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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Viagem

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De hoje a domingo estarei longe de São Paulo
Longe do meu MAC
Longe do meu blog
Deixo o nosso céuAberto nas mãos de vocês.

1 beijo!

domingo, 14 de agosto de 2011

Medo - pro meu pai, o véio Ibrahim

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Naquela manhã não foi trabalhar. Cruzou a curta distância até a casa de seu pai. Passaram a manhã trocando memórias, silêncios e olhares, no mesmo sofá que conhecia há tanto tempo. Havia sido lá o primeiro beijo, a primeira festa, as reprimendas familiares, as brigas e conversas com os irmãos e amigos, um sem nome de momentos de sua vida compartilhados com o sofá.

Sentados ali, flutuando num tempo irreal, ela sentiu um grande carinho por seu velho pai e o abraçou fortemente, pensando em quanto tempo ainda o teria por perto, como que a sua espera, sentado no mesmo sofá que ela conhecia tão bem.

Percebeu então, que muitas pessoas não estão preparadas para morrer. Mas isso talvez fosse normal, aceitável mesmo, vindo de qualquer ser humano. O que não sabia ainda, até aquele instante, é que ela própria não estava preparada para viver!

aqui mais sobre o véio Ibrahim, no dia em que queriam comprar a cueca cor-de -rosa dele, lá no hospital em que ele estava internado

foto - WalkyriaSuleiman, dia dos pais de 2010
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Da minha janela

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Da minha janela vejo as outras janelas da minha rua.
As luzes me chamam, o silêncio me chama e eu penso.
Penso nessas pessoas atrás das janelas….


O que elas fazem, como elas vivem e sobretudo o que sentem.
Penso que deveriamos estar conectados em sentimentos, 
ou quem sabe estejamos e minha surdez 
me impede de ouvir os sentimentos dos outros.



Não sei, não sei, 
só sei que as luzes me chamam, 
aqui, na minha janela.

fotos: WalkyriaSuleiman

sábado, 6 de agosto de 2011

Sem emendas

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Gentefina, eu ia escrever um lance, e percebi que já havia escrito aquilo....fui lá e tinha mesmo, não igualzinho, mas parecidinho. Entonces, reedito com algumas mudanças de percusrso.

Não sou uma pessoa normal, no bom sentido, sou uma diferente. Isso seria bom, se no escopo de ser alguém anormal (no bom sentido), não fosse eu também alguém anormal, no mau sentido.

Sou atrapalhada, obsessiva, emburrada, cismada. Não chego a ouvir vozes, mas pensando bem, nem saberia dizer se as ouço, porque dentro da minha cabeça rola tanta letra, tanto chamado e grito, que nem sei quem mora em mim. Estou ausente de mim, mas estou dentro da minha cabeça. Não sei onde estou, não saberia dizer. Se minha mente me domina, tenho uma alma solta, que vagueia sem dono pelos mares do universo. Fiz de tudo: toquei chocalho, rezei, fiz meditação, rezada, sentada, deitada, mantrada e o escambau….mas minha alma não voltou.

Estou amarrada em mim ao mesmo tempo que não me habito. Tudo isso não seria dito se não me sentisse culpada de ter um blog, de ter seguidores, e de estar assim, tão ausente, como se não desde a mínima. Deus, eu dou as máximas de ter gente me lendo, me ouvindo, porque mesmo sendo gente que nem sei quem é, elas têm o poder de me confortar. Então acho que é verdade que a gente escreve pra se sentir acompanhado….

Mas não era nada disso. Queria dizer que tenho tantas palavras, tantas frases, que nem sei por onde começar, nem sei se começo.

As palavras em português são muito fortes, dão rasteiras no pensador mais anormal. Em inglês, gift é presente, e presente de tempo, é present. Em português, presente, ganhar algo inesperado e único, é igual ao tempo presente. Outra….em inglês, sense, é senso, sentido. E sentir é feeling. Em português, sentir é sentir mesmo, mas ter senso, é fazer sentido. Poxa, não posso sentir o que não tem sentido…. Ave que minha cabeça vai assim, nessas palavras agarradas a sentimentos, desfilando na minha mente o dia todo.

