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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lembrarei, por Orlando Costa Filho

Por Orlando Costa Filho

Lembrarei
não esquecerei: comer folhas evita
levar picada nas pernas pernilongos e afins
que sempre haverá alguém melhor do que nós
naquilo que fazemos. não esquecerei
levei seu coração-clorofila e restou
uma caverna, private cavern club, um pub
uma noite doce e eterna enquanto ouvia
suas doces palavras que desciam das nuvens
lavando calçadas e vias...

não esquecerei
que eu e você somos um verso sem vírgulas
que nossas vidas são os combustíveis e o comburente
é a poesia
somos um pavio em que a chama é amarela,
avermelha e azula
paraíso em combustão já que as dúvidas e dívidas
são devidamente descartadas na pia
se perdem no sumidouro no fundo do mundo!

lembrarei ainda
a rotina jamais embaçou nossas retinas
não haveremos de ficar num canto da noite densa
sentados no chão entregues à parede como se fosse
um refúgio! não esquecerei
a morte é um subterfúgio do espírito
ante as dificuldades da matéria e eu
jamais morrerei por você. só viverei! só viverei!
como puder como você como vier sem pudor
mulher...

tatuada na memória trarei
sempre que ouvir badalos de sino
ecoarem na menopausa da tarde,
a grande verdade me abate, honey:
ninguém chega aos 50 impunemente
sob pena de ser santo e não gente,
damos um rolê lado a lado
até o céu encher-se de purpurinas e lantejoulas
e minha mão agarra-se à sua como se eu fosse
criança que caminha à beira de um precipício...

foto: WalkyriaSuleiman - Guarujá

Olhe para o lado com o seu instagram

segunda-feira, 28 de maio de 2012

De bem com a vida, poedeiras vivem soltas e ciscam à vontade

Por Olívia Fraga
JAGUARIÚNA, SP

O segredo da felicidade das poedeiras da Yamaguishi é o amor. Amor dos criadores, tão delicados que até “batem na porta” antes de abrir a gaiola onde elas põem os ovos; amor da terra, onde ciscam à vontade das 10 da manhã às 16h da tarde, comendo minhoca, folha de bananeira, agrião e rúcula da horta; e dos galos, que ficam por ali para lhes dar segurança e prazer.

“A gente acredita no potencial desestressante do ritual reprodutivo”, filosofa Romeu Mattos Leite, um dos sócios da fazenda Yamaguishi, a pouco mais de 100 km da capital. O veterinário defende o namoro entre galo e galinha para aliviar as tensões das poedeiras da linhagem lohmann, raça híbrida de porte altivo, parecida com galinha caipira apenas na cor das penas.

Comendo bem, de vida muito mais livre que suas colegas criadas em granja e com um macho por perto, as poedeiras passam bem. “Não têm como ser infeliz, elas vivem na vadiagem, só comem e dormem”, brinca Leite. De bem com a vida, as galinhas têm seu espaço e não competem entre si. Por isso, não é preciso cortar seus bicos – prática disseminada na indústria para conter o canibalismo entre as aves, que as impede de comer verduras.

A Yamaguishi é das poucas fazendas de produção orgânica de ovos e hortaliças do Estado. Foi inspirada numa propriedade em Tsu, centro do Japão, onde Alan Minowa começou a trabalhar nos 90 – antes disso, ele e o irmão Isaack trabalhavam na granja do pai, em Londrina. Alan ficou tão entusiasmado com o modelo da fazenda japonesa que convenceu o irmão e o amigo de faculdade Romeu a irem visitá-lo. A viagem virou estágio de dois anos. “Ninguém nem falava em orgânico. As pessoas diziam ‘criação de vida livre’ ou ‘humanizada’.”

Quando voltaram ao Brasil, venderam os negócios de Londrina e se fixaram na região de Campinas. “Não sabíamos o nome do que estávamos fazendo. A gente só queria produzir alimento, não mercadoria, de forma que meus filhos pudessem ter acesso a comida de qualidade”, conta Isaack Minowa. Construíram 15 galpões e aviários com lotação de 2,5 aves por m² (na criação convencional são 12 aves/m²), bebedouros distantes, teto solar, chão coberto de palha de arroz e poleiros, além de aberturas para que elas caminhem pela terra, do lado de fora, onde há árvores frutíferas. A ração de milho orgânico local é moída em quirera e misturada à soja orgânica trazida do Paraná. As galinhas comem ração à tarde, pouco antes de serem recolhidas para dormir.

