segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Daniel fazendo Thriller
Nesse ano o Daniel quase não dançou no Espetáculo do Studio de Sapateado, agora ele é professor. Eu parabenizo o moleque, mas confesso que adorava vê-lo dançar em todas as coreografias.
Segue abaixo o vídeo onde ele dança thiller, preciso dizer que amei?
Esse meu filho é esforçado mesmo, tá chegando lá!
domingo, 27 de outubro de 2013
Lou Reed
Morre mais um anjo
Em mim
Passei essa manhã de domingo revisitando alguns livros que se agarraram às várias estantes da minha vida, teimosos em não serem trocados, doados ou vendidos. Emprestados, nunca mais, que o povo pega e se apega e não devolve.
Adoro rádio, nasci na era do rádio, detesto televisão, apesar de ter
nascido no ano em que ela chegou ao Brasil em média escala, 1954. Aqui em casa
não se vê televisão, e isso não é modo de falar. Acostumei meus filhos assim, e
apesar das rebeldices comuns à filharada, hoje em dia nenhum deles é fã de TV.
Oquei que sou radical, e daí??? Não gosto e não assisto e vivo muito bem
sem conhecer as novelas, os galãs de hoje em dia, as notícias, as novidades sem
graça…. Enfim, me perdi em vários assuntos. Esse fica ra outro dia.
Queria dizer mesmo, que estava lendo Leminski - lê minski, ou lia minski-,
quando ouvi no rádio a notícia da morte do Lou Reed. Não acho que foi
coincidência não…..
Sei que no final do anos 70 ele deu uma entrevista bem da famosa pra uma
repórter bem da famosa também, que eu não tenho a menor ideia de como se chamava, que lá pelas tantas repara que ele tem vários vasos com plantas no apartamento sitiado em New York (é sitiado mesmo, viu), mas
que estão com a terra seca, apesar da aparência saudável e verdejante. Ao que
ele esclarece com sua cara de sonso, elas são de plástico mesmo!
Deu o que falar, a gente aqui do Brasil nem sabia que existia flor bacana
de plástico. Imagina só…… isso era uma sensação, e a gente matava pra ter algo
de plástico. Ele, o plástico, não era esse monstro atual, rssrs…. Aliás, sem o
plástico, de muitos modos estaríamos perdidos, mas essa também é outra história.
Sei que senti um gosto ruim, um cheiro triste, e a certeza de que de duas
uma, ou verei a morte de todos os meus ídolos, ou morrerei antes disso. Não sei
o que prefiro; viver num mundo vazio de mim, ou esvaziar a vida de mim.
Tem muito mim nessa frase.
sábado, 19 de outubro de 2013
Oitavo Passageiro
Eu tenho um bicho dentro de mim. Uns já viram o bicho, outros pressentiram, e os mais infortunados, cutucaram o bicho. O Romeu já disse, solta o bicho. A Graça diz, olhe o bicho. Pros mais cultos cinamatograficamente falando, eu tenho mesmo um oitavo passageiro dentro de mim.
Conforme subi os precipícios em que me afundei de tanto olhar, fui perdoando todo o povo que passou por minha vida e por meu bicho.
Não deu certo, o bicho continuou a pegar.
Mais algumas sacadas, terraços e buracos, percebi que eu que tinha que pedir perdão pra todo mundo, porque eles não foram para mim, como eu achei que eles tinham de ser. Sabe que vi um sorriso no bicho?
Não deu certo, o bicho continuou a pegar.
Mais algumas sacadas, terraços e buracos, percebi que eu que tinha que pedir perdão pra todo mundo, porque eles não foram para mim, como eu achei que eles tinham de ser. Sabe que vi um sorriso no bicho?
Ai, paz finalmente!
Pois é, ilusão também mata, e bicho empaca, gentefina.
Chorei, chorei, sonhei com feras terríveis, e não senti medo. Eu sabia acarinhá-las. Elas me afagavam e protegiam, me ninavam….
