.

.

sábado, 26 de novembro de 2011

O brilho eterno.....

.
Nada como usar um post pra falar um monte de coisa. Minha noção de economia é imensa, gentefina.

Bem, dia deste cheguei em casa cabisbaixa e o Daniel estava todo ansioso porque havia chegado uma caixa pelo Sedex. Bom, eu amo esses amigos que mandam Sedex pra mim... é uma coisa, parece que chegou um rei na minha casa. Abro o presente e era do Yuri, meu querido amigo L'Oreal, aliás criador do Momento L'Oreal aqui do blog. O querido foi pras Europa pra assistir de camarote, linda, leve, loura, junto com o seu companheiro ( há 15 anos) , Turandot, última ópera de Giacomo Puccini.

Quando voltou pro Brasi, faz um caixinha lindinha, com a reprodução dos desenhos do figurino original. E claro, como somos Phinas, dois vidrinhos de azeite de trufas, bianca e nera!

Ah, Yuri, eu tava tão tristinha e você alegrou minha vida!

Olha a foto que não de deixa mentir!


Não contente com  isso, hoje ele manda a notícia que, vai finalmente, dentro do que a lei permite, que é uma miséria, se unir ao seu grande amor, depois de 15  anos de vida em comum. Lá no blog dele o (de)mente, ele conta tudo, e postou esse vídeo que me fez chorar....

Como é importante termos pessoas que testemunhem a nossa vida. Elas nos dão certeza  de que estamos vivendo, e não sonhando nesse emaranhado de ilusão que é nossa mente.

Ok gentefina.... era isso.

........

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dona Val, a sábia!

.
Hoje vou contar um causo da Dona Val, que não sou eu não. Ela é a costureira que faz, dentre outras coisas, figurinos pra espetáculos. Levei uma calça pra ela dar um jeito num rombo a derrière. Vai daí que, quando fui buscá-la, a calça, ela, a Dona Val, havia viajado pro Ceará, porque o pai dela morreu, assim do nada. 

Ontem voltei lá com algum tempo, porque a Dona Val é uma figura que precisa de espaço. Você não pode chegar lá, cadê minha calça, quanto foi, obrigada, que não dá certo. Dona Val usa a costura, como meio de se comunicar com os outros seres desta Terra. 

Bom, vai daí que ela me disse que o pai dela ia fazer 90 anos em Dezembro e que a família - estas que matam boi pro churrasco, que a cidade inteira vai à festa, essas tradições comuns e maravilhosas do Nordeste de Brasil -, ia fazer uma festa de arromba. Estavam na preparação desde julho. 

E ela me disse assim: pois é filha, eu ia me arrumar toda pra essa festa, pra me exibir depois destes anos todos. Ia tingir cabelo, olha só quanto fio branco, colocar um dentinho novo aqui na frente, ó, tá vendo? Comprar outro óculos, olha esse, com fita adesiva, pode não fia, tava fazendo um enxoval de roupas lindas pra eu desfilar. E vai que Deus me leva meu veinho, sem se nem talvez, e ainda manda o recado bem mandado: Val, você vai pro Ceará assim, às 3 da madrugada, de cabelinho branco, óculos com fita crepe, roupa do corpo e o dente torto.

Ah gentefina, ela chorou, eu chorei.... Disse que nunca se sentiu tão querida na vida. Que foi um reencontro com ela mesma e com toda sua história.

Era isso, a gente faz que faz plano, coloca impedimento de tudo que é ordem, na ordem dos fatos e da vida, e de repente vem a vida e leva a gente. Então fica mesmo aquela máxima que, ou você leva a vida, ou a vida te leva. De preferência pra New York....srrsrs

Deixo a foto da Dona Val pra vocês sentirem a pessoa maravilhosa de que estou falando.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O MEU metro quadrado!


.
O véio Ibrahim meu pai, foi sempre um sujeitinho tinhoso e engraçado. Não que ele quisesse fazer graças de modo proposital; não, nada disso gentefina. Era de sua natureza ser irritadiço, irônico e peculiar, tudo isso revestido de uma graça sem par.

Conto um causo para ilustrar. Eu devia ter entre 7 e 9 anos, e tínhamos uma fazenda em Barretos, terra natal do véio. A viagem era um verdadeiro rali, com inúmeras rodovias, estrada de terra, viscinais, e resumindo; eram 500 km que percorríamos em 24 horas ou mais, dependendo do clima e da vontade de Deus.

Isso porque íamos em 4 crianças, empregados, cachorros e o periquito do véio, meus avós e vários carros. Era uma caravana dos Suleimans. No carro da criançada – Aero Willys e Kombi -, a comida corria solta, pois meu avô não viajava sem matula.

Mas enfim, quando a gente finalmente chegava na fazenda, meu pai rolava do carro e se estirava no gramado diante da sede e olhava o céu, enquanto as mulheres e os serviçais tiravam a farta bagagem dos carros.

Nós, as quatro filhas, corríamos pra cima de nosso pai. Deitávamos a seu lado, brincávamos e brigávamos entre nós, pela melhor posição, fazendo daquele momento de paz do véio, um suplício - se bem que nessa época o véio Ibrahim não tinha nem 40 anos, era um gatão.

Numa dessas vezes, ele sentou-se no gramado, prá lá de nervoso, olhou bem pra nossa cara, colocou a mão em posição ameaçadora e gritou: Porra, caralho, com 400 alqueires nesta merda, vocês quatro querem ficar logo no meu metro quadrado?

É, meu pai sempre foi engraçado e querido por todos, menos por mim...srsrrs. Mas essa é outra história.

