um modo de ser, de pensar, de agir. E, por mais que queiramos alguém, queremos alguém mais pro desconhecido, alguém que a gente não veja como inimigo. Porque a gente vê os mais próximos com o inimigos, concorrentes, ou pior, se acha tudo aquilo da gente, como pode nos amar? Aí tem coisa, ataca logo nossa mente, contaminando num segundo nossa alma, chegando em forma de grande dor em nosso coração.

Me olho sinceramente e vejo, como o desconhecido me agrada, principalmente porque eu o vejo com simplicidade, confiante, sem medo, não porque eu seja uma santa, uma evoluída. Não, o vejo assim simplesmente porque ele não me conhece e, portanto, não tem nada escondido no discurso dele. Porque eu, na doença suprema dessa raça, vejo sombras, indiretas, perigos e outros bichos mais, no discurso daquele que supostamente eu amo. Vou dizer gentefina, que raio de amor é esse heim?

Por essas e outras, quando acordo num dia como esse, sabadão, sol, prezo minha solidão, mas queria alguém. Ah, já sabem, alguém assim, uma miragem, quase um espelho.

Mas tudo isso fica pior quando pensamos que o que pensamos, está condicionado à nossa experiência, ao nosso conhecimento. Lógico, vocês dizem. É! O que não é lógico é que pensamos em círculo, queremos um pensamento novo, dentro um saco de pensamento viciado. É aí que precisamos das pessoas….. e seus pensamentos novos, diferentes, nem precisam ser os mais corretos…não. Mas ele dão pano pra manga, nossa mente vai lá checar, se alonga, faz espacate, pirueta….

Porém, se não conseguimos ouvir o outro sem essa peneira deprimente dos nosso traumas, fica tudo mais asfixiante, e a gente vem com essa conversa de que queríamos alguém novo. O chato é que esse alguém novo vai se tornar velho, questão de tempo apenas. E toca reclamar da solidão, pra depois reclamar da invasão.

Tô enrolando né? Tô mesmo…. Porque isso tudo é muito do triste. Vejo essa verdade(por enquanto é verdade ainda) assim, na minha cara, o tempo todo, e estou paralisada.

Não me perco de mim, e não me encontro em nada nem ninguém.

Crise de GPS interior….. ou vai saber…. Ou sei lá…. Ou porra nenhuma.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gastura na alma

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Sei não, sei não....
quando entro na turma,
quando fico sócia do clube,
ou quando me sinto da panela,
me dá uma coisa,
um anseio de ser livre,
de não precisar seguir as regras pra ser querida,
chamada,
convidada...
me dá uma gastura na alma,
que sei lá,
tenho que dar porrada,
quebrar tudo,
ir embora gritando,
pra nunca,
nunca mais correr o risco de voltar,
de cair de novo no conto da necessidade social do ser humano,
quero ser bicho,
quero ser predador noturno,
quero silêncio e solidão,
quero poder ser eu mesma,
sem medir consequências,
sem medo de ferir,
de ser ferida,
quero ser bicho,
ou santa,
ou anjo caído
dá no mesmo.
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domingo, 26 de junho de 2011

Como assim? Fui reconhecida?

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Domingo, 6 horas da tarde, tava eu lá no super, camiseta de pijama, DonnaKaran, véia e preta, bota sem meia, calça jeans, casaco preto, óculos escuros pra não ver mais do que o necessário, passando no caixa. A menina era bem qualquer coisa. Eu, formal, sim, por favor, obrigada, daria, ..... ela uma anta. 

O cara atrás de mim começa a cantar, bem pelo menos não está irritado com minha meticulozidade de embalar cada coisa em seu lugar.

Pago e coisa e tal e cadê meu cartão? Por favor, você não me deu o cartão. Deu nada, eu não tenho certeza de nada mais, porém você nem me deu o cartão. Olha aqui na carteira, nada, tá vendo? Será que essa esteirinha não andou? Como você tem certeza que não? 

O cara, o cantante olha pra mim, eu acho que andou sim, parece que vi algo. Viu, ele acha.....daria pra você abrir o compartimento da esteira? Olha lá...olha o meu cartão... , pode por a mãozinha, pega meu cartão. Obrigada... não pra você, fofa, pra você moço, que acreditou em mim.

Você é a Walkyria? Pronto, alguém do Paes Leme, ou da Usp, ou aqueles obscuros amigos das minha irmãs que adoravam frequentar a casa dos meus pais. Sim, sou eu. Suleiman? Isso, eu mesma. Você me conhece?  

Eu sigo o teu blog!

Ah gentefina, a jeca aqui não conseguiu dizer nada de bom. Ave timidez, falta de jeito, medo dos humanos, vai saber.....


