domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Vai com Deus, Jair Rodrigues
Desaparecido, morto, sequestrado, o fato é que são muitas as hipóteses de aonde teria ido parar o Vandré. O Vandré não sei, mas o Jair está no céu, no céu das pessoas que "zelam pela alegria do mundo", Tins e Bens e tais......
Cantar num palco, com microfone e platéia, é a/j e d/j, ou seja, antes de Jair e depois de Jair. Cantar era uma atitude de respeito, esse tipo de respeito pra boi dormir gentefina. Chamar as pessoas de senhora, doutor, pensar que tem classe porque estudou, ou é filho de alguma puta qualquer com nome chique, enfim, vou parar por aqui que ganho mais.
Ele cantava rindo, brincando, interagindo com os outros. Ele e a Elis Regina, deixaram para a humanidade, momentos inesquecíveis de pura alegria, improvisação e amor.
Enfim, tudo isso pra dizer que o Vandré ficou bem puto, teve que engolir o Jair. Ele, com a música e interpretação, pra lá de dramática, ganhou do Chico Buarque com sua açucarada A Banda.
Isso aí, gentefina, como diz meu pai, está morrendo gente que nunca morreu.....
sábado, 19 de abril de 2014
Páscoa
Do hebráico, vem a palavra Páscoa, que quer dizer Passagem.
É a comemoração da passagen do povo prometido, liderada por Moisés,
através das águas do Mar Vermelho.
É no mundo todo e, especialmente para os Judeus,
um símbolo de libertação e maioridade.
Sem nenhuma coincidência, para os Cristãos, alguns séculos depois,
seria o dia da comemoração do mistério do Gólgota, Morte e Ressurreição.
De novo, o símbolo de Passagem, libertação, mas dessa vez,
de valores materias, inúteis à liberdade universal.
Não é coincidência também, que em culturas ancestrais essas datas coincidam,
de acordo com o hemisfério, com a entrada do outono e da primavera.
Despedidas melancólicas, e Renascer vigoroso.
Os ocidentais escolheram o coelho como símbolo da Páscoa.
O coelho é conhecido como o animal mais solidário,
capaz de um sexto sentido que o faz intrépido
na defesa daqueles a quem ama.
Bom gentefina, nessa Páscoa desejo a vocês um pouco de tudo isso.
Que vocês atravessem essas marés da vida.
Que tenham força pra renascer a cada manhã.
Que saibam o valor da semente em gestação,
pra receber com ternura o novo fruto do coração.
E finalmente, que possam nesses tempos de tanta opressão,
serem solidários, e possam viver o amor em toda sua magnitude.
Quem sabe um dia, tenhamos a nossa grande Passagem, todos juntos.
Até lá!
.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Mandela e o Capital
Nenhum regime governamental, sustenta 300 anos de imperialismo e 50 anos
de apartheid sem a ajuda e apoio da comunidade internacional.
Muitos não
compreendem como somos um Corpo Único em todos os sentidos, segundo Mi
Yamaguishi, Jesus, Mandela, Martin Luther King, Jung e tantos outros corações que já
intuíram essa verdade. Porém essa noção de unidade pode ser melhor compreendida pelo conceito de Capital, e quando entendemos a força das Sanções Internacionais. Ou seja, sem a aprovação da Comunidade Financeira Internacional, que decide quem ajudar, o quê importar, o quê exportar,
para onde e a que preço, nenhuma nação sobrevive.
Ok, vamos deixar Cuba de lado,
mesmo porque, depois de tantas décadas de resistência - única no mundo moderno -,
cedeu parte de suas terras para a construção de uma prisão hedionda, onde
direitos humanos não conhecem o endereço, Guantanamo. Logo ali, virando a esquina do chamado Mundo livre.
Mas vai daí, que a morte de Mandela suscita em mim, além de todas as
lutas que ele lutou, sempre em nome do mesmo fim, a dignidade humana, as condições desse entrelaçamento do
capital e das dignidades ditas humanas, que ele entendeu tão bem.
Haja vista que, recém eleito presidente, o primeiro país que ele visita
é o Estados Unidos, claramente agradecido pelo apoio incondicional dos
ativistas que tanto lutaram por sua causa.
Líderes dos direitos civis no mundo inteiro, porém mais ferozmente nos Estados Unidos, se manifestaram em atos públicos, passeatas, discursos, filmes e
livros, contra o apartheid. De tal modo e, com tanta determinação, que num tempo
em que Margaret Thatcher e Ronald Regan, abertamente chamavam Mandela de
“terrorista”, ele consegue o apoio das massas, no mundo todo.
