
Pelo jeito a Madre Igreja Católica ficou com inveja dos evangélicos e seu pastor-deputado Marco Feliciano... Acaba de eleger como papa o cardeal argentino (!) Jorge Mario Bergoglio.
Então vamos ver quem é o santo homem: o novo sumo pontífice já foi acusado de colaborar com o regime militar de seu país entre os anos de 1976 a 1983, considerada a ditadura mais terrível já vivida naquele país.
Na série de três livros intitulados ‘El Silencio’, de 2005, o jornalista e escritor argentino Horacio Verbitsky apresentou o resultado de mais de uma década de pesquisas sobre o assunto. De acordo com o autor, Bergoglio teria sido apontado por pelo menos três pessoas de ter estado na origem dos seus sequestros e torturas em 1976 - sem falar de seu envolvimento direto em casos de desaparecidos políticos dos quais, por razões óbvias, não se tem o depoimento das vítimas, apenas suspeitas. Dois deles eram sacerdotes jesuítas ligados à Teologia da Libertação, o outro era médico e também estava relacionado com o movimento de padres do Terceiro Mundo.
O novo papa também fechou as portas das igrejas argentinas para as famosas Mães da Praça de Maio, que lutavam contra a ditadura e exigiam esclarecimentos sobre seus filhos e filhas desaparecidos durante o regime militar. Por essa razão (e outras muitas mais) é execrado pelos movimentos de liberdades civis e direitos humanos portenhos.
É um ferrenho opositor dos direitos dos homossexuais, demoniza a sexualidade em qualquer expressão, considera todos os meios de contracepção pecado (inclusive - ou sobretudo - o uso da camisinha) e condena o aborto. E não tem nenhum problema em vir a público e defender com gana suas posições neandertalescas, sendo reconhecido como porta-voz da moral mais obtusa e da ultra-direita conservadora da Argentina.
Bem, o fato é que ninguém pode acusar a igreja católica de incoerência. O antecessor de Bergoglio, conhecido pela alcunha de Bento 16, como se sabe, era da juventude nazista(!!!).
Enfim, mais do mesmo. Novamente a igreja de Roma nos brinda com mais uma bicha velha homofóbica e reacionária como papa.
Pelo menos, em respeito ao nome por ele escolhido, que seja humilde e economize nas sapatilhas e modelitos fashion, tão ao gosto da caquética e nada saudosa patroa de Georg Gänswein.
Amém!