Não sei mais o que é sonho, ou vida sonhada, vivida. Misturo os acontecimentos. Será que sonhei com isso, ou aconteceu? Minha biografia noturna se confunde com minha biografia diurna, soturna……

Não sei, não sei mesmo onde estou indo, onde chegarei, porque estou sendo levada. Pois é, estar sendo levada é estar sendo marota, desobediente…. ai meu Jesus…. quantas palavras significativas. Dava pra ser mais estadão?
Minha avó diria: menina, você tem que se emendar...
Pelamordedeus que passei a vida me emendando e deu nisso (outra palavra) sou uma emenda só, uma constituinte cheia de rabiscos, uma coisa pelo avesso, com nós, pedaços soltos, linhas partidas.... linhas interrompidas. E então a Gal Costa começa a cantar O Linho e a Linha bem agora, tinha que ser bem agora. E eu choro até não poder mais, e me sinto inteira, com alma, corpo e mente...será que terei que ficar chorando pra me sentir inteira? Essa emenda ambulante pode ficar inteira? Será essa a condição que a gente nem supõe que seja a necessária e suficiente? Divagando devagar..... devagar. Devagar uma ova, à velocidade da luz, que parece ser a única velocidade que conheço.

Me sinto alguém que se desculpa com todos, por não ser mais isso ou aquilo, enquanto secretamente quero distância, quero ser quem eu sou, ou melhor, quero poder saber quem sou. Mas são tantas culpas, tanto requisito, quesito, ai, não vou passar nesse concurso. É bilhete corrido. Nunca serei capaz de viver uma vida assim, normal, feliz, despreocupada. São muitas as palavras, muitas as imagens, e eu vejo tudo ao mesmo tempo....embora pareça que estou viajando em algum sonho, com cara de paisagem, tranquila e serena. Tudo mentira. Ou melhor, tudo imagem refletida na cara de quem quer ver o quer ver de mim. Sinceramente, nem eu me vejo, e quero me aventurar a achar o que os outros veem de mim.

Não sei, e aqui devia ter um ponto final, porque não vou dizer mais nada que não tenha já sido dito por mim, por outros, ai, por tanta gente nesse planeta. Talvez em outros também.

Hoje.... hoje eu tinha o firme propósito (dá vontade de rir) de responder aos comentários do blog, responder e.mail das minha amigas queridas.... e no entanto agora, de noite já, estou instalando atualizações no meu micro novo, que nem se justifica, porque não tenho mais tanto trabalho assim. Quando tinha, não podia comprá-lo.

Será tudo mesmo tão desconexo? Será essa a graça da coisa? Alguém poderia me fazer cócegas pra eu dar umas risadas, porque não tô vendo a menor graça?

A gente tem que achar a vida uma graça.
E eu não tenho achado isso, tenho perdido a graça.

Bem, resumindo, acho que queria era dizer isso pra vocês. Ando meio sem graça.

Pena que não acredito mais em nada que mude a nossa vida, tipo religião, seita, trabalho, dinheiro, novo romance, nada disso. Senão me ligava numa dessas tomadas e dava logo um update, mudava o papel de parede da minha mente, minha tela de descanso e o caralho a quatro. Mas não acredito, não consigo, não funciona pra mim.

Só eu posso mudar a minha vida.

E aqui retornamos ao ponto de partida. 
Onde é mesmo que eu estou? 
Qual o meu presente? 
O que faz sentido? 
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fotos - Walkyria Suleiman

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tem Que, Tem Que, Tem Que

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Conhecem aquela passagem de Bridget Jones, em que ela acorda no domingo e pensa que é a única mulher no mundo que acorda sozinha na cama?
Pois é, eu acordo sozinha, não vejo nenhum problema e este não é o mot deste post, mas é uma dica.

O que realmente é estar fazendo algo, estar dando sentido às nossas vidas, estar participando, seguindo seu destino, realizando sua missão e, outros imperativos que ouvimos de montão desde pequenos?

Porque será que temos que realizar algo? Onde está escrito, onde foi proferida esta maldição? Taqueipariu, como diz o Roberto, que perseguição….

Tenho vontade de fazer nada, nada mesmo, ficar deitada, ouvindo os sons da rua, sentindo a segurança e carinho da casa que criei pra mim. Mas não, isso não pode ser. Tenho que sair, que ir às festas, bares, apresentações, vernissages, e em mais duzentos outros lugares em que as pessoas que estão bem, comumente vão arrastadas pelo imperativo capitalista da diversão.

Ah, e vem gente querendo colocar tristeza e melancolia no meu fazer nada. E o pior, é que eu acredito. Fico contaminada, fico tentando achar a razão de eu não querer ser igual a todo mundo e viver na rua. Fico me culpando, sentindo que estou desperdiçando minha vida.

Tenho que fazer um malabarismo mental, tipo pensar que se eu estivesse lá no Alasca e estivesse acontecendo a maior nevasca, ah, delícia, podia ficar em casa sem que ninguém, inclusive eu mesma, me culpasse de não quere sair de casa. Mas nasci num país tropical, tenho que tomar sol, passear na cidade, andar nos parques, tomar sorvete, malhar, ai que tortura tropical meu Deus.

O duro de tudo isso é que acabamos por acreditar que existe algo de errado na gente. E toca a inventar depressão, solidão, incompreensão, genética e psicanálise.