Acordo, acho a vida linda…. E então o bicho acorda e eu finjo que ele ainda está dormindo. Vida besta que se repete todo dia!
Tomei banho, sentei no banquinho e chorei. Ah, porra seu bicho de merda, que mais você quer de mim? Além do sangue, das feridas, das palavras duras ditas pra inocentes, das surras verbais impostas aos que amei e amo…fala aí, seu besta!
Ah gentefina, meu coração abriu a jaula, e veio o bicho querendo carinho e me consolando. Meu bicho quer amor, quer que eu o aceite. Que eu não tenha preconceito com ele. Ele quer ar livre, amigos, cerveja, risada…. Ele não quer mais ficar preso no porão da minha vida. Ele quer ficar bonito, perfumado, alegre. Aliás ele veio com um papo de transformar o porão em um lounge!
Tenho que amar o bicho…. Aceitá-lo assim, como ele é.
Bem gentefina, sei que parece papo zootécnico, mas espero que vocês me compreendam, também porque sem o bicho, eu não escrevia mais nada. Eu não queria mais viver.
Gentefina, amem seus bichos! O meu está aqui, deitadão na sala, feliz da vida. Sabe que ele até que é simpático?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Biografia autorizada do Meu Preto
Era uma vez, em HelpCity, meu querido amigo Cláudio, Xu para todos, que adotou
uma cachorrinha de rua, numa noite na ruela do Bar do Giovani, sob pressão do
Marinho, recém voltado da França, com muitas ideias e histórias.
Madrugada, cubetes, e Xu topou, e quase que imediatamente a cachorrinha
virou a Brigitte. Brigitte era uma peste, desde pequena até sua velhice. Só
fazia xixi e cocô dentro de casa. Vomitava também, porque amava comer papel
higiênico. Quando via o portão aberto, fugia, corria feito louca, a gente
correndo e ela latindo e tentando invocar com todo mundo. Era um drama.
Os cachorros da rua, não gostavam da Bri, porque ela era metida à besta.
Os cachorros de raça de nossos amigos, discriminavam a Bri, por ela ser da
plebe. Conclusão: Bri nunca gostou de outros cachorros. Mas a gente amava a Bri,
porque ela era da família, engraçada, antenada, sabia tudo a malandra.
Quando alugamos a casa da Marechal, a Bri estava tomando umas injeções
pra não ter mais cria. Um belo dia, eu estava no jardim e um cachorro preto
apareceu e ficou doente pra entrar na nossa casa. Ficou no portão um dia todo
esperando. A Bri foi até o portão, eu corri porque ia ter briga, e eles se
cheiraram e se tocaram e ficaram na maior alegria. Decidi deixar o cachorro
preto, jovem, bonito e cheio de si entrar. Bri merecia uma despedida da
juventude com um cachorro jovem e garboso. Além do mais, ela nunca mostrou
interesse por nenhum ser que não fosse humano.
Foi uma festa! Rolaram, deram-se mordidinhas de carinho, correram,
brincaram o dia todo. Nós, o Xu e o Ronaldo, adoramos. Só que o Xu ficou
preocupado com a saúde da Bri. Levamos os dois no veterinário. Ele riu, disse
que o cachorro era capado.
Na volta pra casa, o cachorro entrou e não quis mais sair. A Bri e ele
se acomodaram, e ela até deixou ele comer no prato dela. Era amor verdadeiro.
Desse dia em diante, o Meu Preto ficou em nossa casa. Ele nunca fez xixi
nem cocô, nem no jardim. Só fazia na rua, obedecia, a gente abria o portão, ele
dava uma volta, a gente chamava, ele voltava.
Todos amavam o Meu Preto, principalmente a Bri, que pela primeira vez na
vida, tinha um companheiro.
De dia, ninguém sabia onde o Preto ia. Passava o dia na rua e voltava à
noite. Fim de semana grudava em mim, dormia na minha cama, e vigiava meu carro,
porque ele adorava passear de carro comigo. Depois queria passear com todos. E
todos adoravam aquele cachorro bem postado no banco de trás.