As aves chegam pequeninas à fazenda, sem as mães, e são abrigadas em abas que imitam as asas da galinha e lhes dá calor. Outra diferença é que só começam a produzir a partir da 24ª semana de vida (no sistema convencional, botam antes da 18ª semana). Produzem por dois anos e depois são vendidas para abatedouros – a fazenda não tem licença da Vigilância Sanitária para abatê-las. “Dá pena, porque poderíamos vendê-las legalmente, já que são galinhas bem alimentadas e criadas, mas não temos permissão”, explica o veterinário.

Os produtores garantem que suas 12 mil galinhas não adoecem. Sua saúde é garantida pela alimentação baseada em verduras e administração de fitoterápicos, como extrato de própolis e melissa, e homeopatia, se alguma ave der sinais de fraqueza. “A dieta tem muito caroteno, que lhes dá força e garante ovos com uma gema bem escura e densa”, afirma o produtor.

“A criação convencional já entrou em colapso. Animais confinados adoecem mais e transmitem a doença para o resto da criação. Ou seja, se a indústria não der antibiótico com a ração, morrem todos”, diz Leite.

Certificada como produtor orgânico desde 2007, a Yamaguishi produz 10 mil ovos/ dia e quase não dá conta de demanda.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Bonita






Bonita, por Antonio Penteado Mendonça

A foto da mulher em pé na janela do prédio velho, foi pensada antes de ser batida. Não é uma foto espontânea, um flash de vida. Não, foi pensada, montada e executada.


A mulher não mora no apartamento atrás da janela. No entanto, ela, em pé no parapeito, segurando na vidraça, tem alguma coisa de imã, como se dependesse dela o prédio deteriorado, mas não tanto, se manter como parte da cidade, como parte viva da cidade. Respirando seu ritmo de passado, de coisa que um dia foi, mas ainda não deixou completamente de ser. E luta para permanecer.


A alma da foto é a mulher. Despojada, mais que informal, relaxada, quase despida pelo camisão branco que faz que a cobre, como quem não tem contas pra acertar. Como quem encara o mundo e a vida de frente, sem medo, mas sem soberba, porque estar vivo é uma dádiva que pode ser tirada a qualquer momento.


O duro é que não depende de nós.


Quanto de vida e de morte a janela já viu? E quanto ela escondeu?


Na longa existência do edifício quanto de bom e de ruim aconteceu por detrás dela? No semiescuro, na penumbra que não permite a quem esta do lado de fora ver o que acontece do lado de dentro.


Na foto o escuro do lado de dentro realça a beleza da mulher em pé na janela.


Não, ela não está saindo pela janela. Está lá, em pé na janela, imóvel, como um anjo aprisionado pela fotografia.


Bonita em sua naturalidade. Bonita no contraste com o prédio marcado pelo tempo. Ela também marcada, ela também vivida, mas íntegra e bela. No enquadramento da foto ela, a centelha que gera infinitos.


Crônica de Antônio Penteado Mendonça (o Nico), publicada em sua coluna diária na rádio Estadão ESPN, inspirado na foto de Mariana Teixeira, do still do curta metragem VELAR, de Nana Ribeiro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O brilho da gente

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O Brilho da gente, por Antonio Penteado Mendonça, que dedico pro Dani my boy, e pra toda minha gentefina que vive nessa corda pra-lá-de-bamba. A foto? Captura de tela num dia que o Daniel estava assim, desanimado e resfriado. Mas amando NY mesmo assim!
Aproveito pra dizer que o Google mudou as cores do meu blog e nada, mas nada mesmo faz voltar. Parece praga para diagramador..... tipo vc apresenta o trabalho, o cliente quer mudar a cor, o tamanho, a disposição....... meldeuls....

"Viver é muito perigoso. Riobaldo Tatarana, Grande Sertão Veredas. Já meu pai dizia que viver é uma arte.

Os dois conceitos se completam. Porque viver é muito perigoso, viver é uma arte.

Mas se viver é uma arte, viver bem é uma arte que exige enorme talento, pra não falar em muita sorte.

Deus é paciência, o oposto é o Demo. Viver bem exige paciência. E mais paciência. E um pouco mais ainda.

Só se aprende isso vivendo. E prestando atenção na vida. Em seus detalhes, no ritmo que pode mudar quando menos se espera. Na dança das horas que se sucedem, às vezes bem, às vezes não tão bem, num pêndulo que vai e volta e vai e volta, numa toada que é dele e que nós, no máximo, conseguimos acompanhar.