Ok Placco, obrigada por me reconhecer....ave, que agadecimento mais tosco. Eu podia ter perguntado algo, dito outros tantos, mas sei lá, sou assim quando não conheço a pessoa. Depois que conheço melhor, o ser tem saudade do tempo em que eu falava pouco.


Enfim, fiquei pensando... estarei famosa, carne de vaca, arroz de festa, ou apenas uma coincidência?

Vai saber gentefina, vai saber.... a gente sempre quer saber o que significam os aconteciomentos da vida. E no fim, é isso, a vida simplesmente acontece. E nem tchum pra gente.

sábado, 25 de junho de 2011

Falso brilhante



O dia acabou
Se esvaziou de luz
E encheu a sala de sombra.

De onde estou
Levanto a cabeça
E me vejo refletida,
Exatamente no vidro do quadro
Que tem por dentro a minha fotografia.

Eu aqui,
Do lado de fora
Adentrando em mim mesma
Num eu,
Que não é mais o meu eu.
Num eu, que nem me lembro como era.
Num eu, que nem sei bem se existiu, na realidade.

Deste ponto de vista
Que verdade pode haver nessa memória?

Ai me Deus,
Será que perdi alguém nessa história?
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sábado, 18 de junho de 2011

Fadas, Travoltas e amigas do coração

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Vocês se lembram da Julia Margarido, aquela amiga que mora em Floripa, que eu fui passar uns dias e depois postei aqui os tesouros da casa dela? Foi no post  as sereias da Juju, e no da Lolita, a cachorra que nos ensina a dar as costas pras fatalidades da vida.... Se você não leu ainda, vai lá, pense que é um post que vale por três.....rsssrsr.

Bem, mas o que quero contar, é que ano passado, a Juju me mandou pelo coreio, uma caixa cheinha de presentes, um mais mimoso que o outro. Veio ainda uma cartinha reforçando nosso amor de 40 anos.

Junto com tudo, muito das faceiras e atrevidas, vieram 6 fadinhas. Juro gentefina, juro. Essas fadinhas a Juju me enviou, dizendo pra distribui-las pelas plantas. Hai, que começou um processo aqui em casa.

Coloquei em tudo que foi planta, estante, móbile, altar e nada, nada das fadinhas sorrirem. Ficavam com aquela carinha de boneca de plástico, que quem tem a menor noção de fada sabe, ah sabe muito bem, que elas estão putas da vida. E então, não se impressione quando as coisas começaream  a se perder na sua casa, ou a mudarem de lugar sem explicação. Nem se chateie se as flores não florirem mais, ou se florirem, minguarem no espaço de uma dia. Nada disso, mãos à obra com as fadinhas e deixe que elas decidam onde querem ficar.

E assim, obedientemente, fui colocando as meninas, cada dia num  lugar até que....tcharam! Elas acharam o seu lugar.

Vou mandar aqui a foto da mais danada delas, que como não podia deixar de ser, foi a Sininho. Ela ficou tão feliz com seu lugar de destaque, em cima da geladeira e ao lado do Victor, o pinguim tropical, que cismou a dançar. Gentefina, fala sério se ela não está dando uma de Travolta, nos Embalos de Sábado à Noite?













Era isso: minha amiga adorada, caixas que chegam pelo correio enchendo de mistério a nossa vida, e fadas..... o que queria contar pra vocês no dia de hoje. Com carinho sempre.







quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vai que é Blog!

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Quem é cria deste céu, sabe a alegria que tenho quando encontro um blog que me inspira, que me chama, que me agrada mesmo. Hoje quero apresentar pra vocês, o Blog Fondue For Two, da minha queridézima amiga Thais Bernardino.

Assim como eu, a Thais é uma fanática por filmes. A diferença é que ela procura, estuda, compara, sabe das coisas, e eu vou na dela, perguntando tudo, na maior cara de pau. Como muita gente consulta a Thais, ela resolveu fazer um blog.

Oquei que sou suspeita, porque eu e a Thais desenvolvemos uma amizade onde ela sabe do que eu gosto e por incrível que pareça, gostamos sempre das memsas coisas. A "coisa" mais linda que  nos une, é o Timoty Oliphant, ai meu Jesus que esse homem ainda me mata.

Mas deixando nossa luxúria de lado, entre eu e a Thais rolava de eu não gostar de um filme, e então a gente conversava e ela me dava uma dica que mudava tudo. E vice- versa. Vou dizer gentefina, podem abrir o blog, fazer a pipoca e aproveitar a distração. E tem mais: qualquer dúvida, perguntem tudinho que ela sabe, adora e se desmancha em gentilezas. E além de tudo é uma linda! Ah, poderosas anônimas e faceiras deste mundo de Deus!

Bons filmes!

voltar pro céu