Vejam bem, não é dizer que tivéssemos a internet, as redes sociais, aderindo
a isso e a aquilo num clicar de teclas. Não, foram os líderes dos direitos
civis que instigaram a sociedade, indo cotidianamente a seu encontro, em
palanques, assembléias, senados, jornais e televisões.
Assim, forçado pela opinião pública o capital faz sanções econômicas,
que é mais ou menos isso: a Coca Cola diz, olha, acho que vamos desinvestir lá
na África do Sul….
E assim, dobra-se o capital, vence-se esse monstro.
E eu pergunto, gentefina? Porque depois de mais de 50 anos da invasão Tibet pela China, até hoje não houve apoio internacional para libertá-lo? E olha que eles têm o Mandela deles, o Dalai Lama. Mãssssss, pra um mundo Made in China, interessa economicamente?
Bom, sei que fica aí mais uma reflexão inscrita na história. Quando falo
de opinião pública, não falo de alguns milhares passeando na rua, tomando
cerveja e farreando. Falo de opinião pública que decide, assim, na lata: não
vamos mais consumir um produto que negocia com tal regime. Fácil assim,
gentefina, fácil assim.
Fica aqui minha gratidão por Mandela, por libertar gente da minha raça
do jugo da barbárie humana. Mas mais fundo, fica a lição de reconciliação, de
perdão e amizade que ele tanto apregoou.
Mandela, vai em paz, muita festa te aguarda no céu!
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Daniel fazendo Thriller
Nesse ano o Daniel quase não dançou no Espetáculo do Studio de Sapateado, agora ele é professor. Eu parabenizo o moleque, mas confesso que adorava vê-lo dançar em todas as coreografias.
Segue abaixo o vídeo onde ele dança thiller, preciso dizer que amei?
Esse meu filho é esforçado mesmo, tá chegando lá!
domingo, 27 de outubro de 2013
Lou Reed
Morre mais um anjo
Em mim
Passei essa manhã de domingo revisitando alguns livros que se agarraram às várias estantes da minha vida, teimosos em não serem trocados, doados ou vendidos. Emprestados, nunca mais, que o povo pega e se apega e não devolve.
Adoro rádio, nasci na era do rádio, detesto televisão, apesar de ter
nascido no ano em que ela chegou ao Brasil em média escala, 1954. Aqui em casa
não se vê televisão, e isso não é modo de falar. Acostumei meus filhos assim, e
apesar das rebeldices comuns à filharada, hoje em dia nenhum deles é fã de TV.
Oquei que sou radical, e daí??? Não gosto e não assisto e vivo muito bem
sem conhecer as novelas, os galãs de hoje em dia, as notícias, as novidades sem
graça…. Enfim, me perdi em vários assuntos. Esse fica ra outro dia.
Queria dizer mesmo, que estava lendo Leminski - lê minski, ou lia minski-,
quando ouvi no rádio a notícia da morte do Lou Reed. Não acho que foi
coincidência não…..
Sei que no final do anos 70 ele deu uma entrevista bem da famosa pra uma
repórter bem da famosa também, que eu não tenho a menor ideia de como se chamava, que lá pelas tantas repara que ele tem vários vasos com plantas no apartamento sitiado em New York (é sitiado mesmo, viu), mas
que estão com a terra seca, apesar da aparência saudável e verdejante. Ao que
ele esclarece com sua cara de sonso, elas são de plástico mesmo!
Deu o que falar, a gente aqui do Brasil nem sabia que existia flor bacana
de plástico. Imagina só…… isso era uma sensação, e a gente matava pra ter algo
de plástico. Ele, o plástico, não era esse monstro atual, rssrs…. Aliás, sem o
plástico, de muitos modos estaríamos perdidos, mas essa também é outra história.
Sei que senti um gosto ruim, um cheiro triste, e a certeza de que de duas
uma, ou verei a morte de todos os meus ídolos, ou morrerei antes disso. Não sei
o que prefiro; viver num mundo vazio de mim, ou esvaziar a vida de mim.
Tem muito mim nessa frase.
sábado, 19 de outubro de 2013
Oitavo Passageiro
Eu tenho um bicho dentro de mim. Uns já viram o bicho, outros pressentiram, e os mais infortunados, cutucaram o bicho. O Romeu já disse, solta o bicho. A Graça diz, olhe o bicho. Pros mais cultos cinamatograficamente falando, eu tenho mesmo um oitavo passageiro dentro de mim.