Perguntas que nunca nos fizemos em sã consciência, assomam nosso palácio de sossego. Querida, você tem que arrumar um namorado, tem que ter algum projeto, tem que se ocupar….. tem que, tem que…. Tem que! Detesto essa formulação que me tolhe, que me reduz a um monte de obrigações e me colocam ao rés do chão, tendo que ser e sentir tudo igual a todo mundo.

Quando vejo gente como a Amy, ou a Janis, gente que tinha uma vocação, um objetivo, gente que fazia algo, se matar assim, deixar a vida, tenho certeza de que o buraco é mais em baixo. E quero que ninguém venha espiar no meu buraco, tentando me ver lá dentro e diagnosticar minha alma.

Tem época da vida, em que precisamos desesperadamente nos ocupar, precisamos sair de casa, queremos nossa própria vida, não temos tempo de pensar em nada a não ser sobreviver. Mas tem épocas também, que podemos parar e pensar sinceramente se fazer algo demanda mesmo tanto esforço e tanta negação.

Me parece que só quem anda por aí, com fogo no rabo, cercada de compromissos e pessoas, está vivendo a vida. Quer dizer, não me parece, parece que é assim.

E eu fico pensando na égua, onde amarrei minha égua, onde foi que eu resolvi acreditar nessas máximas e perdi a ingenuidade do viver. Assim, como uma cachorro que dorme o dia todo, sem se preocupar se vai dormir à noite. Como uma criança que come quando tem fome, sem minhocar se vai ter fome na hora do jantar.

É, deve ter existido um tempo neste mundo, onde as pessoas não eram medidas com essa régua tão castradora e punitiva. Dever ter havido uma naturalidade maior, onde não éramos julgados por atos tão banais como estes, onde nosso jeito de ser não era um item na relação de doenças. Se esse tempo não existiu, ele vai existir, porque não pesamos em nada que não possa ser passível de acontecer. Não, não temos essa imaginação toda, tão solta.

E me sento na minha cama, observando as fotos nas paredes, os objetos do meu viver, as histórias…. Sinto a maciez dos meus lençóis, a ternura do meu travesseiro, ouço a música que vem finnnnnninha, pedindo passagem dentro do dia, que vem de algum tempo desta terra, e queria ficar assim, neste momento suspenso na eternidade, onde apenas sou, onde não faço porra nenhuma. E isso basta!

fotos: Sleep__by_miken2kol4u
e sleep_by_MadzZ
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dúvida

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Tem dia que, me dou conta da minha situação e me pergunto: 
Onde foi que amarrei minha égua?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cyril Connolly

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Estava folheando uns cadernos, páginas da minha vida, revendo momentos e sentimentos, numa tentativa de me rever, de me reencontrar, assim, voando de alguma página, limpa e fresca como se fosse uma nova manhã nascendo colorida.... ao invés, encontrei essa frase de Cyril Connolly.

"É melhor escrever para si mesmo e não ter público, 
do que escrever para o público e não ter a si mesmo."

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse

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“Suicídio é, freqüentemente, apenas um grito por ajuda que não foi ouvido a tempo.”
Graham Greene



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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Abismo raso

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Gentefina, tô num esvaziamento que dá dó! 
Quem sabe o que o destino está trazendo...
Pra prencher tanto nada!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como diria minha avó

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Estou naquele estado inquietante
Onde poderia engolir o mundo
Num gozo inacabável
Mas que me fecho
E me mordo
E me fodo.

O mundo está aí pra quem quiser
Ou puder,
Ou merecer,
Como diria minha avó.

E eu estou aqui,
Ai, ai ai....

foto:  Velvet-Paw

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vazio Blade Runner

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Solidão....
Será?
Uma dor estranha
Uma dor de não ter dor alguma
Uma dor de discernir a possível dor
Uma dor quase intelectual.

Mas não é.
Jogo duro esse de madurecer
Não se ilude nem mesmo a dor
Mas o quê é isso afinal?
Não é dor
Não é solidão
É um vazio cheio, talvez.

Vazio Blade Runner
De olhos que viram
De corpo que sentiu
De coração que amou
De alma que atraiu.

É um vazio grávido.

Talvez, o único registro de nossas vidas
Sejam mesmo os nossos atos
E não os pensamentos.
O espírito daquilo em que acreditamos
Deve continuar vivo
Em tudo que fica
Em tudo que passa
Em tudo que está por vir.
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domingo, 3 de julho de 2011

Os vilões da existência

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Aprendi alguma coisa na minha vida no que diz respeito às pessoas. Elas reclamam muito da solidão e ficam a imaginar outras vidas onde estivessem mais assistidas e amadas. Sem exceção, a solidão é uma lamúria geral, independente do sexo, da idade ou da condição do ser. Mas se você vai falando e mostrando que ela tem gente na vida dela, ela de pronto diz que não, que não era bem isso que ela queria, que não era esse tipo de solidão a que ela se referia. Mas então, que tipo de solidão a pessoa se refere?