Outra coisa que o Preto fazia, era morder os pés, na traição, de tudo
que era chato que ia em casa. Os chatos desistiram da nossa companhia….ahhaha.
O Preto sabia de quem a gente não gostava.
A única hora em que o Preto era preso, era quando eu ia embora pra São
Paulo. Ele já acordava desconfiado, até ao banheiro ele ia comigo, ficava na
porta esperando. Os meninos prendiam o Preto, senão ele corria atrás do carro
até a rodovia.
Um vez, o Xu deixou minha casa aberta pra tomar ar, e o Preto não voltou
por dois dias. O Xu desconfiou! Ele havia ficado embaixo da minha cama, dois
dias, sem comer, sem beber, só na tristeza.
O Preto virou o amor de todos. Até o Marinho que, apesar de ter forçado
a adoção da Bri, não se dava bem com cachorros e afins, adorava o Preto. E o
Preto adorava todo mundo.
A rotina do Preto era sair de casa junto com o Xu. O Xu pro trabalho,
ele pra rua.
Belo dia, o Xu estava saindo, uma mulher gritou,- Ah o Sagui está aqui
então, esse cachorro é meu! O Preto escapuliu, voltou pra casa correndo e se
escondeu. Então, a mulher deixou o Preto pra nós, porque o Preto escolheu a
nossa casa. O Xu jurou e se desculpou com a mulher, mas ficava evidente que o
Preto era nosso, ou melhor, que nós éramos dele.
Saí da casinha, fiquei muito tempo sem voltar pra Socorro, sempre
pensando em trazer o Preto pra Sampa.
Mas a rotina dele era a seguinte: Xu pro trabalho, ele pra rua. Todos os
vizinhos adoravam o Preto. Ele comia em todas as casas, brincava com todas as
crianças, e fazia companhia pros velhos.
Fim da tarde, voltava leve e faceiro, pra comer de novo e viver as
aventuras da noite, na casa do Xu e do Marinho, onde aventuras nunca faltam.
Ontem a rotina se repetiu. Primeiro o vizinho o levou pra tomar banho,
porque o Xu se descuidou, depois o Preto foi dar uma volta com algumas moças da
rua que ele gostava, em seguida foi à padaria com outro vizinho que o adorava.
Na saída da padaria, veio um caminhão, feito louco, da Mogiana, quase matou o
homem, mas na verdade, atropelou o Preto.
Não sei como continuar….. Na minha mente só vem uma conversa que tenho
sempre com meu pai: Filha, ficar velho é uma merda! Pai-respondo-melhor ficar
velho do que morrer na flor da idade.
Nosso Preto se vai na flor da idade! Mal nos recuperamos da morte da
Brigitte, que nos últimos invernos, ficava estatelada num puf da sala. O Zetão
olhava e dizia, desse inverno ela não passa. Morreu velha, a nossa Brigitte.
Morreu tão galante ainda o Nosso Preto.
Acabou! Fiquem bem meus queridos, Brigitte e Preto!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Vai tarde Margaret!!!!!
Comentários do Stephen Morrosey (ex-vocalista dos Smiths) sobre a morte de Margaret Tatcher
"... Cada movimento seu era carrregado de negatividade. Ela destruiu os pequenos produtores britânicos. Ela odiava os mineradores. Ela odiava as artes. Ela odiava os ativistas pela liberdade da Irlanda e os deixou morrer. Ela odiava os ingleses pobres e não fez nada para ajudá-los. Ela odiava o Green Peace e os ambientalistas. Ela foi o único líder político europeu que se opôs a proibição do comércio do marfim. Ela não tinha nenhum humor ou calor e foi chutada para fora pelo seu próprio gabinete."
Claro que essa informação maravilhosa eu recebi do Yuri!!!!!
sexta-feira, 15 de março de 2013
Papa Novo? Novo?