Conforme subi os precipícios em que me afundei de tanto olhar, fui perdoando todo o povo que passou por minha vida e por meu bicho.
Não deu certo, o bicho continuou a pegar.
Mais algumas sacadas, terraços e buracos, percebi que eu que tinha que pedir perdão pra todo mundo, porque eles não foram para mim, como eu achei que eles tinham de ser. Sabe que vi um sorriso no bicho?
Não deu certo, o bicho continuou a pegar.
Mais algumas sacadas, terraços e buracos, percebi que eu que tinha que pedir perdão pra todo mundo, porque eles não foram para mim, como eu achei que eles tinham de ser. Sabe que vi um sorriso no bicho?
Ai, paz finalmente!
Pois é, ilusão também mata, e bicho empaca, gentefina.
Chorei, chorei, sonhei com feras terríveis, e não senti medo. Eu sabia acarinhá-las. Elas me afagavam e protegiam, me ninavam….
Acordo, acho a vida linda…. E então o bicho acorda e eu finjo que ele ainda está dormindo. Vida besta que se repete todo dia!
Tomei banho, sentei no banquinho e chorei. Ah, porra seu bicho de merda, que mais você quer de mim? Além do sangue, das feridas, das palavras duras ditas pra inocentes, das surras verbais impostas aos que amei e amo…fala aí, seu besta!
Ah gentefina, meu coração abriu a jaula, e veio o bicho querendo carinho e me consolando. Meu bicho quer amor, quer que eu o aceite. Que eu não tenha preconceito com ele. Ele quer ar livre, amigos, cerveja, risada…. Ele não quer mais ficar preso no porão da minha vida. Ele quer ficar bonito, perfumado, alegre. Aliás ele veio com um papo de transformar o porão em um lounge!
Tenho que amar o bicho…. Aceitá-lo assim, como ele é.
Bem gentefina, sei que parece papo zootécnico, mas espero que vocês me compreendam, também porque sem o bicho, eu não escrevia mais nada. Eu não queria mais viver.
Gentefina, amem seus bichos! O meu está aqui, deitadão na sala, feliz da vida. Sabe que ele até que é simpático?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Biografia autorizada do Meu Preto
Era uma vez, em HelpCity, meu querido amigo Cláudio, Xu para todos, que adotou
uma cachorrinha de rua, numa noite na ruela do Bar do Giovani, sob pressão do
Marinho, recém voltado da França, com muitas ideias e histórias.
Madrugada, cubetes, e Xu topou, e quase que imediatamente a cachorrinha
virou a Brigitte. Brigitte era uma peste, desde pequena até sua velhice. Só
fazia xixi e cocô dentro de casa. Vomitava também, porque amava comer papel
higiênico. Quando via o portão aberto, fugia, corria feito louca, a gente
correndo e ela latindo e tentando invocar com todo mundo. Era um drama.
Os cachorros da rua, não gostavam da Bri, porque ela era metida à besta.
Os cachorros de raça de nossos amigos, discriminavam a Bri, por ela ser da
plebe. Conclusão: Bri nunca gostou de outros cachorros. Mas a gente amava a Bri,
porque ela era da família, engraçada, antenada, sabia tudo a malandra.
Quando alugamos a casa da Marechal, a Bri estava tomando umas injeções
pra não ter mais cria. Um belo dia, eu estava no jardim e um cachorro preto
apareceu e ficou doente pra entrar na nossa casa. Ficou no portão um dia todo
esperando. A Bri foi até o portão, eu corri porque ia ter briga, e eles se
cheiraram e se tocaram e ficaram na maior alegria. Decidi deixar o cachorro
preto, jovem, bonito e cheio de si entrar. Bri merecia uma despedida da
juventude com um cachorro jovem e garboso. Além do mais, ela nunca mostrou
interesse por nenhum ser que não fosse humano.
Foi uma festa! Rolaram, deram-se mordidinhas de carinho, correram,
brincaram o dia todo. Nós, o Xu e o Ronaldo, adoramos. Só que o Xu ficou
preocupado com a saúde da Bri. Levamos os dois no veterinário. Ele riu, disse
que o cachorro era capado.
Na volta pra casa, o cachorro entrou e não quis mais sair. A Bri e ele
se acomodaram, e ela até deixou ele comer no prato dela. Era amor verdadeiro.
