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Entrevista con Franck, é uma pequena mostra do filme "De amor se vive" de Silvano Agosti.
De amor se vive [1982] from Nuestro Canto on Vimeo.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Sonho e realidade
Se você for alguém, que alguém sempre sempre quis ter... cuidado!
Poucos estão prontos pra verem ideias serem realizadas.
Esse alguém vai te ferir.
Melhor ser qualquer coisa, ser alguém no meio da multidão,
não o refelexo de um ego.
Ser mais alguém, assim, devagar, lentamente,
ir sendo conhecida, cada centímetro do seu corpo,
da sua alma....
da sua alma....
Ninguém resiste a ser apenas um sonho.
Sonho, é o que diz, sem mentiras.
Sonho é sonho.
Sonho é sonho.
Sejamos a realidade de alguém.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Siricutico
Gentefina, a crise tá braba, deu pra notar que tenho escrito pouco, quer dizer, escrevo mas paro no meio, não levo nada a cabo.
Mas enfim, penso muito na estranheza das palavras. Por exemplo: outro dia tive uma crise, um negócio bravo mesmo, que eu nomeei de siricutico. Depois fiquei pensando.... de onde vem essa palavra, gentefina?
Será, que é como pegar um tico e enfiar no fiofozinho do siri e ele se machuca todo? Porque é assim que me sinto. Como se uma agulha muito profunda tivesse sido enfiada na minha alma e acordasse todos os siris que moram em meus abissais, e agora eles estão me rasgando por dentro.
Tá bom, é bem L'Oreal este momento, mas dói gentefina.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Frida Kahlo
”Yo solía pensar que era la persona mas extraña en el
mundo, pero luego pensé, hay mucha gente así en el mundo,
tiene que haber alguien como yo, que se sienta bizarra
y dañada de la misma forma en que yo me siento.
Me la imagino, e imagino que ella también debe estar
por ahí pensando en mi.
Bueno, yo espero que si tu estas por ahí y lees esto sepas que,
si, es verdad, yo estoy aquí, soy tan extraña como tu.”
mundo, pero luego pensé, hay mucha gente así en el mundo,
tiene que haber alguien como yo, que se sienta bizarra
y dañada de la misma forma en que yo me siento.
Me la imagino, e imagino que ella también debe estar
por ahí pensando en mi.
Bueno, yo espero que si tu estas por ahí y lees esto sepas que,
si, es verdad, yo estoy aquí, soy tan extraña como tu.”
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Tem dia que eu queria ser uma pessoa que bate à porta de alguém,
desvairada, louca, tresloucada.....
Ou como naquela música, ir nua à rua onde você mora.
Mas eu não sou essa pessoa....mora!
Tenho que me haver apenas comigo mesma.
Mas que eu queria ser essa outra, que vejo em filmes,
novelas, romances.... eu queria.
Queria ter o dom de pedir colo
arrego
clemência....
Ainda mais no inverno.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Adeus, Victor
Neste final de semana, após alguns meses doente, o Victor Hugo Carrizo partiu da terra. Ele era um ator argentino que fez o curta Velar, lembram da foto da janela? Pois é, éramos nós.
Aqui vai o link do post do curta Velar.
Vai com Deus Victor, aqui no Brasil você deixou bons amigos e saudades.
Foto de adeus, minha mesmo e da janela, da Mariana Teixeira
Aqui vai o link do post do curta Velar.
Vai com Deus Victor, aqui no Brasil você deixou bons amigos e saudades.
Foto de adeus, minha mesmo e da janela, da Mariana Teixeira
Reciclagem
Gentefina, essa semana conheci uma loja muito linda e quero mostrar esse trabalho pra vocês. A artista é a Laila Assef, mineira que mora em Trancoso.
Sua loja é de longe a mais transada do pedaço, além de, como o próprio nome já diz, ser Cheia de Graça. Ela faz lustres e luminárias com garrafas Pet. Oquei que esse tipo de coisas é meio mambembe, mas no caso da Laila, custa a crer que suas obras venham mesmo de pets.
Os lustres são delicados, fashion, atrevidos e muito, mas muito Phinos.
Se um dia vocês passarem por Trancoso, não deixem de visitar a Laila, que além de tudo é linda e sabe dar ótimas dicas sobre a cidade. Sem falar no cafezinho! Vejam as fotos e me digam se vale a pena ou não.