Por que hoje o mundo acordou azul? Por que a vida pega leve? E, depois, sem porquê, por que a vida pega pesado e a felicidade, que estava tão próxima, vai se esconder nos cafundós do outro lado do horizonte e o céu fica carregado e o que não era para ser é, como se tivéssemos todos os pecados do mundo para pagar?

Eu não sei, nem quero saber. O mistério da vida é ela chegar do jeito que chega. Depois de muita porrada, ver o céu se abrir, a noite estrelada e uma lua cheia enorme explodir no nosso sorriso – sim, no sorriso – com que vemos o mundo mudar de novo e gente que nos ama ficar próxima e gente que não nos ama ir pro quinto dos infernos e ficar queimando, feito churrasco esquecido, enquanto a vida se abre pra nós, de novo leve, de novo boa, de novo feliz. Ah, os momentos que são nossos e ninguém nos tira! Agora é sua hora. Mergulhe de cabeça. Seja feliz. Você merece."
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sábado, 7 de abril de 2012

Época da Páscoa

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“Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la em lugar escondido 
ou debaixo do alqueire, e sim sobre o candelabro, 
a fim de que os que entram vejam a luz. 

A lâmpada do corpo é o teu olho. 
Se teu olho estiver são, 
todo o teu corpo ficará também iluminado; 
mas se ele for mau, teu corpo também ficará escuro. 

Por isso, vê bem se a luz que há em ti não é treva.  
Portanto, se todo o teu corpo está iluminado, 
sem parte alguma tenebrosa, 
estará todo iluminado como a lâmpada 
quando se ilumina com seu fulgor.”
Lucas 11,
-33-36-

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Casamento do papis e da Lu

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Setembro de 2009
Meus queridos amigos, antigos, modernos, participantes de algum modo, das peripécias da minha existência.

Mostro aqui, mais um dos acontecimentos inusitados que pude vivenciar na minha vida. Quer dizer: tudo que aconteceu na minha vida, foi porque estive sempre cercada de gente muito, mas muito da invencionista. Gente que me mostrou e me levou, para caminhos e lugares que povoaram minha existência de comédia, perigo, possibilidades, terremotos, paraísos, infernos, alegrias e também de lágrimas, conversas, discussões e brigas, engraçadas e memoráveis.

Bem, uma dessas pessoas foi o velho Ibrahim, que além de ter-me ensinado a guiar, caçar, pescar, esquiar, beber, fumar, falar palavrões e ser uma fera na vida, ainda me ensinou que a vida nunca tem fim.

Vejam bem, ele se casando aos 86 anos, com a mulher que ele gosta e respeita, na presença da filha - deserdada no passado - , de seu sobrinho mais velho, Abdo Junior e  do DanielSunSuleimanInfiltrado.

Para mim é uma chance única de conhecer um novo tipo de relacionamento, onde vejo meu pai apaixonado, atento e amoroso. Bom, ele continua o véio Ibra de sempre, graças à Deus, chatonildo, muquirana, autoritário, avoado e engraçado. E é assim que nós adoramos o véio.

Ah, antes que me esqueça, eu adoro a Luiza, ela é uma irmã, companheira, e como disse a Catharina sobre o Moisés (anos atrás), uma Boadastra.

Pra vocês meus amigos, todos fãs do Ibrahim, o seu casamento.
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domingo, 1 de abril de 2012

Domingo de Ramos

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Eu já tinha um post preparado, quando recebi um Email da iluminada Bárbara Lima. Então mudei tudo e posto o que a querida amiga me mandou neste domingo.

Eu acho a semana santa muito forte ( um drama cósmico vivido nesta dimensão talvez ) Deveríamos aprender a dominar a mente, não a alheia, mas a nossa, se é que queremos ficar independentes dela. Faz-se indispensável aprender a olhar a mente como algo que devemos dominar, como algo que, digamos, precisamos amansar. Recordemos o divino Mestre Jesus entrando em Jerusalém no Domingo de Ramos, montado em seu burrinho. Esse burrico é a mente que temos de submeter. Temos de montar no burrinho e não permitir que ele monte em nós.

Mais fácil sermos vítimas da mente, posto que não sabemos montar no burrinho.
Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. (Hebreus 7:1-3), rei de justiça e depois também é rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia. 

Para os que moram na cidade de Petrópolis-RJ- o Cristo entalhado em pedra no altar do Mosteiro da Virgem, é uma representação deste Melquisedec. Desejo a todos , uma boa entrada em Jerusalém - esta cidade que nos questiona o tempo todo - sendo nós de que religião formos,ou de nenhuma - sendo o Templo hoje um muro - não importa não.