Experimente entrar na vida dessa pessoas imaginada aqui. Imagine-se interagindo e você, por experiência própria sabe: vai ter pau. Ah vai, porque apesar das lamúrias, ninguém, mas ninguém mesmo quer ver sua vida esmiuçada, conhecida e sujeita a críticas e conselhos. Basta isso acontecer, entra o outro vilão desse tipo de problema: espaço.

Pronto, começa a reclamação que está sem espaço, que está invadida, que se sente perseguida, que anseia, com toda sua alma, pelo silêncio, privacidade, e porque não dizer, pela solidão.
Ai, vai entender essa raça.

Vejo por mim. Tenho amigos maravilhosos, e nem vou ficar aqui rasgando seda, mas tenho sim. Aí, na boa acordo num sábado, fico com muita vontade de partilhar meu dia e vou pensando, pensando, e não encontro um, mas um só amigo que eu quisesse estar perto. Não é mal agradecimento não…. Me acompanhem num outro pensamento.

Vocês já perceberam a força que tem um comentário ou conselho de um desconhecido? Por outro lado, já notaram a verdadeira tara que temos por conhecer alguém novo, um novo lugar, e por que não dizer, uma nova vida? De preferência, que ninguém soubesse quem somos, de onde viemos e por aí afora.

Percebo também, que chego em casa com um conselho bárbaro, dado por algum desconhecido, e a galera aqui fica em chamas, dizendo que já haviam falado aquilo mil vezes. Se eles têm razão ou não, não vem ao caso, mas eles têm sim. O que conta é que um desconhecido pode falar o que quiser que a gente não fica minhocando, não faz nenhum link, não acha que ele está folgando ou querendo dizer outra coisa. Ou seja, ouvimos o desconhecido com a alma aberta, sem traumas, sem receios de invasão. Afinal, o desconhecido vai desaparecer em questão de minutos, nunca vai te cobrar atitude, nem pesar seu desempenho diante da vida. Ele veio, falou e disse… e se mandou.

Ou seja…. Difícil inferir, viu gente fina…. Mas o que me parece é que estamos presos em nossos mundos, de tal maneira, que nem palpite queremos ouvir, porque algum palpite pode mesmo desmantelar um modo de ser, de pensar, de agir. E, por mais que queiramos alguém, queremos alguém mais pro desconhecido, alguém que a gente não veja como inimigo. Porque a gente vê os mais próximos com o inimigos, concorrentes, ou pior, se acha tudo aquilo da gente, como pode nos amar? Aí tem coisa, ataca logo nossa mente, contaminando num segundo nossa alma, chegando em forma de grande dor em nosso coração.

Me olho sinceramente e vejo, como o desconhecido me agrada, principalmente porque eu o vejo com simplicidade, confiante, sem medo, não porque eu seja uma santa, uma evoluída. Não, o vejo assim simplesmente porque ele não me conhece e, portanto, não tem nada escondido no discurso dele. Porque eu, na doença suprema dessa raça, vejo sombras, indiretas, perigos e outros bichos mais, no discurso daquele que supostamente eu amo. Vou dizer gentefina, que raio de amor é esse heim?

Por essas e outras, quando acordo num dia como esse, sabadão, sol, prezo minha solidão, mas queria alguém. Ah, já sabem, alguém assim, uma miragem, quase um espelho.

Mas tudo isso fica pior quando pensamos que o que pensamos, está condicionado à nossa experiência, ao nosso conhecimento. Lógico, vocês dizem. É! O que não é lógico é que pensamos em círculo, queremos um pensamento novo, dentro um saco de pensamento viciado. É aí que precisamos das pessoas….. e seus pensamentos novos, diferentes, nem precisam ser os mais corretos…não. Mas ele dão pano pra manga, nossa mente vai lá checar, se alonga, faz espacate, pirueta….

Porém, se não conseguimos ouvir o outro sem essa peneira deprimente dos nosso traumas, fica tudo mais asfixiante, e a gente vem com essa conversa de que queríamos alguém novo. O chato é que esse alguém novo vai se tornar velho, questão de tempo apenas. E toca reclamar da solidão, pra depois reclamar da invasão.

Tô enrolando né? Tô mesmo…. Porque isso tudo é muito do triste. Vejo essa verdade(por enquanto é verdade ainda) assim, na minha cara, o tempo todo, e estou paralisada.

Não me perco de mim, e não me encontro em nada nem ninguém.

Crise de GPS interior….. ou vai saber…. Ou sei lá…. Ou porra nenhuma.


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