Texto esclarecedor de Yuri Brancoli
http://yuribrancoli.blogspot.com/

Pelo jeito a Madre Igreja Católica ficou com inveja dos evangélicos e seu pastor-deputado Marco Feliciano... Acaba de eleger como papa o cardeal argentino (!) Jorge Mario Bergoglio.

Pelo jeito a Madre Igreja Católica ficou com inveja dos evangélicos e seu pastor-deputado Marco Feliciano... Acaba de eleger como papa o cardeal argentino (!) Jorge Mario Bergoglio.
Então vamos ver quem é o santo homem: o novo sumo pontífice já foi acusado de colaborar com o regime militar de seu país entre os anos de 1976 a 1983, considerada a ditadura mais terrível já vivida naquele país.
Na série de três livros intitulados ‘El Silencio’, de 2005, o jornalista e escritor argentino Horacio Verbitsky apresentou o resultado de mais de uma década de pesquisas sobre o assunto. De acordo com o autor, Bergoglio teria sido apontado por pelo menos três pessoas de ter estado na origem dos seus sequestros e torturas em 1976 - sem falar de seu envolvimento direto em casos de desaparecidos políticos dos quais, por razões óbvias, não se tem o depoimento das vítimas, apenas suspeitas. Dois deles eram sacerdotes jesuítas ligados à Teologia da Libertação, o outro era médico e também estava relacionado com o movimento de padres do Terceiro Mundo.
O novo papa também fechou as portas das igrejas argentinas para as famosas Mães da Praça de Maio, que lutavam contra a ditadura e exigiam esclarecimentos sobre seus filhos e filhas desaparecidos durante o regime militar. Por essa razão (e outras muitas mais) é execrado pelos movimentos de liberdades civis e direitos humanos portenhos.
É um ferrenho opositor dos direitos dos homossexuais, demoniza a sexualidade em qualquer expressão, considera todos os meios de contracepção pecado (inclusive - ou sobretudo - o uso da camisinha) e condena o aborto. E não tem nenhum problema em vir a público e defender com gana suas posições neandertalescas, sendo reconhecido como porta-voz da moral mais obtusa e da ultra-direita conservadora da Argentina.
Bem, o fato é que ninguém pode acusar a igreja católica de incoerência. O antecessor de Bergoglio, conhecido pela alcunha de Bento 16, como se sabe, era da juventude nazista(!!!).
Enfim, mais do mesmo. Novamente a igreja de Roma nos brinda com mais uma bicha velha homofóbica e reacionária como papa.
Pelo menos, em respeito ao nome por ele escolhido, que seja humilde e economize nas sapatilhas e modelitos fashion, tão ao gosto da caquética e nada saudosa patroa de Georg Gänswein.
Amém!
terça-feira, 12 de março de 2013
Resignificado
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Abriu a porta da frente, decida, dois passos pelo hall, abriu a outra porta, subiu as escadas apressadamente, e abriu a porta do quarto.
Uma mão na cintura, outra no queixo, decidiu-se por três pilhas ao longo do quarto. Na primeira, da esquerda, colocaria aquilo que não tinha mais utilidade aparente. Na do meio, seria o lugar das coisas que poderiam ser repassadas a outras pessoas. Finalmente, no canto direito, ficariam as coisas que ela considerava indispensáveis em sua vida.
Isto posto, entregou-se freneticamente à tarefa. De repente se deu conta, que as três pilhas haviam se tocado, misturando-se inevitavelmente. Estancou extenuada, percebendo que depois de tanta deliberação, havia apenas trocado as coisas de lugar .
Foi nesse exato momento que ela avistou, entre o mar de coisas se arrastando pelo chão, uma pequenina forma. Fazia tanto tempo que perdera aquela coisinha, que nem se lembrava mais de tê-la perdido….
Abaixou-se com cuidado e segurou a pequena forma entre as mãos. Rapidamente abriu a porta do quarto, desceu as escadas ofegante, o hall, a porta de saída e ganhou mundo.
Levava apenas a roupa do corpo e, por entre as mãos em concha, sua recém encontrada e pequenina alma.