Deixa eu dizer, também, que ela ensina sua arte às crianças do pedaço.
Deixa eu dizer, também, que ela ensina sua arte às crianças do pedaço.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Christina Bianco Impression Reel - Firework
Gentefina, faz tempo que não vejo uma comediante como essa, com um poder de imitação e percepção de movimentos impressionantes. Vocês vão gostar muito, sério.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Lamentinho
Parece que o tempo passa tão rápido
Parece que os dias
Não são mais suficientes pra conter a vida
Desaparece, a vida,
Desaparece
Sem pressa de ser cruel
O nada escuta minhas preces
fotos: WalkyriaSuleiman - luzes
Parece que os dias
Não são mais suficientes pra conter a vida
Desaparece, a vida,
Desaparece
Sem pressa de ser cruel
O nada escuta minhas preces
fotos: WalkyriaSuleiman - luzes
sábado, 2 de junho de 2012
A POBREZA DA RIQUEZA
Por Cristóvam Buarque
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.

Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.
Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".
"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.
A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.
Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.
Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".
fotos: WalkyriaSuleiman, sampa, capturadas com iPhone.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Lembrarei, por Orlando Costa Filho
Por Orlando Costa Filho
Lembrarei
não esquecerei: comer folhas evita
levar picada nas pernas pernilongos e afins
que sempre haverá alguém melhor do que nós
naquilo que fazemos. não esquecerei
levei seu coração-clorofila e restou
uma caverna, private cavern club, um pub
uma noite doce e eterna enquanto ouvia
suas doces palavras que desciam das nuvens
lavando calçadas e vias...
não esquecerei
que eu e você somos um verso sem vírgulas
que nossas vidas são os combustíveis e o comburente
é a poesia
somos um pavio em que a chama é amarela,
avermelha e azula
paraíso em combustão já que as dúvidas e dívidas
são devidamente descartadas na pia
se perdem no sumidouro no fundo do mundo!
lembrarei ainda
a rotina jamais embaçou nossas retinas
não haveremos de ficar num canto da noite densa
sentados no chão entregues à parede como se fosse
um refúgio! não esquecerei
a morte é um subterfúgio do espírito
ante as dificuldades da matéria e eu
jamais morrerei por você. só viverei! só viverei!
como puder como você como vier sem pudor
mulher...
tatuada na memória trarei
sempre que ouvir badalos de sino
ecoarem na menopausa da tarde,
a grande verdade me abate, honey:
ninguém chega aos 50 impunemente
sob pena de ser santo e não gente,
damos um rolê lado a lado
até o céu encher-se de purpurinas e lantejoulas
e minha mão agarra-se à sua como se eu fosse
criança que caminha à beira de um precipício...
foto: WalkyriaSuleiman - Guarujá
Lembrarei
não esquecerei: comer folhas evita
levar picada nas pernas pernilongos e afins
que sempre haverá alguém melhor do que nós
naquilo que fazemos. não esquecerei
levei seu coração-clorofila e restou
uma caverna, private cavern club, um pub
uma noite doce e eterna enquanto ouvia
suas doces palavras que desciam das nuvens
lavando calçadas e vias...
não esquecerei
que eu e você somos um verso sem vírgulas
que nossas vidas são os combustíveis e o comburente
é a poesia
somos um pavio em que a chama é amarela,
avermelha e azula
paraíso em combustão já que as dúvidas e dívidas
são devidamente descartadas na pia
se perdem no sumidouro no fundo do mundo!
lembrarei ainda
a rotina jamais embaçou nossas retinas
não haveremos de ficar num canto da noite densa
sentados no chão entregues à parede como se fosse
um refúgio! não esquecerei
a morte é um subterfúgio do espírito
ante as dificuldades da matéria e eu
jamais morrerei por você. só viverei! só viverei!
como puder como você como vier sem pudor
mulher...
tatuada na memória trarei
sempre que ouvir badalos de sino
ecoarem na menopausa da tarde,
a grande verdade me abate, honey:
ninguém chega aos 50 impunemente
sob pena de ser santo e não gente,
damos um rolê lado a lado
até o céu encher-se de purpurinas e lantejoulas
e minha mão agarra-se à sua como se eu fosse
criança que caminha à beira de um precipício...
foto: WalkyriaSuleiman - Guarujá
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