O templo de verdade tem cabeça, corpo e membros. E canta !

" Acalente minha alma no âmago de Abraaõ, oh ! toque a minha alma! Tão alto, não dá pra passar por cima. Tão baixo, não dá pra passar por baixo. Tão amplo, não dá pra passar pelo lado " _ Peter Yarrow.

Um deslocamento peregrino de quando se vai a si mesmo - esta é a proposta contida .


Agora, gentefina, esse burrinho era uma coisa heim.... está presente em todo lugar. Falou com José quando da sua perplexidade, levou Maria pra visitar Isabel, esquentou o menino Jesus na manjedoura, atravessou o deserto com a Sagrada Família, e serviu de trono pra Jesus na entrada triunfal em Jerusalém. Burro rodado viu....

segunda-feira, 26 de março de 2012

Os mestres enganam

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Como todos perceberam (té parece) tô meio ausente, estive e estarei, vai saber né gentefina. Mas o que ocorre é que fui pra Califórnia e nem avisei minha gentefina (a populista) porque esse lance de tudo que é site, provedor e o carioa4 saber da minha vida, me incomoda.

Fico muito da puta quando paro no farol e vejo aquela câmera me zoiando. Será o Benedito ou o cabrito? Nota fiscal paulista? Nunca, jamais, por alguns tostões não revelo o que como, qual remédio tomo, aonde vou, onde estive e onde estarei, porque tem um lance chamado estatística. Vai daí que meus perfis são pouco verdadeiros. Mas quem é verdadeiro em perfil, gentefina. Se cara a cara a pessoa mente deslavadamente, imagina de perfil?

Mas entonces, tenho pensado muito e escrito pouco. Escrevo na mente e me divirto sozinha. Mas isso é bom, chama desprendimento.... Mas sabe do que mais? Saudadedo6....

Então vamos lá começar a ladainha, porque em tempo de semana santa, gente moderna faz ladainha.

Esse papo de Viver o Presente, desconfio que foi um truque de alguém muito esperto pra iludir os humanos.

Tudo que é gente, phina ou não, vem com esse conto do vigário pra gente. Tudo que é religião, credo e credo em cruz, dita essa máxima - inatingível, por sinal.

Vamos lá especular um tiquito. Se a gente, phina ou não, foi provida de memórias, que se bem orientadas são um tesouro nessa vida - sem mencionar os benefícios biológicos que eu não sou do ramo -, entonces porquê temos que considerar pensar no passado um mal? Oquei que Deus não caprichou no quesito lógica, mas tenho cá comigo que ele não tava de brincadeira quando nos criou, ou criou o macaco que por sua vez.....

O passado é nossa caixa de ferramentas. É nele que vasculhamos, levantando instrumentos enferrujados, pedaços de coisa que não entendemos bem o que são, mas achamos que vamos usar algum dia, restos de antigos projetos, e voilá, achamos a resposta adequada, assertiva e mandamos a dita cuja pra ponta da língua ou da mente. Caixinha poderosa.......

Vale lembrar que quanto mais limpa e organizada for essa caixa, sem tralha velha e imprestável, sem apegos a instrumentos antigos, ou que eram da vó ou da mãe ou de quem mesmo era esse bagulho????? Mais bacana e útil, é a nossa caixa de ferramentas.

Deu pra entender né..... vou pular esse falatório porque vou longe ainda.

E o futuro? Gentefina querida, que seria de nosotros sem o sonho, sem a vontade de fazer algo, sem a inesgotável capacidade de inventarmos algo, de recriarmos a vida? Isso vem do metabolismo, do querer, da digestão do presente, nos instigando a virar a mesa, o armário e quiçá a vida toda.

Logo, vejam bem, se existe um vilão, é o presente.... ahhahahaha.

O que é esse presente que esse imperativo categórico prega? Sei lá gentefina..... sei lá. Não é enrolação não. Preciso da ajuda sempre presente de meu anjo da guarda e dos universitários pra entender, a todo momento presente, o que é o presente.

Cerveja bem.... Quando estou no meio de um lance, de uma transa, de uma paisagem, ou de uma coisa que quis muito, me pergunto? Tô curtindo? Era isso mesmo? Ai, parece que não to naquela alegria que a gente vê nos filmes, ou nos papos dessa gente iluminada e evoluída.