Não! Não poderia esperar nem um dia sequer a mais, para dar um resignificado aos pertences acumulados ao longo de sua vida.
Abriu a porta da frente, decida, dois passos pelo hall, abriu a outra porta, subiu as escadas apressadamente, e abriu a porta do quarto.
Uma mão na cintura, outra no queixo, decidiu-se por três pilhas ao longo do quarto. Na primeira, da esquerda, colocaria aquilo que não tinha mais utilidade aparente. Na do meio, seria o lugar das coisas que poderiam ser repassadas a outras pessoas. Finalmente, no canto direito, ficariam as coisas que ela considerava indispensáveis em sua vida.
Isto posto, entregou-se freneticamente à tarefa. De repente se deu conta, que as três pilhas haviam se tocado, misturando-se inevitavelmente. Estancou extenuada, percebendo que depois de tanta deliberação, havia apenas trocado as coisas de lugar .
Foi nesse exato momento que ela avistou, entre o mar de coisas se arrastando pelo chão, uma pequenina forma. Fazia tanto tempo que perdera aquela coisinha, que nem se lembrava mais de tê-la perdido….
Abaixou-se com cuidado e segurou a pequena forma entre as mãos. Rapidamente abriu a porta do quarto, desceu as escadas ofegante, o hall, a porta de saída e ganhou mundo.
Levava apenas a roupa do corpo e, por entre as mãos em concha, sua recém encontrada e pequenina alma.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Encarnação
Gentefina, sei que vocês gostam de novidade, mãsss, de muitos modos me repito, acho que todos nós nos repetimos. Hoje vou repostar esse poeminha, porque ele é a minha cara, ontem e hoje.
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Na outra encarnaçãoQuero nascer sem pecado.
Não vou entrar na fila de simples mortal.
Passo a perna na criação
E entro na fila de mortal simplificado.
Um mortal leve e solto
Sem metafísica na ponta da mente
Despreocupado com o amanhã
Sem nenhuma razão
Alegre por natureza
E burro por opção.
Nada de plantar sementes
Escrever livros e ter filhos.
Será a encarnação dos meus sonhos.
Que essa história de plantação
É pra agricultor orgânico
Carinha magnânimo
E duro da cabeça aos pés
Chega de enrolação
Chega da busca pela perfeição!
Que eu não sou Pelé nem nada
♪♫•♫♪ ♪♫•♫♪ ♪♫•♫♪ ♪♫•♫♪
Com muito custo sou um Tostão.
foto: em mesminha por eu mesma
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Derrubaram Pinheirinho
Sei que o assunto é velho, sei que o que vale é o momento, os famosos e as tragédias imediatas, mas como não concordo com esse tipo de avaliação, publico aqui este documentário excelente de Fabiano Amorim, que expões os bastidores do poder que derrubou e desabrigou mais de 5000 pessoas.
A maior parte das imagens, não são da globo não, nem de jornais populares, mas de jornalistas corajosos que despencaram por lá, e de moradores indignados.
Assim, a notícia velha, se transforma em documentário novo e, ao invés da gente apenas ficar indignados com os acontecimentos, temos a chance de entender melhor por onde as águas andam, correm e bifurcam-se.
Pode não valer nada saber mais a fundo sobre algumas coisas, mas a ignorância também vale pouco.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Vergonha Interplanetária
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Tava aqui com meus zíperes e botões pensando no que me dá vergonha mesmo. Isso porque onde vou, vejo pessoas falando, escrevendo e publicado que têm vergonha de outras pessoas que elas nem conhecem. Uai, como posso ter vergonha de alguém ou algo assim, tão fora da minha alçada como políticos, cantores, artistas, instituições e o caraio a 4?
Num colou gentefina, ficou algo martelando na minha cabeça. Algo não tava certo nisso tudo.
Como a única coisa que tenho controle - e pouco, devo dizer- na minha vida é a minha própria vida, atos palavras e ações, mandei bala na sinceridade que me é peculiar e me custou MUITO a vida toda e desencadeei essa enchurrada palavral que segue aqui.