Contei isso pra ilustrar esse lance que as pessoas têm de querer ficar isoladas em seu metro quadrado, em suas bolhas.
Vi um documentário certa vez, que analisava justamente isso. Que quanto mais alta a classe social, menos contato as pessoas queriam com estranhos.
Claro né, quanto mais pobre você é, menor sua privacidade, não tem quarto próprio, às vezes até dorme na mesma cama com outros parentes, pega condução, entra em fila, esse tipo de coisa que vai brutalizando a sensibilidade, te deixando à vontade no empurra empurra da vida. Gentefina, é incrível isso. Num ônibus, as pessoas de classe mais baixa, não estão nem aí de ficarem encostadas ou praticamente em cima das outras. Mas enfim, não é este o ponto não.

O ponto é que eu percebo, para além desse documentário psico-socológico, que ninguém gosta de proximidade. Por exemplo: quem nunca esteve num consultório médico, ou numa sala de espera qualquer, e ao escolher um lugar, sentou-se numa cadeira vaga que não tivesse ninguém ao lado? Fala sério, gentefina, todo mundo dá preferência pros lugares sem vizinho. Até no cinema, quando a gente senta ao lado de alguém, e tem outro lugar vago, o cara fica meio puto, achando que, como o véio Ibrahim, com tanto lugar vago, o cara vem sentar justo perto de mim? porra caralho!

É, aí vem esse lance de dar abraço. Oquei, faz bem, alimenta a alma, aquece o coração, mas é um problema pra ligar esse mecanismo. Falo por mim, gentefina, travada da Silva Xavier, piso em ovos, de codorna, ao ser abraçada. Será que estou muito encostada, ai, tô respirando forte, tô com cheiro de cigarro... e agora, continuo abraçando ou já deu? Largo ou espero ser largada... e depois do abraço, quiqui eu faço?

Oquei, exagerei, mas no fundo tem sempre algum desses ingredientes no meu abraço. Claro que já dei abraço bom, calma gentefina, mas estou falando dos que não foram bons.

Não vou enrolar mais. Quero dizer que tem essa mágica linda no abraço e que, por conta do meu metro quadrado, eu perco. Tem um sensor que apita, dá choque e arrepia quando alguém entra no meu metro quadrado. Às vezes eu desligo o bicho e digo: amigo, amigo. Outras não acho o botão, e fica aquela confusão no meu sistema.

Ontem eu tive chance de dar um abraço bom. Um desavisado entrou no meu metro quadrado. Disparo ininterrupto, código vermelho, travamento automático de todas as portas..... perdi um abraço.... ô dó! Justo agora que meu abraçador mor, o Daniel, está tão longe.......

Sei que fui dormir mais tarde, e sonhei. No meu sonho, numa hora que não tinha nada com nada, um homem, que nem sei quem é, me deu um abraço. E eu senti.

Senti aquele conforto, ouvi meu coração bater, minha respiração se acalmou, meus olhos se fecharam, e eu vivi uma grande paz.

Acordei assim, muito abraçada. E garrei a pensar tudo isso que escrevi aqui.

É gentefina, num é fácil não......

Nas fotos, véio Ibrahim de ray ban, o abraço da Priscila e o abraço da Tânia, minhas irmãs nessa vida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Volúvel

.
Gentefina, ando num momento imagético, ou imaginário, ou numa história em quadrinhos. Perdi a palavra. O fato é que meu olhar está varrendo o espaço que ele alcança, e assim, não quero escrever, mas quero apenas ver.... ver tudo!

Tendo em vista (num guentei o trocaralho) que amo meu blog e que amo meus amigos, e que meu blog já foi chamado de Parque Temático sem Tema, vou postar algumas fotos. Sem ressentimentos? Té parece.... 

É que fico com uma frescura recente de fazer blog de fotos, de postar no Face, Instagram..... gentefina, muita tecnologia, e eu, uma volúvel, uma retardada que não se aprofunda em nada, quero abraçar o mundo. Tipo coração vagabundo.......

Mas fala sério, que tarde maravilhosa que fez hoje, que luz, estou fervendo de tons!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Beijo capturado

.

Gentefina, dou um valor pra quem pinta os muros da cidade, espalhando seus sentimentos, sua impressões, sem receber nada em troca, nem elogios....
Esta foto é de um amigo fotógrafo, o Yusuf, que capturou esse muro e de lá pro Muros Paredes e Mentes, foi um pulinho.

foto: YusufAllyJunior

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Filhos

.






       "Receive the children in reverence, 
       educate them in love 
       and send them forth in freedom." 
       Rudolf Steiner 

foto: NanaRibeiro 
texto enviado por meu querido amigo SérgioTegon

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Duo, Flá Scalzzo e Daniel Suleiman

 .
Vou usar este post pra dizer uma baciada de coisas. Primeiro que estou sumida, até de mim viu gentefina. Então paciência, não me abandonem só porque eu sou esse péssimo exemplo de blogueira.

Segundo que o Daniel embarca sábado, ai JesusMary&Joseph.

Terceiro, que filmei este Duo dele e da Fávia Scalzzo, sua mestra de sapateado. Ai, fala sério, ficou muito emocionante para uma despedida. Sei o quanto a Flávia ensinou, ajudou e incentivou o Daniel. 

Flá querida, sentiremos a falta do nosso garoto né?
Não se esqueçam de melhorar a definição do vídeo na barra de baixo à direita.


.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dois Lados


Tem um lado meu
Que diz SIM

Tem um lado meu
Que diz NÃO

E eu,
Fico tonta nesse meio
Vomitando
Uma grande indecisão

foto: WalkyriaSuleiman

voltar pro céu