Desse dia em diante, o Meu Preto ficou em nossa casa. Ele nunca fez xixi
nem cocô, nem no jardim. Só fazia na rua, obedecia, a gente abria o portão, ele
dava uma volta, a gente chamava, ele voltava.
Todos amavam o Meu Preto, principalmente a Bri, que pela primeira vez na
vida, tinha um companheiro.
De dia, ninguém sabia onde o Preto ia. Passava o dia na rua e voltava à
noite. Fim de semana grudava em mim, dormia na minha cama, e vigiava meu carro,
porque ele adorava passear de carro comigo. Depois queria passear com todos. E
todos adoravam aquele cachorro bem postado no banco de trás.
Outra coisa que o Preto fazia, era morder os pés, na traição, de tudo
que era chato que ia em casa. Os chatos desistiram da nossa companhia….ahhaha.
O Preto sabia de quem a gente não gostava.
A única hora em que o Preto era preso, era quando eu ia embora pra São
Paulo. Ele já acordava desconfiado, até ao banheiro ele ia comigo, ficava na
porta esperando. Os meninos prendiam o Preto, senão ele corria atrás do carro
até a rodovia.
Um vez, o Xu deixou minha casa aberta pra tomar ar, e o Preto não voltou
por dois dias. O Xu desconfiou! Ele havia ficado embaixo da minha cama, dois
dias, sem comer, sem beber, só na tristeza.
O Preto virou o amor de todos. Até o Marinho que, apesar de ter forçado
a adoção da Bri, não se dava bem com cachorros e afins, adorava o Preto. E o
Preto adorava todo mundo.
A rotina do Preto era sair de casa junto com o Xu. O Xu pro trabalho,
ele pra rua.
Belo dia, o Xu estava saindo, uma mulher gritou,- Ah o Sagui está aqui
então, esse cachorro é meu! O Preto escapuliu, voltou pra casa correndo e se
escondeu. Então, a mulher deixou o Preto pra nós, porque o Preto escolheu a
nossa casa. O Xu jurou e se desculpou com a mulher, mas ficava evidente que o
Preto era nosso, ou melhor, que nós éramos dele.
Saí da casinha, fiquei muito tempo sem voltar pra Socorro, sempre
pensando em trazer o Preto pra Sampa.
Mas a rotina dele era a seguinte: Xu pro trabalho, ele pra rua. Todos os
vizinhos adoravam o Preto. Ele comia em todas as casas, brincava com todas as
crianças, e fazia companhia pros velhos.
Fim da tarde, voltava leve e faceiro, pra comer de novo e viver as
aventuras da noite, na casa do Xu e do Marinho, onde aventuras nunca faltam.
Ontem a rotina se repetiu. Primeiro o vizinho o levou pra tomar banho,
porque o Xu se descuidou, depois o Preto foi dar uma volta com algumas moças da
rua que ele gostava, em seguida foi à padaria com outro vizinho que o adorava.
Na saída da padaria, veio um caminhão, feito louco, da Mogiana, quase matou o
homem, mas na verdade, atropelou o Preto.
Não sei como continuar….. Na minha mente só vem uma conversa que tenho
sempre com meu pai: Filha, ficar velho é uma merda! Pai-respondo-melhor ficar
velho do que morrer na flor da idade.
Nosso Preto se vai na flor da idade! Mal nos recuperamos da morte da
Brigitte, que nos últimos invernos, ficava estatelada num puf da sala. O Zetão
olhava e dizia, desse inverno ela não passa. Morreu velha, a nossa Brigitte.
Morreu tão galante ainda o Nosso Preto.
Acabou! Fiquem bem meus queridos, Brigitte e Preto!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Vai tarde Margaret!!!!!
Comentários do Stephen Morrosey (ex-vocalista dos Smiths) sobre a morte de Margaret Tatcher
"... Cada movimento seu era carrregado de negatividade. Ela destruiu os pequenos produtores britânicos. Ela odiava os mineradores. Ela odiava as artes. Ela odiava os ativistas pela liberdade da Irlanda e os deixou morrer. Ela odiava os ingleses pobres e não fez nada para ajudá-los. Ela odiava o Green Peace e os ambientalistas. Ela foi o único líder político europeu que se opôs a proibição do comércio do marfim. Ela não tinha nenhum humor ou calor e foi chutada para fora pelo seu próprio gabinete."
Claro que essa informação maravilhosa eu recebi do Yuri!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)