Tenho vergonha de dizer algo e fazer diferente.
Tenho vergonha de não controlar minha raiva.
Tenho vergonha de não ser generosa com aqueles que mais precisam, tipo minha família.
Tenho vergonha de saber tudo, mas tudo mesmo, e continuar a fazer cagada.
Tenho vergonha de ser tão inteligente e persistir em me apegar a um monte de porcaria como se fosse uma ignorante.
Tenho vergonha da minha ignorância, que ignora meu espírito, na hora do vamovê, e solta o bicho nas pessoas.
Tenho vergonha de me prometer várias coisas durante a madrugada, que tudo revela, e a ao raiar do dia dizer F0D4-53!!!!
Tenho vergonha de ter tido água encanada, escola, família, faculdade paga pelo contribuinte, saúde, beleza, ser branca, bonita – sem modéstia- e não fazer nada com tanta benesse.
Tenho vergonha de já ter saído do velho testamento, e ainda tratar os outros na lei do dente por dente, olho por olho.
Tenho vergonha de ser alguém tão querida por todos, ser considerada tão evoluída, a criatura perfeita para dar conselhos, e não resolver porra nenhuma na minha vida particular com minha família.
Tenho vergonha de me achar tão importante, que não consigo ver, ouvir ou ler algo, que não pense que é comigo, desfazendo dos sentimentos do outro, e me colocando como o centro das atenções.
Mas parece que é mais fácil perder a vergonha do que tomar vergonha na cara.
Tenho vergonha de usar toda minha articulação pra ganhar uma discussão, por pura vaidade.
Tenho vergonha de usar meu poder de ler o coração alheio para usar a meu favor as conclusões…
Tenho vergonha de aconselhar e esperar dias piores na tocaia,
só pra dizer…. Eu disse, eu avisei.
Tenho vergonha de ter vergonha…..
Porque essa sou eu, e eu teria que enfrentar tudo isso…..........
E finalmente tenho vergonha de não aproveitar a vida que Deus me deu.
De Reclamar.
DE esconjurar
DE colocar a culpa nos meus pais.
Na época em que nasci
No governo
Na ditadura
Nas diretas
Na democracia
No PSDB
Vergonha de não ser grata suficiente a Deus e às forças Cósmicas Universais. Porque eu agradeço, e muito. Mas na hora H, eu sou muito mal agradecida, sou cruel com quem me deu tanto.
Porque gentefina, Deus não quer agradecimentos, tenha dó. Ele não é uma tia velha que dá presente e, a gente tem que dizer mil vezes que gostou daquela merda.
Vou desenhar pro6 entenderem.
Sabe quando a gente dá um presente pra alguém, um presente que a gente escolheu mesmo, não com nosso gosto ou necessidade, mas com o olhar do outro? Então a gente dá o presente, entusiasmada, querendo que o outro goste muito, porque aquele presente é o nosso coração, por assim dizer. Aí gentefina, mil agradecimentos não valem a felicidade da pessoa ao abrir o presente. Nem a nossa, ao vê-la usá-lo com alegria. De que vale agradecimento se vem dia vai dia, e a gente não vê o neguinho usar o presente?
Penso que seja assim com Deus. Ele não gosta de neguinho agradecendo na Igreja, no Culto, na Mesquita, na Sinagoga ou antes de dormir. Ele quer ver a gente agradecer em momentos bacanas, tipo que a gente dá um mergulho no mar e grita: obrigada senhor.
Ele quer ver a gente usar o presente da vida……
Tenho vergonha de não usar o presente de Deus.
E chega, porque tá me dando vergonha docêis, de me revelar assim, pra gentefina, e pros que nunca chegarão lá. Tipo os cara que têm vergonha de coisas que nunca estarão na alçada deles.
Nem na calçada!
foto: Eu mesma em auto Retrátil...... de cara lavada pela vergonha
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