Me pego pensando se na verdade, realizar aquele sonho era assim tão bacana como eu pensava. Ou que sou uma volúvel mal agradecida, e aí ladainha, me desculpando com tudo que é força da Natureza. Ai, ai, ai ser gente não é fácil. Foi como quando tive minha primeira filha. Tava lá, parada na porta da maternidade, com aquele ser na mão, me sentindo a pessoa mais incapaz do mundo e ainda por cima, sem aquela alegria, aquela benção, aquele sentimento celestial de ser mãe. Tasqueopariu..... mas foi somente um exemplo, vista a carapuça e faça links com tua caixa de ferramentas.

Então, pra encurtar o papo, vou parar com essa história de viver o presente. O presente, o passado, o futuro, caracoles, são conceitos apenas....nada mais. Assim como União Soviética, China, Coréia do Norte, tudo conceito gentefina.

E desde quando, conceito virou vida? Desde que ELES decidiram que a gente não podia ser feliz e a gente muito da burra, acreditou.

Eles? Ai, são tantos Eles que nem sei e nem interessa muito. Mata a cobra e não fica elucubrando de onde ela veio ou se onde tem uma cobra sempre tem um casal.... mata a cobra e coloca na pinga.

Viver com alegria, com felicidade, transcende esses conceitos. Quantas vezes revivi fatos e pessoas com muito amor e felicidade. Quantas vezes o meu passado foi a mão que me ergueu do buraco..... muitas gentefina. Pensem ái comigo.

Quantas vezes foram meus sonhos que me fizeram levantar da cama num dia de frio, no corpo e na alma, com a promessa de realização dos meus sonhos, que no fundo é outro conceito, mas tem um encantamento, ajuda a gente a viver.

Era isso gentefina. Eu lá, na Califórnia, realizando um sonho de 30 anos e pensando se era tudo aquilo mesmo. Burra, ingrata, psicótica, normal, na média tosca da humanidade normal....

Mas eu sou uma diferente, esqueço disso, minha caixa de ferramentas não está bonitinha ainda. Aí eu mandei tudo praspica, e parei de pensar se era isso ou aquilo. Sabe o que aconteceu? Fiz a melhor viagem da minha vida. E com outras pessoas heim..... porque gosto de viajar sozinha, pra poder elocubrar bastante....hahaah.
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Assim, tia Walll adverte e diverte; gentefina, larga mão de tentar viver dentro das caixas dos conceitos e vambora viver a vida. Cada um por si, e todos por um. Porque sinceramente, não existe outro modo.

Tem boca livre não, alguém sempre tá pagando.

As fotos que ilustram a ladainha, são da nossa viagem à Califórnia e Nevada. Sintam ao vê-las, a música deste texto.
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Sentido inacabado

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Nascemos sozinhos
................................
Morremos sozinhos
...............................
Neste espaço de tempo
Tentamos desesperadamente
Tocar
Sentir
Olhar
Em gestos entorpecentes
................................
Entrementes............

Tudo em vão
Sozinho ser
Solidão afirmativa

Sina
Sino
Inútil tentativa

Esse viver...............

foto: WalkyriaSuleiman - Monterey - Califórnia

sexta-feira, 9 de março de 2012

Brasil brasileiro- Projeto Caoby

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Oi gentefina amiga, que cuidou do meu céuAberto com tanto carinho enquanto eu realizava com atrazo de 30 anos, o sonho de ir pra Califórnia. Nunca é tarde, foi demais, cinquentona, dirigindo pelos desertos e ouvindo Ventura Hiway.

Mas enfim, este post é do meu BrasilBrasileiro, desse Brasil que canta e é feliz, feliz...... ahahahha. Vejam este vídeo, esse projeto pequenino e singelo, cercado de delicados anjos, provando que não se muda o mundo, mas se muda a própria vida. 

Isso sim me dá alegria e esperança, e MUITA vontade de viver. O Romeu Matos Leite, lá da Vila Yamaguishi está envolvido, sem surpresas né. Esse pessoal dedica a vida a criar vidas melhores. E a Terra que não é boba nem nada, devolve suas carícias em forma de deliciosos frutos.

Ah, qual a graça dessa foto? O Daniel, my boy, me chama de Mildred faz 18 anos. É meu codinome materno. Então essa foto ele fez, dizendo que essa estrela é minha. Afinal, tanta estrada e calçada, tinha que me levar a alguma fama......rsrsrsrssr.



Video caoby from alberto Levy on Vimeo.

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